Dólar fecha julho em queda com alta do petróleo e juros no Brasil
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Dólar fecha julho em queda com alta do petróleo e juros no Brasil
3 ago 2026

O dólar encerrou o mês de julho com queda de 1,82%, cotado a R$ 5,069, mantendo a trajetória de valorização do real frente à moeda americana. Apesar de registrar alta de 0,13% no último dia de negociações, a divisa acumula perda de 7,73% no ano.
A valorização do petróleo, com alta superior a 20% em julho, foi um dos fatores que impulsionaram o real. Como o Brasil é exportador do produto, a elevação dos preços da commodity no mercado internacional favorece a moeda brasileira.
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Dólar sobe com cautela antes do fim de semana
Na última sessão de julho, o dólar à vista apresentou alta de 0,18%, fechando a R$ 5,0704, influenciado por tensões no Oriente Médio, especialmente declarações de autoridades americanas e de Israel sobre o conflito com o Irã e a Faixa de Gaza. Esse contexto aumentou a cautela dos investidores próximo ao final de semana.
Além disso, o dólar ganhou suporte no exterior, com alta dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasuries) e justificativas para aumento dos juros básicos americanos por membros do Federal Reserve (Fed). Contudo, o mercado tem moderado o impacto das notícias, adotando postura defensiva e limitando a volatilidade.
Perspectivas para o real e o câmbio
No acumulado de julho, o real apreciou cerca de 1,79% ante o dólar no mercado à vista, influenciado não apenas pela alta do petróleo, mas também pelo carry trade atrativo. Os contratos futuros de petróleo subiram mais de 20%, impactando positivamente os termos de troca do país e a balança comercial.
O Banco Central registrou fluxo cambial negativo entre 20 e 24 de julho, de US$ 1,065 bilhão, um movimento pouco frequente porém não alarmante. Expectativas por cortes nos juros básicos domésticos também têm influenciado a redução dos juros futuros, contribuindo para a estabilidade do real.
Atraso na B3 e disputa pela taxa Ptax
Na última sexta-feira do mês, a abertura dos contratos futuros e do mercado à vista foram atrasadas por mais de duas horas na B3 devido a problemas técnicos na infraestrutura de pós-negociação. Esse atraso afetou a liquidez e as referências de preços, complicando as operações cambiais.
A taxa Ptax, referência calculada pelo Banco Central para o fechamento de contratos futuros, encerrou julho em R$ 5,0773, alta de 0,07% no dia, porém com queda de 1,92% no mês.
Queda dos preços do petróleo e expectativa do Copom
Em agosto, o dólar à vista iniciou com leve alta de 0,33%, chegando a R$ 5,0870, acompanhando a queda de cerca de 5% no petróleo, que ocorre em meio a avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã.
O mercado permanece atento ao comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom), com expectativa majoritária por um novo corte da taxa Selic para 14%, após cinco meses de estabilidade nos 14,25%. Este cenário tem pressionado para redução dos juros futuros e influenciado a estabilidade do dólar frente ao real.
O real também tem se mantido resiliente frente a outras moedas emergentes, especialmente considerando o contexto global de juros elevados que restringe desvalorizações excessivas.
Fontes: Agência Brasil, Reuters e dados do Banco Central.
Fontes
- Correio Do Estado
- Tribuna Pr
- Diario Do Comercio
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
A redação do portal It’s Money é formada por um time de profissionais com ampla experiência editorial, com acompanhamento e revisão de jornalistas especializados.
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