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IPCA sobe 0,41% em novembro, aponta IBGE

IPCA sobe 0,41% em novembro, aponta IBGE
  • Publicado em 9 de dezembro de 2022

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de novembro teve alta de 0,41%, 0,18 ponto percentual abaixo do resultado de outubro.

A informação fio divulgada nesta sexta-feira (09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No ano, o IPCA acumula alta de 5,13% e, nos últimos 12 meses, de 5,90%, abaixo dos 6,47% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em novembro de 2021, a taxa havia sido de 0,95%.

IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.

 Período Taxa
Novembro 2022 0,41%
Outubro 2022 0,59%
Novembro 2021 0,95%
Acumulado no ano 5,13%
Acumulado nos últimos 12 meses 5,90%

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete tiveram alta em novembro. Os maiores impactos no índice do mês vieram de Transportes (0,83%) e Alimentação e bebidas (0,53%), com 0,17 p.p. e 0,12 p.p., respectivamente.

Juntos, os dois grupos contribuíram com cerca de 71% do IPCA de novembro. A maior variação, por sua vez, veio de Vestuário (1,10%), cujo resultado ficou acima de 1% pelo quarto mês consecutivo. O grupo Saúde e cuidados pessoais (0,02%) desacelerou em relação a outubro (1,16%) e ficou próximo da estabilidade, enquanto Habitação (0,51%) superou o mês anterior (0,34%). Os demais grupos ficaram entre a queda de 0,68% em Artigos de residência e a alta de 0,21% em Despesas pessoais.

Grupo Variação (%) Impacto (p.p.)
Outubro Novembro Outubro Novembro
Índice Geral 0,59 0,41 0,59 0,41
Alimentação e bebidas 0,72 0,53 0,16 0,12
Habitação 0,34 0,51 0,05 0,08
Artigos de residência 0,39 -0,68 0,01 -0,03
Vestuário 1,22 1,10 0,06 0,05
Transportes 0,58 0,83 0,12 0,17
Saúde e cuidados pessoais 1,16 0,02 0,15 0,01
Despesas pessoais 0,57 0,21 0,06 0,02
Educação 0,18 0,02 0,01 0,00
Comunicação -0,48 -0,14 -0,03 -0,01

A alta dos Transportes (0,83%) deve-se principalmente ao aumento dos combustíveis (3,29%), que haviam recuado 1,27% em outubro. Os preços do etanol (7,57%), da gasolina (2,99%) e do óleo diesel (0,11%) subiram em novembro. A exceção foi o gás veicular, com queda de 1,77%.

A gasolina exerceu o maior impacto individual no índice do mês (0,14 p.p.). Além dos combustíveis, destacam-se as altas de emplacamento e licença (1,72%), automóvel novo (0,50%) e seguro voluntário de veículo (0,97%), que contribuíram conjuntamente com 0,07 p.p. No lado das quedas, os preços das passagens aéreas recuaram 9,80%, após as altas de 8,22% em setembro e 27,38% em outubro.

O grupo Alimentação e bebidas teve alta de 0,53%, puxado pelos alimentos para consumo no domicílio (0,58%). As maiores variações vieram da cebola (23,02%) e do tomate (15,71%), cujos preços já haviam subido em outubro (9,31% e 17,63%, respectivamente).

Além disso, houve alta nos preços das frutas (2,91%) e do arroz (1,46%).

O destaque no lado das quedas foi o leite longa vida (-7,09%), assim como já havia acontecido nos meses anteriores. No ano, a variação acumulada do produto, que chegou a 77,84% em julho, está agora em 31,20%. Houve recuo também nos preços do frango em pedaços (-1,75%) e do queijo (-1,38%).

A variação da alimentação fora do domicílio (0,39%) ficou abaixo do mês anterior (0,49%). Enquanto a refeição desacelerou de 0,61% em outubro para 0,36% em novembro, o lanche seguiu caminho inverso, passando de 0,30% para 0,42%.

No grupo Vestuário (1,10%), todos os itens tiveram variação positiva, exceto joias e bijuterias (-0,10%). Os destaques foram as roupas femininas (1,46%) e infantis (1,34%), além dos calçados e acessórios (1,03%). Em 12 meses, o grupo acumula alta de 18,65%.

A desaceleração no grupo Saúde e cuidados pessoais (0,02%) decorre principalmente da mudança de comportamento nos preços dos artigos de higiene pessoal, que passaram de alta de 2,28% em outubro para queda de 0,98% em novembro. Dois subitens se destacam: perfumes (-4,87%) e artigos de maquiagem (-3,24%). No lado das altas, a maior contribuição veio dos planos de saúde (1,20%), com 0,04 p.p. de impacto.

O resultado do grupo Habitação (0,51%) foi puxado pelas altas do aluguel residencial (0,80%) e da energia elétrica residencial (0,56%). No caso da energia elétrica, as áreas tiveram variações entre -2,93% em Vitória até 19,85% em Brasília, onde as tarifas para os clientes residenciais de baixa tensão foram reajustadas em 21,54%, a partir de 3 de novembro.

