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Investimentos para empresas: como funciona e qual a importância de fazer?

Investimentos para empresas: como funciona e qual a importância de fazer?
  • Publicado em 12 de fevereiro de 2023

Participar do mercado financeiro não é uma decisão limitada a pessoas físicas. As empresas também podem buscar investimentos para atender a diferentes objetivos de negócio. Assim, é possível obter vantagens relacionadas à saúde financeira e ao nível de competitividade no mercado, por exemplo. 

Ao mesmo tempo, aproveitar todo o potencial de uma estratégia de investimentos exige o conhecimento sobre as possibilidades existentes. Desse modo, você poderá tomar decisões que funcionem para as características e necessidades do seu empreendimento. 

Quer saber mais? Neste artigo, você entenderá a importância dos investimentos para empresas e descobrirá como algumas das principais alternativas funcionam.  

Continue a leitura! 

O que são investimentos para empresas?  

Os investimentos para empresas são ativos e veículos financeiros que podem ser acessados por pessoas jurídicas (PJ). Logo, um empreendimento pode investir um determinado montante para atingir determinados objetivos financeiros. 

Em relação às classes, existem investimentos de renda fixa e de renda variável para as empresas. Com isso, cada companhia pode escolher entre as possibilidades de investimentos disponíveis para aportar seus recursos — como você verá neste conteúdo. 

Para que eles servem? 

Como existem diferentes investimentos para empresas, eles podem atender a objetivos distintos — sejam de curto, médio ou longo prazo. Essas oportunidades podem servir, por exemplo, para a rentabilização do capital de giro. 

Em vez de deixar esse montante parado — e, potencialmente, perdendo poder de compra —, é possível investi-lo. Dependendo das escolhas, a companhia pode superar a inflação e até obter uma rentabilidade extra com seu capital. 

A empresa também pode fazer investimentos para compor reservas, como o próprio capital de giro ou um montante para pagamento de direitos trabalhistas, por exemplo. Assim, o retorno pode se acumular para formar o patrimônio empresarial — ou fazê-lo evoluir. 

Qual a importância de fazer investimentos para pessoa jurídica?  

Além de conhecer a utilidade dos investimentos para empresas brasileiras, é essencial compreender os benefícios de realizá-los. Uma das vantagens é o aumento do nível de segurança financeira para o negócio. 

Com os investimentos para o capital de giro, por exemplo, é possível montar uma reserva para o caso de imprevistos. Assim, a companhia tem a certeza de manter suas operações durante determinado período. 

Dependendo das escolhas, os investimentos também podem servir para fazer a empresa crescer. Pela rentabilização de parte do patrimônio, o negócio pode obter recursos para investir em uma expansão ou um novo projeto, por exemplo. 

Mais um benefício é a proteção contra o aumento do nível de endividamento. Afinal, pode acontecer de a empresa não precisar recorrer tanto a empréstimos e financiamentos junto às instituições bancárias, já que ela tem as próprias reservas. 

No geral, escolher o melhor investimento para a empresa pode fazer o negócio crescer, tornar-se mais competitivo e mais consolidado no mercado. Logo, essa pode ser uma estratégia de apoio ao sucesso. 

Quais são os tipos de investimentos para o seu negócio? 

Como você viu até aqui, o mercado brasileiro contempla investimentos para empresas para atender a diferentes metas. Ao conhecer as alternativas disponíveis, é possível selecionar o que fizer mais sentido para cada necessidade do seu negócio. 

Por isso, veja quais são os principais investimentos que podem ser acessados pelas pessoas jurídicas! 

Títulos de crédito privado 

Na renda fixa existem os chamados títulos de crédito privado. Eles são emitidos por companhias que desejam captar recursos e, em troca, pagam uma rentabilidade acordada. Entre as opções principais, estão o certificado de recebíveis imobiliários (CRI) e do agronegócio (CRA), além das debêntures. 

