Ações do Santander (SANB11) caem após balanço fraco no 2º trimestre

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Ações do Santander (SANB11) caem após balanço fraco no 2º trimestre

29 jul 2026

Redação It's MoneyRedação It's Money

As units do Santander Brasil (SANB11) caíram mais de 6% na bolsa nesta quarta-feira (29). A queda ocorreu após a divulgação dos resultados financeiros do segundo trimestre, que ficaram abaixo das expectativas do mercado.

O balanço apresentou um aumento nas provisões e uma receita de tarifas considerada fraca. Além disso, as perspectivas para os próximos trimestres também são negativas, pois o banco está promovendo uma redução de risco no balanço, o que deve impactar os resultados futuros.

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Desempenho e estratégia do Santander

Analistas do Citi destacaram que o trimestre foi marcado por maiores despesas com provisões. O banco está direcionando sua carteira para segmentos com maior retorno, como crédito ao consumidor, cartões e pequenas e médias empresas (PMEs). Ao mesmo tempo, há uma redução da exposição a produtos de varejo de massa, que possuem menor rentabilidade.

O Santander também adotou critérios mais conservadores para baixas contábeis, reconhecendo antecipadamente perdas em carteiras sem garantia real.

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Avaliação dos analistas

A equipe do J.P. Morgan apontou que o lucro antes de impostos ficou 43% abaixo do esperado. A margem financeira com clientes também decepcionou, sugerindo impactos negativos nos próximos resultados.

Apesar da estratégia de reduzir a exposição ao mercado de massa com baixa renda, os empréstimos pessoais caíram 8% no trimestre. Entretanto, houve crescimento de 6% no segmento de financiamento ao consumidor, impulsionado principalmente pelo financiamento de veículos.

O banco Safra ressaltou que as provisões pioraram, mas não tanto quanto poderia ser previsto, e que a formação de novos créditos em inadimplência se manteve controlada. Cerca de R$ 700 milhões das provisões foram atribuídos a efeitos menos recorrentes, como uma provisão específica no atacado e mudanças nas políticas de baixa contábil.

Essa análise indica que a qualidade dos ativos não se deteriorou de forma grave, mas reforça que o Santander está focado em reduzir os riscos futuros.

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Para o investidor

O resultado do segundo trimestre mostra que a estratégia de ajuste e redução de risco no balanço está afetando os ganhos no curto prazo. Isso sugere que investidores devem acompanhar de perto as próximas divulgações para entender a evolução da carteira e o impacto dessas medidas.

Os dados foram obtidos de análises do Citi, J.P. Morgan e Safra, além das informações oficiais divulgadas pelo Santander Brasil.

Fonte:

  • Valor Invest
Este conteúdo foi produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial e revisado por nossa equipe editorial
Redação It's Money

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