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Lojas Americanas desaba na Bolsa depois de rombo de R$ 20 bilhões

Lojas Americanas desaba na Bolsa depois de rombo de R$ 20 bilhões
  • Publicado em 12 de janeiro de 2023

O mercado financeiro viveu grandes movimentações após a renúncia do CEO das Lojas Americanas, Sérgio Rial, devido ao rombo de R$ 20 bilhões durante uma análise preliminar.

Rial assumiu o cargo no dia 2 de janeiro, juntamente com o CFO André Covre. Ambos executivos pediram demissão e serão substituídos por João Guerra.

Em comunicado aos investidores, a Lojas Americanas informou:

“Um comitê independente será criado para apurar as inconsistências contábeis. Ainda não é possível determinar todos os impactos de tais inconsistências na demonstração de resultado e no balanço patrimonial. Entre as inconsistências, a área contábil identificou a existência de operações de financiamento de compras em valores da mesma ordem acima, nas quais a companhia é devedora perante instituições financeiras e que não se encontram adequadamente refletidas na conta fornecedores.”

Além disso, em comunicado enviado a funcionários, a Americanas afirmou que tem R$ 8 bilhões em caixa e que seguirá pagando os fornecedores no prazo estipulado. Os resultados de 2022 da companhia serão divulgados no dia 29 de março.

O valor de mercado da companhia até ontem era de R$ 10 bilhões, metade do buraco anunciado.

Ações despencam

As ações da Americanas (AMER3) estavam em leilão desde o início do pregão desta quinta-feira (12), como forma de impedir as oscilações do mercado depois do anúncio do rombo bilionário. Na véspera, as ações haviam fechado a R$ 12, com alta acumulada de 24%.

No entanto, os papéis da empresa despencaram ao longo do dia e foram negociados até às 13h45 de hoje, quando o leilão foi suspenso para a divulgação de um novo comunicado oficial da companhia.

Trata-se de um procedimento padrão da B3 quando acontece esse tipo de fato. Logo após, às 14h05, as ações foram colocadas em leilão novamente. Ainda assim, a queda por volta das 15h era de quase 80%.

O volume do rombo previsto no balanço da companhia é equivalente ao valor de mercado da Magazine Luiza, que ontem (11 de janeiro) valia R$ 20,20 bilhões, ou da Lojas Renner, que também valia R$ 20,22 bilhões, segundo cálculos de Einar Rivero, da TradeMap.

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Redação It's Money

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