Dólar cai a R$ 5,08 após payroll fraco, mas sobe 0,26% na semana
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Dólar cai a R$ 5,08 após payroll fraco, mas sobe 0,26% na semana
7 ago 2026

O dólar apresentou queda nesta sexta-feira, encerrando o dia cotado a R$ 5,08, acompanhando a desvalorização da moeda americana no exterior, motivada pelos dados fracos do mercado de trabalho nos Estados Unidos. Essa queda, impulsionada pelo fechamento de 23 mil vagas em julho e pela redução das apostas em alta da taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed) em setembro, não evitou que a moeda americana acumulasse alta de 0,26% na semana, a primeira alta após a queda de 1,79% em julho.
Apesar da valorização do dólar na semana, o real não figurou entre as moedas emergentes com maior ganho, influenciado por fatores como o comportamento do petróleo e os atritos diplomáticos entre Brasil e Estados Unidos. A cautela dos investidores também foi marcada pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que anunciou na quarta-feira, 5, um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, reduzindo-a para 14% ao ano.
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Impacto do payroll e expectativas sobre o Fed
O relatório de emprego nos EUA, conhecido como payroll, mostrou uma correção mais aguda que o esperado, com destruição de vagas e uma redução da taxa de desemprego para 4,1%, devido à queda na taxa de participação no mercado de trabalho. Esse cenário fez a curva de juros americana indicar a possibilidade maior de que o Fed opte por manter a taxa de juros em setembro, em vez de elevar. Atualmente, as apostas em alta da Selic pelo Fed caíram para cerca de 46% para a reunião de setembro, embora a expectativa de aperto monetário no ano permaneça, com mais de 50% de chances de elevação em outubro.
O índice DXY, que referencia o dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, recuava 0,37%, demonstrando a pressão compradora sobre moedas como o iene japonês, recentemente apoiado por uma intervenção conjunta dos EUA e Japão.
Perspectivas para o mercado cambial e doméstico
O economista-chefe da Análise Econômica, André Galhardo, destaca que o resultado do payroll contribuiu para que o real encontrasse suporte na elevação da taxa de juros real doméstica, apesar dos cortes recentes da Selic pelo Copom. A inflação controlada no Brasil mantém a taxa real elevada, favorecendo a moeda local frente ao dólar em momentos de menor apetite ao risco global.
Além disso, a movimentação do petróleo e os desdobramentos geopolíticos, como as negociações entre EUA e Irã para a reabertura do Estreito de Ormuz, seguem como fatores relevantes para a volatilidade cambial. Enquanto isso, o mercado se prepara para novos indicadores de emprego e inflação, além do próximo Simpósio de Jackson Hole, que podem influenciar a decisão do Fed sobre a política monetária no futuro próximo.
Fontes
- Correio Do Povo
- O GLOBO
- Poder360
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
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