Copom mantém tom firme e sinaliza novas altas da Selic

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Copom mantém tom firme e sinaliza novas altas da Selic

7 nov 2024Última atualização: 10 setembro 2025

Redação It's MoneyRedação It's Money
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O Comitê de Política Monetária (Copom) elevou, nesta quarta-feira (06), a taxa básica de juros (Selic) para 11,25% ao ano, em um movimento de alta de 0,50 ponto percentual.

A decisão, unânime, foi acompanhada de um comunicado que reforçou a postura firme do Banco Central em buscar a convergência da inflação para a meta, mesmo diante de um cenário desafiador no Brasil e no exterior.

"O tom do Comunicado se manteve duro, sinalizando novas altas e deixando a porta aberta para eventuais ajustes no ritmo a ser adotado", avalia Camilo Cavalcanti, sócio e gestor no Oby Capital.

Por que a Selic aumentou?

Em suma, a ata do Copom destaca que o cenário internacional permanece incerto, especialmente nos Estados Unidos, onde a desaceleração econômica e o ritmo de desinflação ainda geram dúvidas.

Bancos centrais de grandes economias continuam endurecendo suas políticas monetárias para conter pressões inflacionárias, um ambiente que exige cautela redobrada de países emergentes como o Brasil.

No cenário doméstico, o Comitê observou dinamismo na atividade econômica e no mercado de trabalho, além de uma inflação acima do esperado, com projeções de 4,6% para 2024 e 4,0% para 2025, segundo a pesquisa Focus.

Esse contexto reflete um desequilíbrio entre a demanda aquecida e a capacidade de oferta, o que demanda uma política monetária mais restritiva.

Mensagem clara: foco na inflação

A decisão de elevar a Selic também veio acompanhada de um alerta: o Copom vê riscos inflacionários mais elevados do que o normal. Entre os principais fatores de alta, destacam-se:

  • Resiliência da inflação de serviços, ligada ao mercado de trabalho aquecido.
  • Taxa de câmbio depreciada, que encarece produtos importados.
  • Expectativas desancoradas, com os agentes de mercado projetando inflação acima da meta por um período prolongado.

Por outro lado, o Comitê aponta que uma desaceleração econômica global mais intensa ou um impacto maior do aperto monetário internacional poderiam trazer alívio para a inflação no Brasil.

A importância da política fiscal

O Copom também ressaltou o papel crucial de uma política fiscal sólida e crível para ancorar as expectativas de inflação e reduzir os prêmios de risco dos ativos financeiros.

Medidas estruturais no orçamento público são vistas como fundamentais para a sustentabilidade da dívida e para a eficácia da política monetária.

“A projeção de inflação subiu de 3,5% para 3,6% no primeiro trimestre de 2026. Além disso, o Comitê reiterou a necessidade de cortes de gastos, em linha com a agenda do Ministério da Fazenda, destacando o impacto disso no câmbio e nos juros de longo prazo”, observa Camilo Cavalcanti.

O que esperar da Selic?

O Copom deixou claro que futuros ajustes na Selic dependerão de fatores como:

  • A evolução da inflação, especialmente nos serviços e itens mais sensíveis à política monetária.
  • As projeções de inflação e o comportamento do câmbio.
  • O impacto das medidas fiscais em andamento.

Com o tom do comunicado permanecendo firme, o mercado já começa a precificar novas altas nos próximos meses.

A Pesquisa Focus sugere que a Selic pode chegar a 12,5% em 2025, antes de iniciar um ciclo de redução para 10,25%.

Oby Capital também projeta que a Selic continue em trajetória ascendente até atingir o ponto mais alto deste ciclo, previsto para 12,50% ao ano em dezembro de 2025.

Impactos no bolso do brasileiro

Para o consumidor, o aumento da Selic significa crédito mais caro, o que tende a desacelerar o consumo e, consequentemente, aliviar a pressão inflacionária.

Por outro lado, investidores em renda fixa podem se beneficiar com o cenário de juros elevados.

A postura do Copom demonstra um compromisso em controlar a inflação, mas a mensagem é clara: o caminho para a estabilidade de preços exige cautela e determinação, especialmente em um cenário de desafios internos e externos.

Redação It's Money

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A redação do portal It’s Money é formada por um time de profissionais com ampla experiência editorial, com acompanhamento e revisão de jornalistas especializados.

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