Irã condiciona acordo com EUA à liberação de US$ 24 bilhões em ativos congelados
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Irã condiciona acordo com EUA à liberação de US$ 24 bilhões em ativos congelados
5 jun 2026

Mohsen Rezaei, assessor do líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, afirmou nesta sexta-feira (5) que as negociações de paz entre Estados Unidos e Irã dependem da liberação, por parte do governo de Donald Trump, de US$ 24 bilhões em ativos iranianos congelados.
A demanda consiste na liberação de metade do montante, US$ 12 bilhões, logo após um acordo interino. O restante seria desbloqueado em uma fase posterior segundo informações preliminares. Essa exigência tem encontrado resistência em Washington, onde autoridades consideram que liberar os recursos enfraqueceria uma das principais ferramentas de pressão sobre Teerã.
Além disso, Trump defende que qualquer pacto seja mais rigoroso que o acordo nuclear de 2015 e evita medidas que pareçam transferir recursos diretamente ao governo iraniano. O presidente americano também tem afirmado que não aceitará que o Irã obtenha arma nuclear.
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Implicações e riscos do impasse
Para Rezaei, a liberação dos ativos congelados é uma forma de construir confiança entre os dois países e abrir horizonte para novas relações bilaterais. Contudo, ele advertiu que caso os EUA retomem hostilidades, o Irã pode ampliar o conflito para regiões estratégicas, como o Oceano Índico, o estreito de Bab el-Mandeb, o Mar Vermelho e o Mediterrâneo, embora a escalada militar possa ser baixa.
O assessor reivindicou ainda a soberania conjunta entre Irã e Omã sobre o Estreito de Ormuz, passagem por onde circulava cerca de um quinto da oferta global de petróleo e gás natural liquefeito antes da guerra. Essa proposta é rejeitada pelos EUA.
Reação e futuro das negociações
Rezaei descartou a possibilidade de um encontro entre Trump e Khamenei nesta fase das negociações, afirmando que há um impasse causado pelas ações do governo americano. Trump, por sua vez, mencionou ter boa interlocução com o líder supremo iraniano e manifestou disponibilidade para uma reunião se as conversas avançarem.
Por fim, Rezaei destacou que uma eventual falha nas negociações motivaria o mundo a reconhecer as capacidades militares do Irã, ressaltando que seu poder terrestre supera seu arsenal de mísseis. O conflito atual foi definido por ele como a primeira grande vitória militar da República Islâmica desde sua criação em 1979.
“É a primeira vez que o Irã emerge vitorioso de guerras, enquanto nos conflitos anteriores sempre foi derrotado”, declarou o assessor.
Essas informações foram inicialmente divulgadas pelo Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor Econômico.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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