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Manteve

Manteve
  • Publicado em 8 de dezembro de 2022

Grande foco da agenda dos investidores, o COPOM, manteve inalterada a Selic aqui no Brasil.

O movimento já era esperado pelos investidores e a grande incerteza era o tom do comunicado diante das incertezas fiscais que o país passa. Neste caso, o BC reiterou que acompanhará os desdobramentos da política fiscal com “especial atenção”, observando também os potenciais impactos na dinâmica de inflação.

O mercado pode encarar o comunicado de forma mais neutra, pois o tom adotado pelo BC é o que se esperava e que de certa forma já foi comentado por Roberto Campos, o presidente da autarquia.

Os juros ontem refletiram a aprovação da PEC de Transição no Senado, que será de BRL 145 bi por dois anos. Algumas fontes no mercado repercutem que o tamanho total pode ser de BRL 200 bi se considerar alguns “penduricalhos”.

No mercado americano, o clima ainda é de espera para a decisão do FED sobre os juros por lá. Durante a semana o otimismo que existia sobre uma redução no ritmo de aperto monetário foi se dissipando, à medida que noticiário negativo do lado econômico foi crescendo.

O índice futuro do S&P tenta interromper uma sequência de cinco dias negativos, o maior período de baixas seguidas para um início de mês desde 2011.

Na sexta-feira sai o indicador de PPI dos EUA e na próxima semana, antes da reunião do FOMC, sai também o CPI. Dois indicadores importantes para os operadores do mercado calibrarem as apostas quanto ao ritmo da elevação dos juros nos EUA.

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Análise técnica Ibovespa

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O Ibovespa nesta quarta-feira finalizou o pregão com uma queda de 1,02% aos 109.068 pontos, dando continuidade ao movimento de baixa e testando a região dos 108.600 pontos.

Dessa forma, o índice continua dentro de uma região mais travada (apresentando um movimento lateral). Entretanto, o fato de estar sendo negociado abaixo das médias móveis, aumenta o viés mais negativo no curto prazo.

O cenário mais conservador seria aguardar o ativo sair dessa zona mais lateral para a abertura de posições, já que está sem uma tendência bem definida.

Para a retomada de um viés mais positivo, o primeiro sinal seria a superação dos 112.610 pontos. Caso venha a perder os 108.500 pontos, aumenta-se a probabilidade de continuar um movimento de baixa.

Análise técnica S&P500

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O S&P500 fechou essa quarta-feira com uma leve queda de 0,25% aos 3.932 pontos, sendo o quinto dia consecutivo no campo negativo, ainda testando a região de média móvel de maior período.

Pensando em tendência, a perda dos 4.089 pontos anulou a tendência de alta que o ativo se encontrava no curto prazo.

Entretanto, o índice está sendo negociado em um nível importante aos 3.910 pontos. Ou seja, a perda desse nível aumenta a expectativa de que o ativo continue o movimento de baixa.

Para a retomada de um viés mais positivo, o primeiro sinal seria a superação dos 4.011 pontos, voltando acima da média móvel de período mais curto.

Commodities

Após quatro dias de quedas, o petróleo avança com noticiário positivo vindo das restrições na economia chinesa, que anunciou novos relaxamentos na política do Covid.

Também nessa mesma esteira de notícias positivas na China, o minério de ferro sobe, com os investidores avaliando novos pacotes de estímulos a economia e ao setor imobiliário local.

Análise técnica petróleo

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O petróleo nessa quarta-feira também fechou no campo negativo com uma queda de 2,82% aos USD 77,49/barril, continuando um movimento forte de baixa pelo quarto dia consecutivo.

Esse movimento já representou uma queda acumulada de 11,30%. Por isso, o ativo continua com um viés mais negativo para o curto prazo já que perdeu os USD 80,76/barril (nível de preço importante).

Para anular completamente a tendência de baixa que se encontra no curto prazo, o ativo precisa voltar a ser negociado nos USD 89,26/barril.

Porém, o primeiro sinal positivo, mostrando uma possível mudança de tendência, seria a superação dos USD 83,48/barril.

Analistas responsáveis

Dalton Vieira – Analista CNPI-T

  • + 15 anos de experiência no mercado financeiro;
  • Analista de valores mobiliários (CNPI-TEM 910);
  • Credenciado pela Apimec desde 2010;
    Desenvolvedor do método DV de investimentos.

Leonardo Gibelli – Analista CNPI-T

  • Analista CNPI-T;
  • Analista CNPI-T EM-3376 credenciado pela Apimec;
  • Formado em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

Erik Sala – Especialista Em FIIs E Renda Fixa

Graduando em Economia pela UFG e especialista em Fundos Imobiliários. Assistente de análise responsável pela carteira DV Renda Imobiliária.

Disclaimer

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DVinvest

A DVinvest é a casa de análise fundada pelo renomado analista Dalton Vieira, que possui em sua equipe profissionais altamente especializados em análise fundamentalista e técnica de ações.