Dólar sobe com tensão entre EUA e Irã e reflexos no mercado
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Dólar sobe com tensão entre EUA e Irã e reflexos no mercado
21 ago 2026

O dólar fechou em alta moderada, próximo a R$ 5,19, influenciado pela escalada de tensões entre os Estados Unidos e o Irã. A ameaça declarada pelo presidente Donald Trump de uma "guerra econômica" contra o Irã elevou o preço do petróleo, impulsionando a moeda norte-americana e reduzindo o apetite por risco nos mercados.
Na quinta-feira (20), a cotação do dólar à vista teve máxima de R$ 5,2019 e encerrou com valorização de 0,32%, acumulando ganho de 2,16% na semana e 2,42% no mês, enquanto no ano ainda registra perda de 5,39%. A expansão da tensão geopolítica reverteu parcialmente o movimento anterior do Tesouro dos EUA de aumento na recompra de títulos de longo prazo, que havia motivado a queda da moeda na véspera.
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Impactos políticos e econômicos no câmbio
O mercado doméstico sofre com a combinação do cenário externo e das incertezas eleitorais. O real tem o pior desempenho entre as moedas líquidas em agosto, reflexo da redução da exposição de investidores estrangeiros a ativos brasileiros diante da sensitividade crescente à corrida presidencial.
"Em um dia com agenda interna aquém, o câmbio segue influenciado pelo cenário externo. A escalada do conflito entre EUA e Irã voltou a impor cautela", diz Vitor Kayo, economista sênior da Nomad. Além disso, o ambiente eleitoral brasileiro pressiona negativamente a moeda local.
Alta do petróleo e mercados globais
Os preços do petróleo Brent para outubro avançaram mais de 2%, situando-se na faixa de US$ 93 por barril, pressionados pela perspectiva de sanções econômicas severas contra o Irã. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, reforçou que as sanções iranianas serão "as mais duras da História", embora preveja baixa probabilidade de ataques diretos.
O índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas fortes, operou com viés de alta, impulsionado principalmente pela desvalorização expressiva do iene. As taxas dos Treasuries subiram modestamente após queda anterior, mas sem alterar a expectativa majoritária de manutenção dos juros nos EUA no curto prazo.
Efeitos na curva de juros e projeções para o câmbio
Em meio ao enfraquecimento do dólar global e à expectativa de disputa presidencial equilibrada no Brasil, os juros futuros registraram forte queda, especialmente nos vencimentos mais longos, chegando a perder cerca de 20 pontos-base em alguns contratos. O DI para janeiro de 2029 caiu para 14,17% e o para 2031 recuou para 14,425%.
Para o diretor de investimentos da Monte Bravo, Guilherme Loureiro, a cotação do dólar ao final do ano poderá oscilar em um intervalo entre R$ 4,50 e R$ 4,75 sob um cenário global de fraqueza da moeda americana e desfecho eleitoral que permita ajuste das contas públicas. Cenários mais adversos, como piora econômica internacional combinada com estresse fiscal local, podem levar o dólar acima de R$ 6,00.
Por fim, o comportamento do câmbio brasileiro continuará condicionado tanto à evolução da tensão internacional quanto ao ambiente político interno, com repercussão direta nos mercados financeiros e nos custos dos investimentos.
Fontes: Agência Estadão, analyzed by Monte Bravo, Nomad Economics【4:0†Manual de Redação It’s Money.docx】【4:1†Manual de Redação It’s Money.docx】
Fontes
- Diario Do Comercio
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
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