CVM autoriza corretoras nacionais a oferecer derivativos de quatro bolsas americanas
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CVM autoriza corretoras nacionais a oferecer derivativos de quatro bolsas americanas
21 ago 2026

Investidores residentes no Brasil passam a ter acesso a derivativos negociados em quatro das principais bolsas americanas. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ampliou a autorização para que corretoras brasileiras ofereçam intermediação desses produtos, atuando no modelo de introducing broker em parceria com intermediários estrangeiros.
As bolsas contempladas são a CME e a CBOT, localizadas em Chicago, além da NYMEX e da COMEX, sediadas em Nova York. Cada uma delas representa segmentos de referência no mercado internacional de derivativos. A CBOT concentra contratos ligados a grãos e oleaginosas, como soja, milho e trigo; a COMEX está focada em metais, como ouro, prata e cobre; a NYMEX negocia energia, especialmente petróleo e gás natural; enquanto a CME atua com derivativos financeiros, incluindo juros, moedas e índices de ações.
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Condições para oferta no Brasil
A oferta dos serviços está condicionada às regras definidas pelo Colegiado da CVM em decisão de fevereiro de 2021. Entre as exigências, destacam-se a adequação dos produtos ao perfil do investidor, conhecida como suitability, mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro, e a responsabilidade pela prestação de informações e supervisão caberá à corretora nacional.
Além disso, a resolução reforça o uso de controles para evitar que investidores brasileiros acessem produtos ou funcionalidades indisponíveis para instituições nacionais, garantindo igualdade no tratamento regulatório. As novas operações seguem a deliberação do Colegiado de 29 de maio de 2026, formalizada pelo Ofício Circular CVM/SMI 3/2026.
Impactos para o investidor brasileiro
Segundo Egmon Costa, superintendente da Superintendência de Relações com o Mercado e Intermediários (SMI) da CVM, a ampliação promove maior acesso dos investidores às oportunidades internacionais. Ela também permite que o mercado brasileiro conte com diferentes modelos para viabilizar o acesso de modo eficiente e seguro.
A CVM ressalta que a medida não representa revisão geral dos critérios do modelo de introdução e que quaisquer novas estruturas passarão por avaliação individual, priorizando a proteção ao investidor e a integridade do mercado.
Com a ampliação, investidores brasileiros poderão utilizar a intermediação de corretoras no país para operar derivativos importantes no mercado global, diversificando estratégias e produtos disponíveis, sempre com supervisão regulatória adequada.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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