Dólar sobe com decisão do Fed e tensão no Oriente Médio em março de 2026
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Dólar sobe com decisão do Fed e tensão no Oriente Médio em março de 2026
19 mar 2026

O dólar comercial encerrou a última sessão de março de 2026 com alta de 0,90%, fechado a R$ 5,246, em meio à volatilidade causada pela decisão do Federal Reserve (Fed) e pelas tensões no Oriente Médio. A valorização da moeda americana acompanhou a alta global impulsionada pelo Fed, que manteve as taxas de juros entre 3,50% e 3,75% ao ano, adotando um tom mais duro diante da inflação.
Além disso, o avanço dos preços do petróleo pressionado pelos conflitos no Golfo Pérsico intensificou as preocupações inflacionárias globais, fortalecendo o dólar frente a divisas emergentes, incluindo o real brasileiro.
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dólar em alta e cenário externo
O impacto do conflito entre Israel e Irã elevou o preço do barril Brent para perto de US$ 110, chegando a máximas superiores a US$ 120, o que, junto à alta dos rendimentos dos títulos públicos americanos (Treasuries), impulsionou o dólar no mercado internacional. Essa conjuntura gerou um ambiente de aversão a risco e acomodação nas decisões de política monetária, conforme destacado por analistas.
O índice DXY, que mede a força do dólar ante uma cesta de moedas fortes, subiu 0,58%, refletindo a maior demanda global pela moeda dos EUA.
repercussões no mercado brasileiro
No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano, sinalizando um ciclo de afrouxamento cauteloso. Mesmo assim, o real sofreu desvalorização, chegando próximo a R$ 5,25, influenciado pelo fluxo cambial negativo e pelo cenário externo incerto.
Durante a manhã, o Banco Central realizou operações de leilão de venda de dólares e swaps reversos, buscando dar liquidez ao mercado e conter a volatilidade cambial. O cenário, contudo, segue sensível às movimentações internacionais, sobretudo relacionadas ao petróleo e à política monetária norte-americana.
análise técnica do minidólar
O contrato futuro de minidólar para abril (WDOJ26) demonstrou retomada do fluxo comprador no curto prazo, fechando em alta consistente nas escalas de tempo de 15 minutos, 60 minutos e gráfico diário. Para continuidade da valorização, é essencial a superação das resistências situadas entre 5.285 e 5.306 pontos. Caso essas barreiras sejam rompidas, o ativo pode avançar em direção a patamares entre 5.358 e 5.383 pontos.
Por outro lado, caso o suporte em 5.195 pontos seja perdido, uma pressão vendedora pode se intensificar, puxando o preço para níveis inferiores, como 5.110 pontos. Esse comportamento confirma a sensibilidade do dólar futuro às políticas monetárias e fatores externos, especialmente o conflito no Oriente Médio e o preço internacional do petróleo.
perspectivas e riscos
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, sinalizou uma possível aproximação do fim da guerra no Oriente Médio, o que trouxe alívio temporário aos preços do petróleo e ao dólar, reduzindo a cotação para cerca de R$ 5,21. Entretanto, a situação permanece instável, e o mercado monitorará atentamente os desdobramentos diplomáticos para ajustar expectativas.
O Citi estima uma depreciação moderada do real até o final do ano, prevendo dólar a R$ 5,40, considerando que a volatilidade externa pode se manter elevada. A continuidade do conflito ou a elevação significativa dos preços do petróleo podem exacerbar os riscos inflacionários globais, impactando decisões futuras do Fed e dos bancos centrais, incluindo o Copom.
Esses fatores indicam que o dólar deve continuar volátil no curto prazo, influenciado tanto por aspectos técnicos no mercado futuro como por eventos geopolíticos e decisões de política monetária internacionais.
Fontes: Agência Brasil, Broadcast, Estadão, InfoMoney e Travelex Bank.
Fontes
- InfoMoney
- O DIA
- Poder360
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
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