Ibovespa cai 2,14% com correção após máxima histórica e dólar estabiliza
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Ibovespa cai 2,14% com correção após máxima histórica e dólar estabiliza
5 fev 2026

Mercado internacional
O cenário externo apresentou movimentações discretas nesta quinta-feira, 5 de fevereiro. Nos Estados Unidos, os futuros registraram leve alta de 0,1%, enquanto as bolsas europeias fecharam em queda moderada de 0,2%. O mercado asiático mostrou desempenhos divergentes: Japão recuou 0,88%, enquanto Hong Kong subiu 0,14%, refletindo incertezas globais e ausência de direcionadores mais claros para o momento.
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O mercado de commodities teve desempenho negativo no dia. O barril de petróleo registrou queda de 0,3%, mesmo diante de uma perspectiva mais positiva de curto prazo. Já o minério de ferro manteve sua tendência de baixa, chegando próximo à marca dos US$ 100,60, com retração de 1,85%. Essa movimentação negativa sobre o minério pode impactar ativos ligados ao setor, como as ações da Vale.
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No mercado interno, o Ibovespa encerrou o pregão de ontem com queda significativa de 2,14%. Esse movimento confirma a expectativa de que a renovação da máxima histórica teve limites e aumenta a probabilidade de uma correção maior, seja em preço ou em tempo, podendo ocorrer uma movimentação lateral. Apesar disso, o índice permanece acima da média móvel dos últimos 10 pregões, fechando aos 181.708 pontos, enquanto a média está em 180.131 pontos, indicando que a tendência de alta de curto prazo ainda vigora, embora com viés mais negativo no curtíssimo prazo.
Dólar
O dólar terminou o pregão estável, com leve alta de 0,03%, cotado a R$5,268. A moeda segue abaixo da média dos últimos 10 pregões e mantém tendência de baixa no curto prazo. Para que ocorra recuperação relevante, é necessário que o dólar ultrapasse o patamar dos R$5,312. Atualmente, a moeda flutua entre R$5,26 e R$5,27, indicando pouca volatilidade e pressão de baixa predominante.
Petrobras
A Petrobras encerrou o pregão com leve queda de 0,16%, cotada a R$37,52. Apesar da pequena retração, observa-se força dos compradores após uma forte valorização iniciada em 7 de janeiro, que durou até 29 de janeiro, elevando o preço da ação em cerca de 30% ao longo de 16 pregões. No momento atual, a ação está aproximadamente 2,5% abaixo da máxima histórica de R$38,58. A correção moderada e o espaço para quedas adicionais sugerem oportunidades para operações de compra de curto prazo. Para quem já está posicionado, manter a ação ainda é recomendado, dado o suporte técnico vigente.
Vale (VALE3)
A ação da Vale registrou alta de 0,49%, fechando o pregão em R$89,43. Diante da correção tímida no Ibovespa e da recente valorização nos dois últimos pregões, a expectativa é de que o ativo não se desloque muito para cima no curto prazo. O minério de ferro, principal commodity relacionada à Vale, aponta para tendência de baixa, configurando um fator desfavorável para a ação. A Vale encontra-se próxima à sua máxima histórica, e a perda da mínima do pregão anterior, situada em R$87,55, pode indicar o início de movimentos descendentes. Um rompimento para baixo do patamar de R$83,88 deve ser observado como um primeiro sinal de correção mais ampla do ativo.

Dalton Vieira
Analista CNPI-T com mais de 18 anos de experiência no mercado financeiro. Analista de valores mobiliários (CNPI-TEM 910). Credenciado pela Apimec desde 2010. Desenvolvedor do método DV de investimentos.
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