Economia da zona do euro cresce 0,4% no 2º trimestre mesmo com incertezas
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Economia da zona do euro cresce 0,4% no 2º trimestre mesmo com incertezas
30 jul 2026

A economia da zona do euro expandiu 0,4% no segundo trimestre de 2026, superando as expectativas iniciais de 0,2% e contrariando a contração de 0,2% registrada no trimestre anterior. O crescimento anualizado chegou a 1,8%, ultrapassando os 1,5% dos Estados Unidos no mesmo período, segundo dados do Eurostat e informações da Capital Economics.
Esse desempenho da zona do euro foi apoiado por investimentos expressivos em inteligência artificial e gastos governamentais, além da resistência do consumo das famílias, que se mostrou mais forte que o previsto mesmo diante dos desafios impostos pela guerra no Oriente Médio e aumento dos custos de energia.
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Desempenho dos países e fatores que influenciam o crescimento
A Alemanha, terceira maior economia global, registrou crescimento de 0,2% no trimestre, enquanto França e Itália também avançaram 0,2%. Espanha liderou o bloco com alta de 0,7%, seguida pela Holanda com 0,4%. A Irlanda alcançou crescimento de 3,9% no período, impulsionada por multinacionais do setor de tecnologia e comunicação presentes no país.
A indústria na zona do euro surpreendeu ao manter estabilidade apesar dos altos custos com energia, contribuindo para o resultado positivo. O governo alemão intensificou seus gastos em defesa e infraestrutura, fatores que também sustentaram a atividade econômica.
Desafios persistentes e perspectivas para o futuro
Apesar do desempenho, a economia da zona do euro ainda enfrenta riscos significativos. A pressão dos altos custos de energia e o impacto da guerra no Irã criam incertezas para os trimestres seguintes. A inflação continua corroendo a renda real das famílias, e as taxas de juros mais elevadas impostas pelo Banco Central Europeu devem impactar o consumo.
Analistas destacam que o crescimento recente contou com fatores temporários, como o impulso das multinacionais na Irlanda e a demanda antecipada por produtos devido ao desabastecimento global. Recomenda-se atenção para um possível desaquecimento no terceiro trimestre, caso esses elementos desapareçam e os choques econômicos persistam.
O setor de inteligência artificial tem sido um ponto positivo na região, com investimentos corporativos em expansão. A resiliência demonstrada na segunda metade do ano evidência uma zona do euro preparada para enfrentar os desafios imediatos, embora a trajetória de crescimento permaneça em terreno instável.
Fontes
- Valor Econômico
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
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