Análises Morning Call

A bruxa está solta!

A bruxa está solta!
  • Publicado em 31 de outubro de 2022

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Macro

No que foi a decisão eleitoral mais acirrada para presidência do Brasil desde a redemocratização, o candidato Luiz Inácio Lula da Silva, foi eleito o novo presidente do país.

O resultado desse domingo deve ser o principal fator a movimentar o mercado local, enquanto no mundo, os olhos se voltam para decisão de juros do FED, e do Banco da Inglaterra.

A semana ainda tem dados de emprego nos EUA e atividade econômica na Europa.

Brasil

Por aqui, a semana recheada de resultados corporativos do terceiro trimestre deve ser ofuscada pelo efeito político que reverbera pela economia.

Nesse domingo, Lula, foi eleito presidente em decisão apertada, e o mercado busca agora, se precificar para um terceiro mandato do petista.

Ainda sem definição da equipe econômica, o novo governo deve fazer em breve, algum aceno ao mercado para esclarecimento do plano de governo, e indicação do futuro ministro da economia.

As expectativas apontam para o nome de Henrique Meirelles, e a decisão apertada de domingo indica a necessidade de maior moderação para a condução do país.

Na agenda de divulgações a semana traz na terça-feira, a Ata do Copom.

O último comitê manteve a taxa em 13,75% por unanimidade.

O documento deve resumir a visão do BC para a política monetária nos próximos encontros.

EUA

Nos EUA, a semana é agitada por decisão de política monetária do FED.

O Fomc, Comitê Federal de Política Monetária, começa na terça-feira e deve anunciar a nova decisão na quarta-feira.

A expectativa é que o banco central siga o ritmo de aumentos e eleve em 75 pontos-base a taxa de juros.

O novo aumento é tido como dado pelo mercado, mas investidores aguardam a decisão e falas de Jerome Powell, Presidente do FED, em busca de sinalização de moderação no ritmo de apertos.

Com indicações de desaceleração da atividade econômica norte-americana, muitos acreditam que o momento requer abrandamento do FED para evitar o colapso da economia.

A semana agitada nos EUA continua com dados de emprego.

Na terça, o Relatório JOLTS de oferta de empregos será divulgado. Na quarta é vez da pesquisa ADP de variação de empregos no setor privado, e fechando a semana

na sexta, deve ser divulgado o relatório de payroll dos EUA, com o saldo líquido de geração de emprego.

Os dados de emprego são excelentes termômetros da atividade econômica de um país e devem trazer clareza ao desempenho dos EUA, que têm apresentado indicadores mistos no que diz respeito à saúde econômica.

Europa

No continente europeu a semana começa com divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI), na zona do euro.

O índice de inflação mostrou alta de 1,5% no mês de outubro e levou o acumulado de doze meses a 10,7%, ambos acima das estimativas.

Também na zona do euro, foi divulgado pela manhã, o PIB da região, que apresentou alta de 0,2% no último trimestre.

As estimativas apontavam para alta de 1% nesse período, e o resultado acabou decepcionando.

No Reino Unido, a semana deve ser de definição da política monetária.

O país que segue atravessando uma turbulência política e econômica decide na quinta-feira a nova taxa básica de juros da economia.

A expectativa é de alta de 75 pontos-base levando a taxa a 3%.

Mercado Interno

O Ibovespa encerrou a última semana com forte queda de 4,49%.

O índice que tem forte peso em estatais acabou sofrendo à medida que nos aproximávamos do pleito de domingo.

A eleição de Lula deve ter impacto direto nas estatais federais como Petrobras e Banco do Brasil que devem sofrer nos próximos dias com a indefinição de uma equipe econômica e com a possível troca de gestão das empresas.

Estatais estaduais como a Sabesp devem se valorizar com a eleição de Tarcísio para o governo de São Paulo e uma pauta privatizante do novo governador.

Com a eleição de Lula, empresas de educação e varejo devem ganhar força em meio à possíveis subsídios do governo petista aos setores.

Ainda no campo de divulgações corporativas a semana ganha tração com resultados de Raia Drogasil, Petrorio e CSN.

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Análise Técnica

O Ibovespa durante o pregão de sexta fechou praticamente no zero a zero com -0,09%, aos 114.540 pontos.

Assim, na semana passada, o índice caiu -4,49% devolvendo praticamente toda a alta que apresentou na semana do dia 17/10. Entretanto, olhando para o médio prazo (gráfico semanal) o Ibov não perdeu a tendência de alta.

