Ibovespa fraco com alta do petróleo e valorização da Petrobras
abertura-do-pregao
Ibovespa fraco com alta do petróleo e valorização da Petrobras
18 mar 2026

Mercado internacional
O cenário externo apresentou desempenho positivo nas principais bolsas globais. Os futuros americanos registraram alta em torno de 0,4%, em processo de recuperação após recente tendência de baixa de curto prazo. Na Europa, as bolsas também avançaram, com o índice Eurostock 50 subindo cerca de 0,9%. Na Ásia, o destaque ficou para o Japão, cujo índice Nikkei fechou em alta robusta de 2,87%, enquanto Hong Kong apresentou incremento de 0,61%. Esse movimento indica uma tendência geral de valorização no exterior neste momento.
Acesse análises valiosas em tempo real na palma da mão! Não perca nenhuma oportunidade! Baixe GRATUITAMENTE o App da Blue Research agora e esteja sempre um passo à frente no mercado financeiro. 📲Commodities
No segmento de commodities, houve ligeira queda nos preços. O barril de petróleo caiu 0,2%, cotado pouco acima dos US$ 100, especificamente em US$ 100,30. O minério de ferro apresentou queda mais significativa, de 1,47%, negociado a 107,20. Apesar do recuo neste pregão, a commodity mantém a tendência de alta no curto prazo, evidenciando um mercado ainda valorizado, embora sujeito a variações pontuais.
Tome as MELHORES DECISÕES financeiras com o suporte de quem realmente entende do assunto. Fale com nossos Especialistas!Ibovespa
O Ibovespa finalizou o pregão de ontem em leve alta de 0,3%, alcançando 180.409 pontos. Apesar dessa valorização, o índice permanece em um movimento fraco de alta de curto prazo, tendo respeitado a média de comportamento dos últimos 10 pregões, que tem atuado como resistência. Nos dias 9, 10 e 11 de março, o índice bateu na média sem conseguir fechar acima, comportamento repetido ontem. Isso indica predominância dos vendedores e fraqueza dos compradores, sustentando a atual tendência de baixa. A reversão desse cenário só ocorrerá se o Ibovespa ultrapassar os 186 mil pontos. O contexto externo mais positivo pode impulsionar o índice a testar a média de 181.514 pontos, próxima do fechamento atual.
Dólar
O dólar comercial encerrou o dia com queda de 0,72%, cotado a R$ 5,214. O movimento caracteriza um viés de baixa, confirmado pelo fechamento abaixo da média dos últimos 10 pregões e demais médias de referência. Em curto prazo, o cenário segue indefinido, com suporte importante na faixa dos R$ 5,157. Para que haja reversão para um momento de alta, o câmbio precisaria superar o nível de R$ 5,383.
Ações
Petrobras
A Petrobras teve valorização de 1,67%, fechando o pregão em R$ 46,38. A ação segue sem sinais de baixa, inclusive renovou máxima histórica em R$ 47,26. Para indicar correção na atual tendência de alta de curto prazo, o preço precisaria retornar abaixo de R$ 45,80, valor da mínima registrada no pregão. A reversão mais significativa do movimento exigiria queda considerável, com o ativo alinhado abaixo de R$ 39,93, distante dos níveis atuais. Em termos percentuais, isso representaria uma queda de cerca de 14% para cessar a tendência altista vigente.
Vale (VALE3)
A ação VALE3 encerrou praticamente estável, com leve baixa de 0,08%, negociada a R$ 78,96. O papel permanece em movimento lateral desde o pregão do dia 9 de março, com volatilidade reduzida e operando abaixo das médias de referência. A expectativa aponta para possível continuidade da pressão vendedora, buscando suportes importantes próximos das faixas de R$ 76,30, R$ 75,35 e R$ 74,20. Para o quadro se tornar mais positivo, o preço precisaria romper acima dos R$ 84,00, demonstrando maior força dos compradores, cenário ainda distante no momento atual.

Dalton Vieira
Analista CNPI-T com mais de 18 anos de experiência no mercado financeiro. Analista de valores mobiliários (CNPI-TEM 910). Credenciado pela Apimec desde 2010. Desenvolvedor do método DV de investimentos.
Saber mais