O CRI e o CRA são emitidos por securitizadoras, que antecipam os recebíveis para a empresa cedente, em troca dos direitos creditórios. Já as debêntures são títulos de dívida emitidos diretamente pelas empresas.  

Ao investir nessas alternativas, você poderá ter um retorno prefixado, pós-fixado ou híbrido. Nesses três casos, os riscos são maiores que outros títulos da renda fixa. Como consequência, a rentabilidade também tende a ser mais elevada. 

Fundos de crédito privado 

As empresas também podem optar pelos investimentos em fundos de crédito privado. Eles são veículos financeiros coletivos e funcionam com base na aquisição de cotas de participação. Nesses fundos, os recursos são movimentados por uma gestão profissional. 

Nessa modalidade, existem fundos de debêntures e fundos de investimento em direitos creditórios (FIDC), por exemplo. Assim, a empresa pode se expor a uma variedade de títulos e condições de rentabilidade. 

Investimentos internacionais 

Quando uma companhia deseja investir no mercado de capitais, ela não precisa se limitar ao Brasil. É possível recorrer ao mercado internacional. A partir de internacionais disponíveis no mercado brasileiro, você pode dolarizar parte da carteira e obter proteção contra a variação da moeda externa. 

Além disso, os investimentos internacionais permitem diversificar o portfólio para reduzir os riscos, já que deixa de haver concentração apenas no mercado interno. Mas, normalmente, o indicado é que investimentos desse tipo sejam de longo prazo, a fim de reduzir riscos. 

Entre as alternativas disponíveis para essa finalidade no mercado brasileiro estão os fundos internacionais, fundos de índice (ETFs) que replicam índices estrangeiros e brazilian depositary receipts (BDRs). Para quem busca proteção cambial, há também os fundos cambiais. 

Alternativas estruturadas e personalizadas 

Além dos investimentos individuais ou realizados via fundos, é possível contar com alternativas mais robustas — como as operações estruturadas. Existem, por exemplo, os certificados de operações estruturadas (COEs). Eles são montados por instituições de investimentos e compostos por uma combinação de ativos.  

Existem dois tipos de COE: com capital protegido e com capital em risco. No primeiro caso, você tem a certeza de que receberá, ao menos, o valor investido inicialmente. No segundo, sabe que perderá, no máximo, o valor investido, de modo que não existam dívidas. 

Além do COE, também está disponível para empresas a criação de estruturas personalizadas — normalmente compostas por ativos e derivativos — como as opções. 

Ainda, há como acessar outras possibilidades específicas para o seu negócio, como a criação de um fundo exclusivo. Portanto, dependendo das características do empreendimento, é possível acessar alternativas diferentes. 

Como escolher os melhores investimentos? 

Agora que você conhece algumas das opções de investimentos para empresas, vale a pena saber como realizá-los. O primeiro passo consiste em verificar o perfil de investidor do empreendimento. Ele demonstra o nível de tolerância ao risco para investir. 

Também é preciso estabelecer os objetivos e os prazos. Se a ideia for rentabilizar o capital de giro, pode fazer mais sentido recorrer a investimentos seguros e líquidos, por exemplo. Por outro lado, investimentos com maior risco podem ser favorecidos pelo longo prazo. 

A partir dessa identificação, é necessário definir uma política de investimentos. Desse modo, você pode determinar como a carteira deve ser composta. Lembre-se de que investir pela empresa é diferente de fazer escolhas como pessoa física. 

Após conferir este artigo, você descobriu quais são as principais características dos investimentos para empresas e como eles podem ser úteis. Dessa forma, seu empreendimento pode investir de maneira estratégica, rentabilizar o capital e alcançar mais competitividade para crescer. 

Ainda tem dúvidas sobre o assunto? Fale com a Blue3 Investimentos para conhecer melhor as oportunidades do mercado financeiro! 

Leia também: Captação de recursos financeiros para empresas: 4 opções do mercado de capitais!

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Redação It's Money

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