
Bitcoin recua a menor valor desde 2024 e pressiona ações ligadas
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Bitcoin recua a menor valor desde 2024 e pressiona ações ligadas
3 fev 2026

O Bitcoin operou em queda recente, chegando ao menor valor desde novembro de 2024, abaixo de US$ 75 mil. Esse movimento refletiu um cenário de aversão ao risco no mercado de criptomoedas, agravado por incertezas políticas nos Estados Unidos, como a nomeação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve (Fed).
A principal criptomoeda recuperou parte das perdas e opera próxima de US$ 78 mil, mas ainda registra queda acumulada próxima de 40% desde a máxima histórica em outubro de 2025, quando alcançou US$ 126 mil.
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Influência da política monetária e liquidez no mercado
A indicação de Kevin Warsh, ex-membro do Fed que defende taxas de juros elevadas, gerou apreensão entre investidores em ativos digitais, dada a expectativa de um cenário menos favorável para políticas monetárias expansionistas.
Além disso, a liquidez reduzida no fim de semana intensificou a volatilidade, provocando liquidações que somaram cerca de US$ 2,5 bilhões no mercado de criptomoedas, especialmente em posições compradas, segundo a plataforma Bitfinex.
Pressão nas estratégias corporativas e mercado de ações
A queda do Bitcoin também pressionou a Strategy, a maior tesouraria corporativa de criptoativos do mundo, liderada por Michael Saylor. O preço do token caiu abaixo do custo médio de compra da empresa, em torno de US$ 76 mil, marco considerado até então um piso psicológico.
A Strategy ainda mantém mais de 713 mil tokens, com investimento total de US$ 54,2 bilhões, porém o valor do estoque caiu para cerca de US$ 53,2 bilhões com a desvalorização do Bitcoin, reduzindo espaço para novas operações de capital.
OranjeBTC e queda nas bolsas após volatilidade
A queda do Bitcoin impactou as ações da OranjeBTC, com baixa de 5,54%, registrando a mínima histórica desde o IPO reverso realizado em outubro na B3.
Apesar disso, bolsas de Nova York fecharam em alta nesta segunda-feira (2), refletindo ajustes pontuais nas posições e resultados positivos de empresas como Disney, em meio a um cenário global ainda marcado por incertezas econômicas e políticas.
Comparação entre Bitcoin e ouro em ambiente de estresse
Diferente do ouro, que teve valorização significativa no último ano, o Bitcoin ainda não é tratado como ativo de proteção em momentos de crise. A gestora 21Shares destaca que a desdolarização atual é expressa pelo ouro, considerado ativo tradicional de refúgio em choques geopolíticos e fiscais.
O Bitcoin, por sua vez, é vendido junto com ações em momentos de estresse, devido à sua liquidez e maior percepção de risco, o que limita sua funcionalidade como proteção imediata.
Perspectivas e volatilidade no curto prazo
Analistas apontam que o Bitcoin deve oscilar entre US$ 70 mil e US$ 80 mil nos próximos dias, com repiques possíveis em níveis de sentimento depreciado, mas ainda sob forte cautela devido a fatores macroeconômicos e de fluxo de capital.
Essas movimentações reforçam o cenário de alta volatilidade no mercado de criptoativos e a influência das decisões econômicas globais, especialmente nas políticas do Fed.
Fontes: Dow Jones Newswires, Bitfinex, Bloomberg, 21Shares, Coingecko, Broadcast.
Fontes
- CNN Brasil
- Valor Econômico
- InfoMoney
- Valor Investe
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
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