Análises Morning Call

Haja estímulo!

Haja estímulo!
  • Publicado em 25 de agosto de 2022

Abertura do mercado 25 de agosto de 2022

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Caminhando para o encerramento da semana, os dias agora devem ficar mais movimentados, com agenda econômica ganhando tração, além do início do tão aguardado Simpósio do Federal Reserve em Jackson Hole.

Abertura do mercado Brasil

Dando continuidade a uma semana menos movimentada, por aqui, o dia deve ser dominado por influências do exterior.

Nas divulgações, hoje o dia deve ser marcado por dados de empregos do Caged.

A expectativa é de geração de 260 mil novos empregos. O indicador é forte referência da pujança da atividade
econômica refletida na geração de empregos.

Ainda no Brasil, ontem a divulgação do IPCA-15, prévia do mês de agosto, mostrou deflação menor que o esperado, de -0,73%.

Apesar disso, o indicador mostrou uma forte queda nos preços, guiada, principalmente pelo núcleo de transportes, que tem impacto direto da redução de impostos sobre
combustíveis.

Os núcleos de serviços seguem apresentando alta de preços e podem pressionar o Banco Central nos próximos encontros do Copom.

Ainda assim, o mercado segue confiante na precificação de estabilização das taxas na próxima reunião, as opções de Copom negociadas na B3 agora apontam para 78% de
chance de manutenção.

As curvas de juros apresentaram leve abertura dos vértices médios e longos, o que sinaliza expectativa de manutenção dos juros altos por mais tempo.

Ainda no campo das divulgações, nessa manhã foi divulgado o IPC-Fipe, índice de preços ao consumidor do município de São Paulo, saiu do campo deflacionário e voltou a mostrar alta nos preços.

A medição da terceira quadrissemana de agosto mostrou alta de 0,05% nos preços, contra expectativa de queda de -0,08%.

Por fim, ainda hoje, às 10h30, o Tesouro deve divulgar o volume de oferta para o leilão de LTNs com vencimento em 2023, 2024 e 2026, além de NTN-Fs para vencimento em 2029 e 2033.

Abertura do mercado nos  EUA

Nos EUA, o dia deve trazer movimentações ao mercado com o início do tão aguardado Simpósio de Jackson Hole.

Investidores aguardam a semana inteira o evento à espera de uma sinalização clara dos próximos movimentos do Fed com relação aos juros norte-americanos.

O Simpósio anual que envolve os dirigentes do Federal Reserve, banqueiros, economistas e autoridades políticas do mundo inteiro, tem por objetivo debater sobre o cenário econômico local e global.

E dessa vez, o evento ganha ainda mais relevância com os olhos do mundo voltados para as decisões de política monetária dos EUA.

Os mercados devem seguir cautelosos no dia de hoje, aguardando a fala do Presidente do Fed, Jerome Powell, agendada para amanhã.

A expectativa é que o chairman do banco central dê sinais dos próximos passos da autoridade monetária para a próxima reunião, marcada para setembro.

Nos últimos dias, investidores têm reduzido o otimismo e redobrado a cautela, na expectativa de um discurso em tom mais hawkish dos dirigentes do Fed.

Mais dados econômicos nos EUA

Também para o hoje, mercados devem permanecer atentos às divulgações de pedidos de seguro-desemprego por lá, com projeções em linha com a última semana, e expectativa de cerca de 262 mil novos pedidos.

Sem grandes sinalizações de forte desaceleração econômica.

O dia também deve trazer a divulgação do PIB do segundo trimestre, às 9h30.

O consenso aponta para uma nova marcação no campo negativo, dessa vez de -0,8%, indicando novo recuo econômico.

Para completar a agenda de publicações, ainda na manhã de hoje deve ser divulgado o Índice de Preços das Despesas de Consumo Pessoal, o PCE.

O indicador segundo os membros do Fed é um dos índices de inflação mais analisados para balizar o efeito dos juros no combate à alta de preços.

Os dados divulgados hoje são fortes indicadores da saúde econômica norte-americana, e devem ser balizadores das decisões do Fed para as próximas reuniões.

Abertura do mercado na Europa

No continente europeu o dia começou marcado por surpresa positiva vinda da Alemanha.

O país, que é um dos mais afetados pelas restrições de oferta de gás russo, conseguiu superar adversidades do segundo trimestre e registrou crescimento do PIB.

A expectativa era de estagnação da economia alemã no período, enquanto o dado oficial mostrou crescimento de 0,1% na comparação trimestral.

Na base anual, o crescimento foi de 1,7% contra estimativa de 1,4%.

Abertura do mercado na China

O gigante asiático voltou a influenciar os mercados no dia de hoje, com o anúncio de uma série de estímulos à economia local que somam mais de 1 trilhão de yuans, cerca de USD 146 bilhões.

A medida tem como intenção do Governo reverter o movimento de desaceleração econômica que tem ganhado força com as políticas de lockdown no combate à covid-19.

As  ondas de calor e eventos isolados também têm penalizado a economia do país.

Mercado Interno

O Ibov encerrou o pregão de ontem praticamente de lado, mas ainda assim, com novo fechamento positivo de 0,04%.

Para hoje, o dia deve ser de cautela nos mercados ainda na expectativa de mais clareza vinda do exterior.

