Dólar avança a R$ 5,16 com rebaixamento do Brasil e cenário eleitoral
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Dólar avança a R$ 5,16 com rebaixamento do Brasil e cenário eleitoral
12 ago 2026

O dólar comercial fechou a sessão de 11 de agosto de 2026 em alta de 0,98%, cotado a R$ 5,1608, atingindo o maior valor de fechamento desde 7 de julho. A moeda norte-americana acumula valorização de 1,78% no mês, impulsionada pelo rebaixamento do Brasil pelo JPMorgan e pelo ambiente eleitoral do país. O índice Ibovespa registrou queda de 2,56% no mesmo dia, refletindo o clima de cautela no mercado doméstico.
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Influência do rebaixamento do Brasil pelo JPMorgan
O banco JPMorgan revisou a recomendação para o Brasil de overweight para neutro, considerando o menor espaço para cortes na taxa de juros e a desaceleração da atividade econômica. Segundo o diretor de Tesouraria do Travelex Bank, Marcos Weigt, o mercado já vinha aguardando sinais relacionados ao período eleitoral, e o rebaixamento reforçou as incertezas, levando à pressão sobre o real. Ainda assim, a taxa de juros local elevada sustenta parte do suporte à moeda brasileira.
Além disso, o rebaixamento pelo JPMorgan contribuiu para a saída expressiva de capital estrangeiro, afetando o desempenho dos ativos locais, notadamente o Ibovespa.
Situação do cenário eleitoral e seus efeitos
Pesquisas eleitorais indicaram o favoritismo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para as eleições de outubro, o que, por si só, não representou novidade para o mercado. Contudo, a proximidade da eleição amplifica a volatilidade e aumenta a cautela dos investidores.
De acordo com o economista-chefe internacional do Banco Pine, Cristiano Oliveira, a desaceleração da atividade econômica e a falta de propostas claras para o cenário fiscal por parte dos candidatos líderes nas pesquisas contribuem para a percepção de elevação do risco associada aos ativos em real.
Repercussão sobre indicadores econômicos nacionais e internacionais
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho apresentou alta de 0,07%, acima da mediana das projeções em 0,03%, indicando uma inflação controlada que deve permitir a continuidade do ciclo de cortes na taxa Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom).
Já o mercado internacional acompanhou dados fiscais dos Estados Unidos e a expectativa pela divulgação da inflação ao consumidor dos EUA, agendada para 12 de agosto. O comportamento do Federal Reserve (Fed) norte-americano, particularmente em relação à manutenção ou ajuste da taxa básica de juros, continuará influencia ativos de risco globais e o câmbio.
Fatores geopolíticos e militares na valorização do dólar
O CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, destaca que a supremacia militar dos Estados Unidos sustenta o status do dólar como moeda de reserva global. A força militar está atrelada à confiança internacional na economia americana e na segurança dos ativos denominados em dólar. Entretanto, a perda dessa supremacia militar e econômica pode causar fragmentação internacional e abalar a dominância da moeda americana.
Especialistas apontam que relações internacionais, confiança dos aliados e eventuais conflitos geopolíticos são elementos que impactam diretamente a atratividade do dólar no mercado global.
Perspectivas para o câmbio e mercado doméstico
Após oscilar durante a sessão, o dólar retomou a valorização, finalizando o dia em R$ 5,1799 em 12 de agosto, maior valor desde julho, acompanhado pela alta do índice DXY e das taxas dos Treasuries. O real permanece pressionado devido à saída de capital estrangeiro e ao cenário eleitoral, mas o diferencial de juros interno e externo e os termos de troca ainda oferecem suporte à moeda nacional, sem indicação de mudança estrutural para o comportamento do câmbio brasileiro a curto prazo.
Investidores seguem atentos às decisões do Fed e à inflação americana para os próximos passos da política monetária global, que influenciam diretamente o fluxo e o risco em mercados emergentes como o Brasil.
As informações são baseadas em dados do JPMorgan, Banco Central do Brasil, atas do Copom, além de análises de especialistas e pesquisas eleitorais divulgadas em agosto de 2026.
Fontes
- InfoMoney
- Folha De Pernambuco
- Poder360
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
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