Aceno de Paz entre EUA e Irã Impacta Mercados: Queda do Petróleo e Alta do Ibovespa
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Aceno de Paz entre EUA e Irã Impacta Mercados: Queda do Petróleo e Alta do Ibovespa
22 set 2026

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Comércio em Alta: EUA e Irã Buscam Acordo Diplomático
Uma possível saída diplomática para o conflito entre os Estados Unidos e o Irã alterou a dinâmica dos mercados nesta terça-feira (22). Com o aumento das expectativas em torno de um acordo, o preço do petróleo despencou, retornando a patamares abaixo de US$ 100 por barril. Em contrapartida, a bolsa brasileira apresentou recuperação e os juros futuros mostraram um desempenho mais ameno.
Dólar e Petróleo: Impactos no Mercado
A queda no preço do petróleo intensificou-se na tarde de hoje após declarações do ex-presidente americano Donald Trump, que destacou que EUA e Irã estavam progredindo nas negociações para um possível acordo. Esta perspectiva também aliviou a pressão sobre os preços da commodity, que se beneficiaram de sinais de aumento no fluxo de oferta.
- O Brent (referência global) para novembro encerrou o dia em US$ 99,25 por barril, com queda de 1%.
- O WTI (referência americana) para outubro caiu 1,2%, fechando a US$ 94,59.
Entretanto, horas antes, em um discurso na Assembleia Geral da ONU, Trump havia adotado um tom mais agressivo e afirmou que poderia “aniquilar” a República Islâmica se não houvesse um acordo de paz, apontando para uma solução após as eleições legislativas dos EUA em novembro.
A Resposta do Irã
Além disso, o governo iraniano demonstrou disposição em reabrir o Estreito de Ormuz em poucos dias, caso os Estados Unidos diminuíssem sua pressão militar e retirassem as restrições aos portos do Irã.
Posicionamento do Brasil nas Negociações
No mesmo evento da ONU, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, frisou a importância da diplomacia nas questões internacionais e os efeitos econômicos dos conflitos em combustíveis, fertilizantes e alimentos, reiterando que a perpetuação dos conflitos aumenta os riscos para a economia global.
Impacto no Câmbio e na Taxa de Juros
Em relação ao câmbio, a expectativa positiva proveniente das negociações entre EUA e Irã também se fez sentir. O dólar à vista, que abriu em alta por conta da cautela do mercado, começou a perder força com a crescente possibilidade de um acordo no Oriente Médio.
A ata da última reunião do Copom revelou que as direções futuras para a taxa básica de juros, a Selic, ainda estão indefinidas. O Banco Central frisou que as expectativas de inflação permanecem acima da meta e que os riscos associados à atividade econômica e ao ambiente externo são uma preocupação constante.
Decisões Futuros do Copom
O comitê mencionou que, se as expectativas permanecerem desancoradas, uma “restrição monetária maior e por mais tempo” pode ser necessária. Isso ocorre em um contexto onde o corte recente da Selic, que reduziu de 14% para 13,75% ao ano, ainda repercute.
Segundo o Termômetro do Copom, os dados atuais sugerem 67% de chance de uma nova redução de 0,25 ponto percentual na próxima reunião, que pode levar a Selic para 13,5% ao ano.
O Cenário nos EUA
Nos Estados Unidos, Tom Barkin, presidente do Federal Reserve (Fed) de Richmond, destacou que a economia americana está firme, com consumo e crescimento robustos. Ele observou que os riscos associados à inflação são mais preocupantes que os do mercado de trabalho, especialmente após o recente aumento da taxa de juros em 0,25 ponto percentual, situando a faixa entre 3,75% e 4% ao ano.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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