Dólar sobe frente ao real com risco fiscal e tensão externa
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Dólar sobe frente ao real com risco fiscal e tensão externa
20 ago 2026

O dólar voltou a subir frente ao real e fechou próximo de R$ 5,20 nesta quinta-feira (20/08/2026), impulsionado pela escalada da tensão entre Estados Unidos e Irã e pela preocupação dos investidores com o cenário fiscal no Brasil, em meio à corrida eleitoral.
A moeda americana alcançou máxima intraday de R$ 5,2019 e terminou o dia em alta de 0,32%, cotada a R$ 5,1933, acumulando valorização de 2,16% na semana. No mês, o avanço chegou a 2,42%, enquanto no ano o dólar registra queda de 5,39% frente ao real.
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Dólar e cenário fiscal brasileiro
O banco J.P. Morgan projeta que o dólar pode atingir R$ 5,50 no caso de um cenário eleitoral desfavorável para a consolidação fiscal brasileira. Segundo o banco, «a trajetória fiscal deve se consolidar como a principal fonte de preocupação» para os investidores, com maior volatilidade no câmbio e nos juros.
Embora o real tenha mostrado resiliência até agora durante o ciclo eleitoral, o mercado já precifica poucas margens de prêmio de risco eleitoral e posições favoráveis à moeda brasileira são predominantes. Assim, uma piora do ambiente fiscal doméstico pode levar a elevações significativas do dólar.
Tensão internacional e mercado global
A declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, de uma «guerra econômica» contra o Irã e as sanções rígidas anunciadas aumentaram o preço do petróleo para cerca de US$ 93 por barril, cenário que pressiona o dólar no Brasil por aumentar a cautela do mercado global.
O Tesouro americano anunciou um aumento nas operações de recompra de títulos de longo prazo para melhorar a liquidez dos Treasuries, o que gerou alívio momentâneo, mas não alterou os fundamentos domésticos no Brasil.
O índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de moedas, mostrou leve alta, reflexo do enfraquecimento do iene e das preocupações inflacionárias nos EUA. Os rendimentos dos títulos de 30 anos dos EUA foram pressionados, mas continuam em níveis elevados para padrões recentes.
Movimentações no mercado brasileiro
A bolsa brasileira (Ibovespa) reverteu sequência de 11 quedas consecutivas, fechando em alta de 0,90%, refletindo uma correção após perdas acumuladas em agosto. Apesar disso, houve saída significativa de capital estrangeiro no mês, com R$ 18,1 bilhões retirados da bolsa até meados do mês.
Por outro lado, o fluxo cambial apresenta entrada líquida de US$ 1,5 bilhão, indicando movimento misto dos investidores estrangeiros.
Especialistas recomendam atenção ao cenário misto, com influência externa positiva temporária, mas com risco fiscal e político interno ainda sendo fatores centrais para o desempenho do dólar frente ao real.
Conversão de dólar e estratégias para brasileiros
Para quem precisa converter dólar em real, é importante considerar não só a cotação, mas também os custos adicionais como spread cambial, IOF e tarifas, que podem variar entre bancos, casas de câmbio e plataformas digitais autorizadas.
Contas globais em dólar têm se mostrado uma alternativa para quem viaja com frequência, faz compras internacionais ou investe no exterior, permitindo acompanhamento em tempo real e controle de custos.
Em suma, o dólar segue sujeito a pressões externas e internas, com volatilidade elevada amid cenário fiscal brasileiro sensível e tensões geopolíticas que afetam os preços das commodities e moedas emergentes.
Fontes: J.P. Morgan, Banco Central, Tesouro dos Estados Unidos, Estadao.com【3:2†Manual de Redação It’s Money.docx】【3:3†Manual de Redação It’s Money.docx】【3:4†Manual de Redação It’s Money.docx】
Fontes
- CNN Brasil
- Valor Econômico
- Poder360
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
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