Dólar avança a R$ 5,10 após tom duro do Federal Reserve e impacta ações exportadoras

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Dólar avança a R$ 5,10 após tom duro do Federal Reserve e impacta ações exportadoras

18 jun 2026

Redação It's MoneyRedação It's Money

Após operar em baixa boa parte do dia, o dólar disparou no final da sessão, ultrapassando R$ 5,10. Esse movimento acompanha a valorização da moeda americana no exterior, impulsionada pelo comunicado firme do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, e pela postura mais dura do banco central dos EUA.

O índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, subiu rapidamente para acima de 100.500 pontos. Isso ocorreu após Warsh destacar que a inflação nos EUA permanece acima da meta, e que a economia segue apresentando crescimento sólido e forte emprego. Apesar da manutenção da taxa de juros entre 3,5% e 3,75%, o Fed sinalizou que nove dos seus membros consideram possível uma alta ainda neste ano.

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dólar e cenário doméstico

O dólar à vista reverteu a trajetória inicial e iniciou uma escalada nas últimas horas de negociação, atingindo R$ 5,1217 no pico da sessão, encerrando o dia a R$ 5,1077, alta de 0,41%. Na semana, o avanço acumulado é de 0,91%, e no mês de junho, 1,28%. No ano, a moeda americana ainda registra perdas de 6,95% frente ao real.

O ambiente econômico brasileiro se tornou mais turbulento, com denúncias envolvendo políticos no escândalo do Banco Master e preocupações fiscais crescentes em meio ao cenário eleitoral. O Copom deve anunciar novo corte na taxa Selic, todavia com tom mais cauteloso, devido à piora das expectativas inflacionárias, indicando que os juros permanecerão altos por mais tempo.

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impacto da alta do dólar no mercado

A valorização do dólar favoreceu principalmente empresas exportadoras. As ações da WEG e Suzano tiveram ganhos expressivos, de 4,59% e 3,20% respectivamente, com a moeda forte ampliando a receita em reais dessas companhias. WEG atingiu o maior preço de fechamento desde abril, impulsionada pelos investimentos em eletrificação e infraestrutura.

Por outro lado, o setor varejista enfrentou queda, refletindo a frustração do mercado com a expectativa menos agressiva para os cortes da Selic. Magazine Luiza teve a terceira sessão consecutiva de baixa, negociando próximo ao menor preço desde 2017, enquanto Casas Bahia e Americanas também encerraram o pregão em recuo.

Setores como siderurgia sofreram pressão com a combinação da valorização do dólar e o receio de desaceleração da atividade econômica global, afetando negativamente as ações da CSN, Gerdau e Usiminas. Já a Vale e CSN Mineração mostraram desempenho menos impactado, uma vez que suas atividades são menos sensíveis ao ciclo do aço.

Além disso, a petroquímica Braskem registrou forte queda nos papéis, sofrendo pressões judiciais relacionadas a questões ambientais, levando suas ações ao menor valor de fechamento do ano.

O cenário internacional também influenciou o mercado local. Apesar da queda do Brent com expectativas geopolíticas de avanço das negociações no Oriente Médio, o dólar manteve força, refletindo o foco dos investidores na política monetária global, especialmente no aperto vindo do FED.

Essa combinação reforça a perspectiva de um dólar sustentadamente forte em meio a juros elevados nos EUA e um cenário doméstico brasileiro de maior volatilidade e incertezas fiscais.

As informações foram apuradas de fontes oficiais e reportagens da Agência Estadão.

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Fontes

  • Diario Do Comercio
  • AE News - Broadcast+
Este conteúdo foi produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial e revisado por nossa equipe editorial
Redação It's Money

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