Dólar fecha no maior valor em duas semanas com queda do petróleo
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Dólar fecha no maior valor em duas semanas com queda do petróleo
28 jul 2026

O dólar fechou em alta de 0,62% nesta segunda-feira (27), cotado a R$ 5,113, atingindo o maior valor em duas semanas, desde 13 de julho. A valorização da moeda norte-americana ocorre em um cenário de queda acentuada dos preços do petróleo e expectativa pelo anúncio da política monetária do Federal Reserve (Fed) previsto para esta quarta-feira.
A forte baixa do petróleo Brent, referência para a Petrobras, que recuou 6,33%, para US$ 85,87 por barril, exerce pressão negativa sobre o real. Essa queda ocorre após sinais de trégua nos ataques entre Estados Unidos e Irã, reduzindo os temores de interrupção no fornecimento global da commodity.
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Impactos do petróleo e cenário político no câmbio
O recuo do petróleo afeta os termos de troca do Brasil, maior exportador líquido da commodity, pressionando a moeda local. Além disso, o cenário político doméstico permanece incerto, com eleições acirradas e tarifas impostas pelos EUA no comércio bilaterial ainda em vigor. A expectativa em torno das decisões do Fed e desses fatores internos e externos contribuem para a volatilidade do câmbio.
Segundo o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo, a polarização política brasileira, especialmente a preocupação com a pauta fiscal do próximo governo, é um dos motivos para a valorização do dólar.
mercado financeiro e perspectivas globais
Enquanto o dólar sobe, a bolsa brasileira apresentou movimento oposto, avançando 0,74%, com destaque para ações de bancos e mineradoras que compensaram a queda nos papéis ligados ao setor de petróleo. No mercado internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, teve alta leve de 0,04%.
O foco do mercado está na decisão do Fed, onde espera-se que a taxa de juros seja mantida entre 3,50% e 3,75%. No entanto, há possibilidade de novas elevações em setembro, conforme indica o ambiente incerto reportado pelo head de estratégia de mercado global da Ebury, Matthew Ryan.
Além do Brasil, outras moedas globais apresentaram variações moderadas ante o dólar, com o câmbio oscilando frente ao euro, libra, iene e outras moedas, refletindo a expectativa dos investidores pela definição dos rumos da política monetária americana e os efeitos do panorama geopolítico.
Agenda econômica e indicadores
Dentre os indicadores locais, destaque para a divulgação do setor externo de junho e o IPCA-15 de julho, com projeções que indicam déficit de US$ 2,3 bilhões nas transações correntes e desaceleração da inflação ao consumidor.
O mercado segue monitorando também o impacto das tarifas comerciais dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e a condução da agenda política interna, que deve influenciar os negócios e o comportamento do câmbio nos próximos dias.
Fontes
- Folha De Pernambuco
- CNN Brasil
- ac24horas
- Tribuna Pr
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
A redação do portal It’s Money é formada por um time de profissionais com ampla experiência editorial, com acompanhamento e revisão de jornalistas especializados.
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