Ibovespa aos cuidados e Petrobras retoma alta com petróleo acima de US$ 69
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Ibovespa aos cuidados e Petrobras retoma alta com petróleo acima de US$ 69
2 set 2025

Mercado internacional
O pregão desta terça-feira, 2 de setembro, iniciou-se em terreno negativo no exterior. Os futuros dos Estados Unidos operaram com queda de 0,6%, refletindo um cenário de aversão ao risco no mercado americano. Na Europa, as bolsas acompanharam o movimento e também registraram queda de 0,6%. Já na Ásia, houve divergência: o índice do Japão apresentou alta de 0,3%, enquanto o mercado de Hong Kong caiu 0,47%, indicando incertezas regionais que impactam diferentes setores e ativos.
Commodities
Entre as commodities, destaca-se o comportamento do petróleo, que subiu 1,76%, ultrapassando a marca dos 69 dólares por barril. O barril de petróleo Brent retomou sua tendência de alta de curto prazo, impulsionada pelas sinalizações recentes do mercado. O minério de ferro também apresentou valorização, subindo 0,84%, cotado entre 102 e 103 dólares. Apesar do movimento positivo, o minério permanece em uma tendência indefinida no curto prazo, o que reforça a cautela dos investidores.
Ibovespa
No cenário interno, o Ibovespa encerrou o pregão anterior com leve queda de 0,1%, fechando em 141.283 pontos. O índice oscilou abaixo da mínima registrada na sexta-feira, que estava em 141 mil pontos. Caso o Ibovespa confirme nova mínima no pregão atual, atingindo 140.878 pontos, isso caracterizaria um movimento de correção ou até lateralização, interrompendo temporariamente a tendência de alta de curto prazo.
O suporte mais relevante para o índice está na faixa entre 139.130 e 138.100 pontos, uma região crucial para os próximos pregões. Para anular o sinal de baixa, o Ibovespa precisa superar a máxima histórica de 142.378 pontos. Esse cenário indicaria continuidade do movimento de alta com maior confiança do mercado.
Dólar
A moeda norte-americana apresentou alta de 0,19%, fechando em R$ 5,477. O dólar permanece em um movimento lateral nos últimos cinco pregões, ainda sem conseguir fechar acima de sua média móvel. O contexto geral aponta uma tendência de baixa, com possibilidade de alcançar a região de R$ 5,324 no curto a médio prazo.
Para que haja recuperação consistente, o dólar deve voltar a fechar acima de R$ 5,495, sendo ainda mais significativo superar a marca de R$ 5,501. A reversão total da tendência exigiria fechamento acima de R$ 5,564, sinalizando retomada do movimento de alta. O indicador de pressão para baixo permanece vigente enquanto o dólar oscilar abaixo da mínima de R$ 5,454 registrada ontem.
Petrobras
A Petrobras encerrou o pregão anterior com leve alta de 0,23%, cotada a R$ 31,17. A ação segue em processo de recuperação, rompendo uma tendência de baixa e apresentando cada vez mais indícios de um quadro indefinido que pode evoluir para uma retomada da alta.
Tecnicamente, a confirmação da retomada depende da superação dos R$ 32,29. O desafio imediato que a ação enfrentou no dia foi a resistência dos R$ 31,50, seguida por R$ 31,88. A valorização do petróleo contribui para a expectativa de que, mesmo com o cenário externo pressionado, a Petrobras possa apresentar performance positiva, ao menos no início do pregão.
Vale (VALE3)
A ação da Vale (VALE3) apresentou estabilidade no pregão anterior, com leve alta de 0,07%, fechando em R$ 55,60. O papel segue em tendência de alta de curto prazo, tendo testado a média dos últimos 10 pregões com boa recuperação após iniciar o dia em queda de aproximadamente 1,4%.
O papel enfrenta resistência importante entre R$ 55,90 e R$ 56,77. Se mantiver movimento lateral sem superar principalmente a faixa dos R$ 56,30 por alguns pregões, pode abrir espaço para oportunidades de compra de curto prazo. Nesse cenário, vale monitorar a ação para identificar entradas mais favoráveis no curto prazo.

Dalton Vieira
Analista CNPI-T com mais de 18 anos de experiência no mercado financeiro. Analista de valores mobiliários (CNPI-TEM 910). Credenciado pela Apimec desde 2010. Desenvolvedor do método DV de investimentos.
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