ETFs de Renda Fixa Podem Chegar a R$ 1 Trilhão em Até 5 Anos, Afirma Galapagos

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ETFs de Renda Fixa Podem Chegar a R$ 1 Trilhão em Até 5 Anos, Afirma Galapagos

16 set 2026

Redação It's MoneyRedação It's Money

Previsão de Crescimento dos ETFs de Renda Fixa

Os fundos listados em bolsa, conhecidos como ETFs (Exchange Traded Funds), atingiram a marca de R$ 100 bilhões em investimentos no mês de março. Contudo, segundo Bruno Stein, diretor executivo e responsável por ETFs da Galapagos Capital, a expectativa é que os ETFs de renda fixa atinjam um patrimônio sob gestão de R$ 1 trilhão em até cinco anos.

É importante ressaltar que essa projeção não considera os títulos isentos de impostos, como debêntures incentivadas, CRIs e CRAs, que são comuns entre investidores de mais alta renda. Se incluídos, esses ativos poderiam fazer com que o valor fosse alcançado ainda mais rapidamente.

Desafios para o Desenvolvimento de ETFs de Crédito Privado

Um dos principais obstáculos para a expansão dos ETFs de renda fixa é a dificuldade na construção de uma variedade de fundos que possa impactar o mercado de maneira significativa. A liquidez reduzida do mercado de crédito brasileiro é um fator limitante que dificulta a implementação de estratégias mais diversificadas. Atualmente, o único ETF de crédito privado não bancário em operação é o DEBB11, do BTG, que foi lançado em 2022 e acompanha um índice das principais debêntures do mercado nacional.

Eduardo Arraes, gestor de fundos de crédito e sócio da BTG Pactual Asset, menciona que levou um certo tempo para o mercado demonstrar interesse pelo DEBB11. No entanto, ele observa que a dinâmica mudou ao longo dos anos, com a popularização dos ETFs. Hoje, existe uma demanda por novas soluções ainda não disponíveis no mercado.

  • “Atualmente temos ETFs de debêntures e de Letras Financeiras, mas acredito que no futuro veremos ETFs focados em operações AAA e em ‘high yield’,” disse Arraes.
  • “Além disso, existirá a possibilidade de ETFs direcionados a setores específicos e operações isentas, como as de infraestrutura,” completou.

Papel dos ETFs na Transformação do Mercado de Crédito Privado

Bruno Stein acredita que a consolidação de um mercado de ETFs pode revolucionar a dinâmica do crédito privado ao aumentar a liquidez dos títulos e proporcionar uma precificação mais transparente. “Imagine a negociação de ETFs com todos os ativos de crédito privado do Brasil. Cada transação traria uma nova referência de preço para esses ativos”, afirmou.

Stein enxerga um desenvolvimento contínuo desde os primeiros ETFs de títulos públicos da família IMA, que já se firmaram no mercado. Recentemente, surgiram ETFs de títulos públicos com duration fixa, sendo o próximo passo a ampliação das opções em crédito privado. No entanto, ele observa que os principais investidores desses ativos não estão em um estágio favorável para considerar inovações na alocação neste momento. “Os fundos abertos, que representam a maior parte das operações, passaram por muitos resgates recentemente, reduzindo o espaço para novas iniciativas neste período,” concluiu Stein.

Fonte:

  • Valor Invest
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