Dólar recua mais de 1%, real é melhor moeda emergente com avanço em acordo EUA-Irã
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Dólar recua mais de 1%, real é melhor moeda emergente com avanço em acordo EUA-Irã
12 jun 2026

O dólar registrou queda superior a 1% nos últimos pregões, reflexo direto das sinalizações de progresso nas negociações entre Estados Unidos e Irã para um acordo de paz. A moeda americana fechou em R$ 5,1016, após tocar mínima abaixo de R$ 5,10, e acumula perda de 1,86% na semana. O real destacou-se como a melhor moeda emergente, com alta que superou 1%, impulsionada pela combinação de perspectiva de juros elevados no Brasil e a redução da tensão geopolítica.
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dólar e real influenciados por cenário externo e interno
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a suspensão de uma operação militar contra o Irã, marcada para ocorrer nesta quinta-feira (11), após avanço nas negociações. Segundo Trump, um acordo proposto pela liderança iraniana foi aprovado e deverá ser formalizado nos próximos dias. Essa notícia tranquilizou os mercados, reduzindo o prêmio de risco global e favorecendo o influxo de investimentos no mercado brasileiro.
Além disso, os dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio no Brasil, que registrou inflação de 0,58%, superior à projeção mediana, reforçaram a expectativa de juros elevados pelo Banco Central. Esse diferencial positivo de juros mantém o real atrativo para investidores, especialmente através do carry trade, estratégia que consiste em aproveitar a diferença entre taxas de juros de países distintos.
impactos nas bolsas e juros futuros
O movimento de valorização do real ocorreu simultaneamente à máxima da Bolsa brasileira e à queda dos juros futuros no mercado local. O contrato futuro do dólar para julho registrou recuo de 1,62%, indicando confiança na continuidade do cenário benigno para o real e sinais de redução das tensões internacionais.
Por outro lado, o preço do petróleo caiu mais de 3%, refletindo as expectativas de estabilidade no Oriente Médio, já que o acordo prevê garantias para passagem segura de navios no Estreito de Ormuz, importante rota para o mercado global de energia.
perspectivas para política monetária e mercado cambial
O Federal Reserve (Fed) americano deve manter a taxa básica de juros inalterada na próxima reunião prevista para 17 de junho, adotando tom mais cauteloso, segundo analistas. No Brasil, embora a maioria dos economistas espere continuidade do ciclo de redução da Selic, sinais de desaceleração da inflação elevam o debate sobre a necessidade de ajustes no ritmo dos cortes.
O índice DXY, indicador do dólar contra uma cesta de seis moedas fortes, recuou 0,30%, acompanhando a tendência de menor valorização do dólar frente ao real e outras moedas emergentes. Com isso, o Brasil reteve fluxo estrangeiro para a Bolsa e ganhou destaque entre os mercados emergentes, respondendo positivamente às notícias diplomáticas e aos indicadores econômicos locais.
Especialistas alertam, contudo, que o câmbio pode permanecer volátil até a confirmação formal e assinatura definitiva do acordo entre EUA e Irã, ressaltando que qualquer retomada da escalada geopolítica poderá reverter os ganhos recentes do real frente ao dólar.
Fontes: Agência Estadão, IBGE, Coface, Hedgepoint Global Markets, AGK Corretora.
Fontes
- Diario Do Comercio
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
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