Bitcoin cai abaixo de US$ 60 mil com alta volatilidade e busca por IA

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Bitcoin cai abaixo de US$ 60 mil com alta volatilidade e busca por IA

8 jun 2026

Redação It's MoneyRedação It's Money

O Bitcoin apresentou queda significativa ao recuar para valores abaixo de US$ 60 mil, atingindo o menor patamar desde outubro de 2024. Essa movimentação ocorre num cenário de alta volatilidade e mudança de preferência dos investidores, que têm direcionado seu capital para setores de tecnologia e inteligência artificial (IA).

Na última sexta-feira (5), o ativo digital caiu cerca de 6,9%, negociado a US$ 59.541,20, acumulando perda semanal superior a 18%. O Ethereum também sofreu forte desvalorização, recuando mais de 12%, a US$ 1.559,12, conforme dados da plataforma Binance.

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Pressão de juros e cenário macroeconômico

As perdas recentes do Bitcoin foram impulsionadas, principalmente, pelos dados de emprego nos Estados Unidos, que vieram acima do esperado. O relatório apontou a criação de 172 mil vagas em maio, ampliando as apostas em um aperto monetário pelo Federal Reserve (Fed) ainda em 2026.

Esse ambiente torna menos provável um corte nos juros, pressionando ativos considerados de maior risco, como as criptomoedas. Analistas destacam que níveis técnicos importantes, como o suporte em US$ 60 mil, passam a ser determinantes para a manutenção do atual ciclo de alta do Bitcoin.

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Descolamento em relação ao mercado de tecnologia

Embora as bolsas americanas, especialmente do setor de tecnologia, sigam renovando máximas históricas, o Bitcoin se descolou desse desempenho. Instituições como Swissquote apontam que o crescimento das empresas ligadas a chips de memória e IA tem oferecido retornos mais atrativos, em detrimento das criptomoedas, as quais apresentam maior dificuldade de precificação e maior volatilidade.

Além disso, a venda significativa de bitcoins pela Strategy, a maior detentora corporativa do ativo, agiu como um catalisador negativo para o mercado cripto. Contudo, a mesma instituição identificou que movimentos recentes de transferência de bitcoins para corretoras podem representar um sinal de exaustão do atual movimento de queda.

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Recuperação e perspectivas técnicas

A cotação do Bitcoin precisa superar faixas entre US$ 65 mil e US$ 70 mil para indicar reversão de tendência. Por outro lado, a perda consistente do suporte em US$ 60 mil pode levar a correções adicionais, com possíveis objetivos entre US$ 52 mil e US$ 55 mil.

A recente reentrada da Strategy no mercado, com a compra de aproximadamente 1.550 bitcoins, demonstra um movimento de acumulação e pode contribuir para uma recuperação técnica.

A nova aposta em criptomoedas descentralizadas

Enquanto o Bitcoin enfrenta instabilidade, outra criptomoeda tem ganhado atenção: o token HYPE, vinculado à plataforma descentralizada Hyperliquid. Esta plataforma permite negociação de contratos futuros sem intermediários tradicionais, com volume bilionário diário e crescimento acelerado, principalmente após episódios de alta volatilidade no mercado global.

O modelo de negócios da Hyperliquid destina 99% das taxas cobradas para a recompra do token HYPE, aumentando sua demanda. Grandes gestoras já lançaram ETFs atrelados à criptomoeda, atraindo mais de US$ 150 milhões desde maio, entre elas Bitwise, 21Shares e Grayscale, o que facilita o acesso do investidor tradicional ao ativo.

Apesar do potencial, analistas alertam para os riscos de uma plataforma ainda recente, com alta concorrência e volatilidade inerente ao segmento de criptomoedas, além da ausência da autorização regulatória para usuários dos Estados Unidos até o momento.

Ambiente de mercado global e tensões geopolíticas

Além da volatilidade intrínseca ao mercado cripto, tensões no Oriente Médio e as expectativas inflacionárias influenciam o sentimento dos investidores. A suspensão temporária de ataques entre Irã e Israel aliviou parcialmente o ambiente, mas o cenário permanece desafiador dado o risco de conflitos que possam afetar os mercados globais.

Por fim, a próxima reunião do Federal Reserve, sob nova presidência, é aguardada como indicadora do rumo da política monetária americana e deve ser fator decisivo para o apetite por risco nas próximas semanas.

As informações são baseadas em dados da Binance, análises de especialistas da Swissquote, CME Group e análises de mercado publicadas pelo Valor e InfoMoney.

Fontes

  • InfoMoney
  • Valor Investe
  • CNN Brasil
  • G1
  • AE News - Broadcast+
Este conteúdo foi produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial e revisado por nossa equipe editorial
Redação It's Money

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