Dólar sobe a R$ 5,16 após rebaixamento do Brasil pelo JPMorgan e cenário eleitoral

mercado

Dólar sobe a R$ 5,16 após rebaixamento do Brasil pelo JPMorgan e cenário eleitoral

11 ago 2026

Redação It's MoneyRedação It's Money

O dólar fechou em alta de 0,98%, a R$ 5,1608, nesta terça-feira (11), alcançando o maior valor de fechamento desde 7 de julho. O avanço da moeda americana ocorre em meio ao rebaixamento da recomendação para o Brasil pelo JPMorgan, que passou de overweight para neutro, e à divulgação de pesquisas eleitorais que mantêm o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como favorito na corrida para outubro.

A moeda acumulou valorização de 1,78% em agosto, recuperando parte da queda de 1,79% registrada no mês anterior. No ano, porém, o dólar ainda acumula perdas de 5,98%. O movimento da moeda brasileira contrastou com outras divisas latino-americanas, refletindo maior aversão ao risco por parte dos investidores estrangeiros.

Receba Informações do Mercado Financeiro em Tempo Real. Entre para nossa Comunidade no Whatsapp!!!

Influência do cenário econômico e eleitoral

Segundo o diretor de Tesouraria do Travelex Bank, Marcos Weigt, "o rebaixamento do Brasil pelo JPMorgan teve impacto no preço do dólar, com o mercado atento ao período eleitoral". Ele ressalta que a taxa de juros elevada no Brasil ainda confere suporte ao real, apesar da volatilidade.

O JPMorgan justificou o rebaixamento pela redução do espaço para cortes na taxa Selic e pela desaceleração econômica. O banco destacou que os ativos brasileiros historicamente apresentam desempenho inferior nos seis meses que antecedem as eleições, com aumento da volatilidade.

Acesse análises valiosas em tempo real na palma da mão! Não perca nenhuma oportunidade! Baixe GRATUITAMENTE o App da Blue Research agora e esteja sempre um passo à frente no mercado financeiro. 📲

Dados de inflação e sinais do Copom

A divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho, que subiu 0,07%, acima da mediana de 0,03% projetada, e a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) tiveram impacto comedido sobre o dólar. A taxa Selic foi reduzida de 14,25% para 14%, indicando continuidade do ciclo de cortes.

De acordo com o economista Guilherme Souza, da Ativa Investimentos, a inflação abaixo do teto da meta (4,5%) e a mensagem 'dovish' do Copom apontam para continuidade do ciclo de redução dos juros. "Não há nenhuma justificativa estrutural para o sell-off do real, já que as pesquisas eleitorais não trouxeram novidades", afirmou Souza.

Tome as MELHORES DECISÕES financeiras com o suporte de quem realmente entende do assunto. Fale com nossos Especialistas!

Cenário externo e mercado global

No mercado global, o índice DXY, que mede o dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, manteve-se estável perto de 99,8 pontos. Os preços do petróleo subiram mais de 1%, pressionados pelo impasse entre Estados Unidos e Irã sobre a reabertura do Estreito de Ormuz.

Investidores aguardam a divulgação da inflação ao consumidor nos EUA referente a julho para ajustar expectativas sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed). A cautela global e a volatilidade nas commodities ampliam a pressão sobre moedas emergentes como o real brasileiro.

Fontes

  • Correio Do Povo
  • Jornal Do Brasil
  • AE News - Broadcast+
Este conteúdo foi produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial e revisado por nossa equipe editorial
Redação It's Money

Redação It's Money

A redação do portal It’s Money é formada por um time de profissionais com ampla experiência editorial, com acompanhamento e revisão de jornalistas especializados.

Saber mais

Gostou do conteúdo?

Queremos sempre melhorar a experiência a sua experiência. Se puder, dê uma forcinha para o time de redação e conte o que você achou da edição de hoje.

O que achou deste conteúdo?

  • Ruim
  • Ótimo
As melhores análises do mercado

Receba em primeira mão as melhores análises do mercado financeiro diretamente em sua caixa de entrada. Nossa newsletter oferece insights exclusivos, tendências e perspectivas sobre o mercado.

Deixe-me ler primeiro uma amostra