Análises Morning Call

Luz no fim do túnel

Luz no fim do túnel
  • Publicado em 18 de novembro de 2022

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Macro

Foi uma semana intensa para o mercado brasileiro que repercutiu todo o desdobramento da PEC de transição que deve furar o teto de gastos.

Os juros tiveram um movimento de alta expressivo que contribuiu para derrubar praticamente todos os ativos de risco, com IBOV e IFIX caindo 5,4% e 4,2% respectivamente.

O Real foi nessa semana a moeda que mais enfraqueceu frente ao dólar caindo pouco mais de 4%.

Ontem, entretanto, começaram a aparecer notícias que devem dar um alento aos mercados no dia de hoje com a fala de integrantes do governo convergindo para um pouco mais de responsabilidade e a saída do Guido Mantega da transição.

O mercado tem especulado um movimento já conhecido na política de “tirar o bode da sala”, ou seja, dentre os males (Mantega) talvez o menos ruim (Haddad).

O Ibovespa que chegou na mínima de 107 mil pontos terminou o pregão de ontem em 109 mil.

O mercado deve seguir atento ao noticiário político uma vez que há um esforço do governo eleito em aprovar a PEC em troca de apoio na reeleição do presidente da câmara Arthur Lira.

Por enquanto o DI futuro segue precificando uma Selic de 14,50% em 2023, uma mudança profunda de expectativa no mercado, que anteriormente era de corte de Selic para o ano que vem.

Ontem foi realizado o leilão de LTN do Tesouro Nacional que teve menor volume do ano, como era de se esperar no cenário de stress, com as taxas máximas prevalecendo.

Mercado Interno

Em meio ao noticiário político, alguns balanços divulgados têm ganhado notoriedade, como o da Stone (listada nos EUA) que teve lucro líquido de BRL 162,5 milhões no 3T22 superando em 22% as estimativas, surpresa positiva para o mercado.

No corporativo, outro destaque importante foi o aval do Cade para a fusão entre Aliansce Sonae (ALSO3) e BR Malls (BRML3) que deve criar a maior companhia de shopping center da américa latina em área bruta locável.

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Análise Técnica

O Ibovespa no pregão de quinta-feira apresentou uma leve queda de 0,49% fechando aos 109.700 pontos. Ao longo do dia, o ativo chegou a uma mínima de -2,72% porém conseguiu devolver boa parte da baixa no final do pregão.

Posto isso, o ativo conseguiu se manter em um nível de preço importante aos 109.700 pontos, o que seria um ponto positivo no curto prazo.

Dessa forma, para aumentar a probabilidade de testar patamares mais acima, é importante o índice apresentar um movimento de alta buscando os 112.500 pontos.

Caso o ativo volte a ser negociado nos 107.245 pontos retoma-se o viés mais negativo no curto prazo.

Para a retomada de um viés mais positivo, de maneira confirmada, o ativo deve superar os 113.000 pontos, ficando acima de região de preço importante e das médias móveis.

Mercado Externo

Mercado americano tem dias também de volatilidade enquanto decifra a fala de dirigentes do FED quanto ao fim do aperto monetário por lá.

Ontem a fala do presidente do FED de Saint Louis, James Bullard, em que as taxas devem subir para o patamar de 5% a 5,25% afim de conter a inflação foi o suficiente para derrubar os mercados.

Os yields das tresasuries voltaram a subir.

Por enquanto, a expectativa no mercado americano é entorno do patamar de 5% a 5,5% nas taxas terminais do FED, interessante notar por lá que as expectativas de cortes na taxa no ano que vem têm apresentado redução.

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Análise Técnica

O S&P500 terminou o pregão dessa quinta-feira com uma leve queda de 0,34% aos 3.953 pontos.

Onde o ativo está dando continuidade a um movimento mais lateral dos últimos 5 pregões, ou seja, não conseguiu superar ou perder patamares importantes.

Dessa forma, para que haja uma retomada da expectativa positiva, é importante o ativo superar e se manter acima dos 4.010 pontos onde aumentaria a probabilidade de voltar a ser negociado nos 4.118 pontos.

Já a perda dos 3.944 pontos indica que o ativo pode passar por um processo de correção no curto prazo (buscando a média móvel), ou até mesmo continuar essa correção de maneira lateral.

Commodities

O petróleo caminha para uma semana pressionado por pioras na expectativa de demanda e se estabiliza na faixa dos USD 81 dólares (WTI) após cair mais de 4% no pregão de ontem.

O minério de ferro continua seu rally indo para a terceira semana desde março com o tão aguardado pacote de estímulos para o mercado imobiliário chinês.

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Análise Técnica

O petróleo fechou essa quinta-feira com uma queda significativa de 2,68% aos USD 89,50/barril. Se mantendo em uma região mais travada de preço entre os 89,58 e 97,71, porém com um viés mais negativo no curto prazo.

Dessa forma, a perda dos USD 88,51/barril aumenta a probabilidade de o ativo entrar em um novo movimento de baixa, podendo voltar a ser negociado nos USD 86,81/barril.

O ativo retoma uma expectativa mais positiva, falando de tendência, se voltar a ser negociado acima dos USD 97,71/barril.

Análise Técnica

Após forte queda na segunda-feira, o petróleo fechou essa terça com uma alta de 1,41% aos USD 93,09/barril.

O ativo de encontra em uma região mais travada de preço entre os 89,58 e 97,71.

Dessa forma, o ativo retoma uma expectativa mais positiva, falando de tendência, se voltar a ser negociado acima dos USD 97,71/barril.

Já a perda dos USD 91,80/barril aumenta a probabilidade de o ativo entrar em um novo movimento de baixa.

Analistas responsáveis

Dalton Vieira – Analista CNPI-T

  • + 15 anos de experiência no mercado financeiro;
  • Analista de valores mobiliários (CNPI-TEM 910);
  • Credenciado pela Apimec desde 2010;
    Desenvolvedor do método DV de investimentos.

Leonardo Gibelli – Analista CNPI-T

  • Analista CNPI-T;
  • Analista CNPI-T EM-3376 credenciado pela Apimec;
  • Formado em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

Erik Sala – Especialista Em FIIs E Renda Fixa

Graduando em Economia pela UFG e especialista em Fundos Imobiliários. Assistente de análise responsável pela carteira DV Renda Imobiliária.

Disclaimer

De acordo com a Resolução CVM nº 20, de 25 de fevereiro de 2021, Art. 21º, declaro que as análises realizadas neste relatório refletem única e exclusivamente a opinião dos autores, e foram elaboradas de forma independente e autônoma.

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As informações, estimativas e projeções contidas neste relatório referem-se à data de publicação e estão sujeitas a mudanças, não implicando necessariamente na obrigação de qualquer comunicação no sentido de atualização ou revisão com respeito a tal alteração.

As plataformas usadas para realização deste relatório são Bloomberg e Profit (Nelogica), além de portais de notícias nacionais e internacionais devidamente identificados quando utilizados.

 

 

Written By
Redação It's Money

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