O primeiro sinal negativo seria a perda dos 112.120 pontos, onde continuaria o forte movimento de queda da semana passada e perderia a região de média móvel, trazendo um viés mais negativo.

Já no curto prazo, visão para os próximos dias, para retomar a tendência de alta o Ibov deve primeiro conseguir superar os 116.230 pontos, para posteriormente conseguir buscar patamares mais acima.

Mercado Externo

Nos EUA, o S&P 500 fechou a última semana em alta de 3,95% voltando ao patamar de 3.900 pontos.

O mercado norte-americano aguarda nessa quarta-feira a decisão de juros do FED, que deve promover novo aumento de 75 pontos-base.

A expectativa é que o FED dê sinais na divulgação de que reduzirá o ritmo de apertos para os próximos encontros, o que pode estimular o apetite ao risco.

As divulgações de resultados do terceiro trimestre fizeram preço na última semana, e devem continuar a precificar o mercado norte-americano.

A temporada que tem entregado resultados fracos em especial das big techs, deve se segurar com empresas de energia entregando bons resultados.

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Análise Técnica

O S&P500, analisando o gráfico semanal, fechou a semana passada no campo positivo com 3,95% nos 3.901 pontos, sendo a segunda semana consecutiva de alta.

Em que conseguiu superar a média móvel de período mais curto. Isso é o primeiro sinal positivo para o índice, onde ultrapassando a máxima da semana passada, indica que pode continuar esse movimento de alta.

Assim, o índice ainda se encontra em tendência de baixa no médio prazo e estaria passando por um processo de correção.

Essa correção estaria sendo no preço, já que buscou patamares mais acima. A tendência de baixa só seria revertida de fato com a superação dos 4.076 pontos.

Commodities

O minério de ferro fechou essa madrugada em nova queda em Singapura. Dados de PMI industrial da China indicaram retração da atividade, com queda maior que a esperada.

A economia chinesa que controla mais da metade da produção de aço do mundo tem dado sinais de enfraquecimento, o que acaba desacelerando a demanda pela commodity.

O petróleo opera em queda nessa manhã de segunda-feira.

A commodity tem sido afetada pela desaceleração da atividade econômica global e enfraquecimento da demanda.

Vale lembrar que nessa semana, na terça-feira, acontece nova reunião da Opep, que deve decidir pelos volumes produzidos no próximo mês.

A expectativa é que a organização mantenha os níveis de vazão depois do corte de 2 milhões de barris por dia na produção diária.

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Análise Técnica

O petróleo fechou na sexta-feira com uma leve queda de 0,53% aos USD 94,17/barril, após dois dias de alta.

O ativo terminou a semana passada com uma alta acumulada de 2,50%, porém dentro de uma região mais travada de preço (entre as médias móveis).

Apesar de ser a segunda semana consecutiva de alta o petróleo não reverteu a tendência de baixa que se encontra no médio prazo.

Para isso seria necessário a superação dos USD 97,71/barril.

Analistas responsáveis

Dalton Vieira – Analista CNPI-T

  • + 15 anos de experiência no mercado financeiro;
  • Analista de valores mobiliários (CNPI-TEM 910);
  • Credenciado pela Apimec desde 2010;
    Desenvolvedor do método DV de investimentos.

Henrique Tavares – Analista CNPI

  • Analista CNPI (CNPI EM-3176);
  • Credenciado pela Apimec;
  • Formado em Engenharia Aeronáutica pela Universidade Federal Uberlândia (UFU).

Leonardo Gibelli – Analista CNPI-T

  • Analista CNPI-T;
  • Analista CNPI-T EM-3376 credenciado pela Apimec;
  • Formado em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

Disclaimer

De acordo com a Resolução CVM nº 20, de 25 de fevereiro de 2021, Art. 21º, declaro que as análises realizadas neste relatório refletem única e exclusivamente a opinião dos autores, e foram elaboradas de forma independente e autônoma.

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As plataformas usadas para realização deste relatório são Bloomberg e Profit (Nelogica), além de portais de notícias nacionais e internacionais devidamente identificados quando utilizados.

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DVinvest

A DVinvest é a casa de análise fundada pelo renomado analista Dalton Vieira, que possui em sua equipe profissionais altamente especializados em análise fundamentalista e técnica de ações.