Por aqui, dados das divulgações econômicas mais recentes fortalecem a expectativa do fim das altas de juros por aqui, e impulsionam o mercado de ações.

Outro fator que pode fortalecer o desempenho da nossa bolsa são os novos estímulos econômicos da China.

Com perspectivas de crescimento do nosso maior parceiro comercial, a expectativa é que parte desse crescimento reverbere até o Brasil.

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Análise Técnica Ibovespa

O IBOV, pelo gráfico diário, fez uma correção testando a região da média nos 110.180 pontos e nos últimos dias voltou a apresentar um movimento de alta.

Porém, vale ressaltar o cuidado em operações na ponta compradora pois a correção, se comparada com o movimento de alta foi curta.

Além disso, no gráfico semanal (médio prazo), o IBOV já mostrou o primeiro sinal de correção.

Isso reflete que a perda dos 107.050 pontos aumenta a expectativa desse movimento de correção e a superação dos 114.375 pontos indicaria a continuação do movimento de alta.

Portanto, é importante ter cautela nesses próximos dias, já que a expectativa que o movimento de subida continue é um pouco menor.

Ou seja, apesar do índice estar em tendência de alta, a probabilidade maior é de uma possível correção.

Mercado Externo

Nos EUA, o S&P 500 registrou alta de 0,29% marcando o primeiro encerramento positivo da semana.

Por lá, o tom tem sido de cautela com investidores de olho nas divulgações econômicas do dia, mas em especial, à espera das falas do Presidente do Fed, Jerome Powell.

A expectativa segue girando em torno de um discurso mais dovish para um novo estímulo aos mercados acionários nos EUA, enquanto sinalizações mais agressivas de apertos devem minar o apetite ao risco.

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Análise Técnica S&P500

O S&P500, observando o gráfico diário, se encontra em um movimento de baixa na forma de uma correção. Ou seja, a tendência no curto prazo ainda é de alta.

Em que, a superação dos 4.195 pontos aumenta a expectativa de retomada da tendência de alta.

Falando em termos de Fibonacci, olhando para uma retração, o movimento de correção pode ir buscar os 4.095 pontos.

Essa seria a região da primeira retração de Fibonacci e também região de média móvel.

Commodities

O minério de ferro encerrou a sequência de três dias consecutivos negociando em alta e fechou essa madrugada em leve queda.

Apesar da queda, a sinalização do dia deve ser positiva para a commodity, com o anúncio do pacote de estímulos do Governo chinês.

A expectativa é que o movimento possa fortalecer a combalida atividade industrial chinesa, além de recuperar o crescimento imobiliário no país.

O petróleo negocia em alta na manhã dessa quinta-feira.

Ainda comandado pelos riscos de redução da produção pela Opep, além dos riscos de oferta russa.

Ao longo da semana a Rússia anunciou nova interrupção no fornecimento de gás ao continente europeu, o que volta a acirrar as tensões e coloca nova pressão sobre as commodities energéticas.

Análise Técnica Petróleo

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O petróleo, pelo gráfico diário, se encontra dentro de um movimento de alta no curto prazo.

Em que, está próximo a uma região de média móvel nos USD 101,60/barril.

A superação dos USD 99,53/barril (último topo) seria o primeiro sinal positivo para uma quebra de tendência de baixa no curto prazo.

Dessa forma, deve-se ter cuidado olhando para compra, já que após esse movimento de alta a relação Risco x Retorno não fica tão favorável.

Assim, a superação dos 101,25 indica uma continuação do movimento de alta e a perda dos 100,03 aumenta a probabilidade de uma possível correção.

Analistas responsáveis

Dalton Vieira – Analista CNPI-T

  • + 15 anos de experiência no mercado financeiro;
  • Analista de valores mobiliários (CNPI-TEM 910);
  • Credenciado pela Apimec desde 2010;
    Desenvolvedor do método DV de investimentos.

Henrique Tavares – Analista CNPI

  • Analista CNPI (CNPI EM-3176);
  • Credenciado pela Apimec;
  • Formado em Engenharia;
  • Aeronáutica pela Universidade Federal Uberlândia (UFU).

Disclaimer

De acordo com a Resolução CVM nº 20, de 25 de fevereiro de 2021, Art. 21º, declaro que as análises realizadas neste relatório refletem única e exclusivamente a opinião dos autores, e foram elaboradas de forma independente e autônoma.

De acordo com o art. 21 da ICVM 598/18, caso o Analista esteja em situação que possa afetar a imparcialidade do relatório ou que configure ou possa configurar conflito de interesse, este fato deverá estar explicitado no campo “Conflitos de Interesse” deste relatório.

As informações, estimativas e projeções contidas neste relatório referem-se à data de publicação e estão sujeitas a mudanças, não implicando necessariamente na obrigação de qualquer comunicação no sentido de atualização ou revisão com respeito a tal alteração.

As plataformas usadas para realização deste relatório são Bloomberg e Profit (Nelogica), além de portais de notícias nacionais e internacionais devidamente identificados quando utilizados.

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DVinvest

A DVinvest é a casa de análise fundada pelo renomado analista Dalton Vieira, que possui em sua equipe profissionais altamente especializados em análise fundamentalista e técnica de ações.