Também houve reajuste de 3,62% em uma das concessionárias de Porto Alegre (0,56%), vigente desde 22 de novembro.  Outro destaque no grupo foi a taxa de água e esgoto (0,58%), que variou positivamente devido aos reajustes de 11,82% no Rio de Janeiro (7,88%), vigente desde 8 de novembro, e de 10,15% em Belém (0,61%), em vigor desde 28 de novembro.

Ainda em Habitação, cabe ressaltar as quedas do gás de botijão (-0,37%) e do gás encanado (-0,70%). O preço do botijão de 13 kg vendido nas refinarias foi reduzido em 5,28% a partir do dia 17 de novembro. No caso do gás encanado, houve redução de 2,47% na tarifa cobrada no Rio de Janeiro (-2,17%), válida desde 1º de novembro.

Todas as áreas tiveram variação positiva em novembro. O maior índice foi o de Brasília (1,03%), por conta da alta da energia elétrica (19,85%). Já a menor variação foi em Vitória (0,09%), especialmente por conta da queda de 22,25% nos preços das passagens aéreas.

Região Peso
Regional (%)
Variação (%) Variação
Acumulada (%)
Outubro Novembro Ano 12 meses
Brasília 4,06 0,87 1,03 5,73 6,22
Goiânia 4,17 0,53 0,95 4,20 4,80
Belo Horizonte 9,69 0,54 0,54 3,89 4,67
Porto Alegre 8,61 0,76 0,42 3,04 3,90
São Paulo 32,28 0,66 0,40 5,95 6,69
Recife 3,92 0,95 0,39 4,88 5,98
São Luís 1,62 0,71 0,36 5,05 6,03
Rio de Janeiro 9,43 0,41 0,34 6,30 7,04
Fortaleza 3,23 0,61 0,28 5,12 5,70
Campo Grande 1,57 0,47 0,27 4,77 5,27
Salvador 5,99 0,61 0,26 5,88 6,97
Curitiba 8,09 0,20 0,23 4,47 5,01
Rio Branco 0,51 0,44 0,12 4,32 5,56
Aracaju 1,03 0,58 0,12 5,33 6,30
Belém 3,94 0,51 0,10 4,46 5,46
Vitória 1,86 0,60 0,09 4,35 5,12
Brasil 100,00 0,59 0,41 5,13 5,90

Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 28 de outubro a 29 de novembro de 2022 (referência) com os preços vigentes no período de 29 de setembro a 27 de outubro de 2022 (base). O

IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.

INPC tem alta de 0,38% em novembro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve alta de 0,38% em novembro, 0,09 p.p. abaixo do resultado de outubro (0,47%). No ano, o indicador acumula alta de 5,21% e, nos últimos 12 meses, de 5,97%, abaixo dos 6,46% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em novembro de 2021, a taxa foi de 0,84%.

Os produtos alimentícios passaram de 0,60% em outubro para 0,55% em novembro. Os preços dos não alimentícios também subiram menos, indo de 0,43% em outubro para 0,32% em novembro.

Nos índices regionais, apenas Aracaju (-0,04%) teve variação negativa em novembro, principalmente devido à redução nos preços do leite longa vida (-13,03%). Já a maior variação ocorreu em Brasília (1,20%), puxada pela alta da energia elétrica (19,36%).

Região Peso Regional (%) Variação (%) Variação Acumulada (%)
Outubro Novembro Ano 12 meses
Brasília 1,97 0,66 1,20 5,06 5,58
Goiânia 4,43 0,42 0,95 4,82 5,53
Belo Horizonte 10,35 0,45 0,63 3,86 4,66
Porto Alegre 7,15 0,57 0,48 2,45 3,34
São Paulo 24,60 0,48 0,37 6,49 7,13
Rio de Janeiro 9,38 0,42 0,34 6,23 6,94
Recife 5,60 0,88 0,31 5,45 6,57
São Luís 3,47 0,71 0,29 5,63 6,68
Fortaleza 5,16 0,60 0,29 5,28 5,90
Campo Grande 1,73 0,45 0,23 4,81 5,28
Salvador 7,92 0,48 0,21 6,41 7,67
Curitiba 7,37 0,07 0,21 3,71 4,01
Belém 6,95 0,25 0,15 4,55 5,46
Rio Branco 0,72 0,25 0,12 3,77 4,85
Vitória 1,91 0,45 0,10 3,80 4,31
Aracaju 1,29 0,58 -0,04 5,83 6,80
Brasil 100,00 0,47 0,38 5,21 5,97

Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 28 de outubro a 29 de novembro de 2022 (referência) com os preços vigentes no período de 29 de setembro a 27 de outubro de 2022 (base). O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 05 salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.

Fonte: IBGE

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Redação It's Money

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