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Correlação negativa de ativos: a importância para a sua carteira

Correlação negativa de ativos: a importância para a sua carteira
  • Publicado em 27 de março de 2024

A correlação negativa de ativos se destaca como uma peça fundamental no universo dos investimentos. Isso porque entender a dança delicada entre diferentes ativos, como eles se movem juntos ou em direções opostas, pode desvendar o segredo para estratégias que não apenas sobrevivem, mas prosperam.

Neste artigo, vamos desbravar o que é, por que é importante para sua carteira e como você pode usar esse conhecimento a seu favor. Preparado para decifrar este enigma? Vamos lá!

O que é a correlação negativa de ativos?

Entender o que é a correlação negativa de ativos é essencial para qualquer investidor que deseje diversificar sua carteira de forma eficaz. Porque ao incluir ativos com correlação negativa em um portfólio, é possível criar um balanço que pode ajudar a reduzir o risco global.

Isso ocorre porque, quando um ativo enfrenta um período de baixa, o outro pode estar em alta, ajudando a compensar as perdas.

Então, a correlação negativa de ativos é quando dois ou mais ativos têm uma relação inversa em seus movimentos de preço. Isso significa que, se um ativo está se valorizando, o outro tende a se desvalorizar, e isso acontece de forma consistente ao longo do tempo.

Para avançarmos, é importante pontuar que a correlação é medida numa escala que vai de -1 a +1, onde cada número conta uma história diferente sobre como esses ativos interagem entre si. Ou seja, ela pode ser negativa, neutra ou positiva.

Tipos de correlação de ativos: negativa, positiva e neutra

Agora, vamos entender o que é cada um dos tipos de correlação de ativos:

  • Correlação Positiva (correlação de +1): quando dois ativos se movem na mesma direção, dizemos que têm uma correlação positiva. Por exemplo, se o ativo A sobe, o ativo B também sobe.
  • Correlação Negativa (correlação de -1): aqui, os ativos se movem em direções opostas. Se o ativo A sobe, o ativo B tende a cair. E é nesse conceito e estratégia nos quais estamos focando hoje.
  • Correlação Neutra (correlação de 0): significa que não há relação perceptível na forma como os ativos se movem um em relação ao outro. Um pode subir enquanto o outro cai, sobe ou fica estável, independentemente do outro.

Correlação negativa de ativos: importância

Mas, por que a correlação negativa é importante para sua carteira? A resposta está na diversificação.

A estratégia de diversificação aproveita a correlação negativa para tentar suavizar as oscilações do portfólio. O objetivo é reduzir perdas durante os períodos de volatilidade do mercado e contribuir para uma trajetória de investimento mais estável a longo prazo.

No entanto, a verdadeira magia acontece quando combinamos essa diversificação com a seleção estratégica de ativos que apresentam correlação negativa entre si. Isso é especialmente relevante para as carteiras Multi Estratégia.

Uma carteira Multi Estratégia visa aproveitar várias abordagens de investimento simultaneamente, buscando otimizar os retornos ajustados ao risco. Ao incluir ativos com correlações negativas, essa abordagem consegue oferecer um contrapeso interno.

Ou seja, quando uma estratégia enfrenta um momento difícil devido às condições de mercado, outra pode estar prosperando, equilibrando o desempenho geral da carteira. Interessante, não é mesmo?

Quais ativos têm correlação negativa?

Entender quais ativos têm correlação negativa pode ser um verdadeiro diferencial na forma como você monta sua carteira de investimentos.

Vamos explorar alguns exemplos:

  • Ibovespa e Dólar: quando o Ibovespa sobe, indicando um bom momento para a Bolsa brasileira, o dólar tende a cair – pois os investidores preferem investir em reais ao invés de investir em dólar. E vice-versa.
  • Ações e Renda Fixa: em momentos de incerteza no mercado, os investidores costumam buscar proteção em ativos de renda fixa, como títulos do Tesouro. Isso faz com que a demanda por ações diminua, e consequentemente, seus preços também. Assim, enquanto suas ações podem estar perdendo valor, seus títulos podem estar compensando parte dessa perda.
  • Ouro e commodities: o ouro é tradicionalmente considerado um porto seguro em momentos de turbulência econômica. Quando o mercado de commodities – como petróleo, minérios e agrícolas – está em queda, os investidores costumam buscar proteção no ouro, o que faz com que seu preço suba.

Esses são apenas alguns exemplos de como diferentes ativos podem se mover em relação uns aos outros. No entanto, é importante lembrar que a correlação entre ativos pode mudar ao longo do tempo. Por isso, você deve se manter informado e atualizado para garantir que sua carteira esteja equilibrada.

Como usar a correlação negativa de ativos para investir

Agora que entendemos o que é correlação negativa e sua importância, como podemos usar esse conhecimento para investir? Aqui vão algumas dicas:

  1. Análise e seleção de ativos: use a análise de correlação para escolher ativos que tenham uma correlação negativa entre si. Isso pode envolver ações, títulos, commodities ou moedas.
  2. Monitoramento: a correlação entre ativos pode mudar com o tempo devido a alterações econômicas, políticas ou de mercado. Portanto, é crucial monitorar essas relações e ajustar sua carteira conforme necessário.
  3. Balanceamento: use a correlação negativa para balancear sua carteira, combinando ativos de risco mais alto com outros de risco mais baixo. Isso pode ajudar a atingir um equilíbrio entre risco e retorno.

Sendo assim, ao combinar ativos que se movem em direções opostas, você pode suavizar as flutuações do mercado e buscar retornos mais estáveis a longo prazo.

Além disso, é importante pontuar que a ideia não é evitar completamente os riscos – isso é praticamente impossível no mundo dos investimentos porque os riscos fazem parte da jornada e de certa forma podem indicar rentabilidade.

Mas, com um pouco de planejamento e uma compreensão sólida de como os ativos interagem, você pode navegar pelos mercados com mais confiança e segurança.

Lembre-se de que a diversificação e a compreensão da correlação são ferramentas importantes na caixa de ferramentas de qualquer investidor.

E como sempre, antes de tomar qualquer decisão de investimento, considere consultar um assessor para obter conselhos adaptados às suas necessidades específicas. Ele também pode tirar suas dúvidas e ajudar a montar uma carteira equilibrada e rentável.

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Redação It's Money

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