Itaú lidera desempenho entre bancos após resultado do 2º trimestre de 2025
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Itaú lidera desempenho entre bancos após resultado do 2º trimestre de 2025
15 ago 2025•Última atualização: 10 setembro 2025

A temporada de resultados do segundo trimestre de 2025 terminou com os principais bancos brasileiros divulgando seus balanços: Itaú (ITUB4), Santander (SANB11), Bradesco (BBDC4) e Banco do Brasil (BBAS3). Esse ciclo impacta diretamente o valor das ações e a distribuição de dividendos, tornando-se um ponto de atenção para investidores em renda variável.
Apesar dos resultados positivos na maioria dos bancos, único destaque negativo foi o Banco do Brasil, cujo desempenho já era esperado pelo mercado. Conforme avaliação da analista Larissa Quaresma, responsável pela carteira recomendada da Empiricus Research, o Itaú é a única ação entre esses bancos que vale a pena incorporar no portfólio neste momento.
Desempenho financeiro e rentabilidade
No 2º trimestre de 2025, o Itaú reportou lucro líquido de R$ 11,5 bilhões, alinhado com a média das projeções do mercado e representando expansão anual de 14%. A rentabilidade também cresceu, com o retorno sobre patrimônio líquido (ROE) atingindo 23,3%, aumento de 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre anterior.
O banco revisou para cima a sua projeção de lucro líquido para o ano, indicando um aumento de 2,5% em relação às estimativas anteriores. Isso evidencia a qualidade da execução das estratégias, especialmente em um cenário de juros elevados.
Controle da inadimplência e expansão do crédito
A inadimplência no Itaú manteve-se controlada, com índice de atrasos entre 15 a 90 dias caindo 0,1 ponto percentual, para 1,7%, enquanto o índice acima de 90 dias permaneceu estável em 1,9%. A despesa com inadimplência totalizou R$ 9,1 bilhões, equivalente a 2,6% da carteira de crédito, índice estável em relação ao trimestre anterior e 0,3 ponto percentual abaixo do 2T24.
Por outro lado, Bradesco e Santander enfrentaram desafios maiores devido ao reforço de provisões para clientes específicos, no segmento atacadista e agroindustrial, respectivamente.
Crescimento das carteiras de crédito
A carteira de crédito do Itaú chegou a R$ 1,4 trilhão no fim do 2T25, alta sequencial de 1,3% e expansão anual de 7,7% descontando variações cambiais. Os segmentos que mais contribuíram para esse crescimento foram cartão de crédito, com avanço trimestral de 1,6%, e crédito imobiliário, que cresceu 2,1%.
Além disso, a carteira destinada a Micro, Pequenas e Médias Empresas teve incremento de 0,8%, impulsionada por programas governamentais de crédito.
Resultado da tesouraria em contexto de juros altos
A margem com o mercado, que reflete o resultado da tesouraria do banco, somou R$ 858 milhões, uma queda sequencial de 7% e queda anual de 39%. Segundo a analista, esse foi um trimestre desafiador para todo o setor, pela abertura das curvas de juros e pela alta da Selic. Contudo, o Itaú apresentou desempenho superior ao de seus pares, como o Santander, que teve prejuízo de R$ 730 milhões nessa linha.
O desempenho do Itaú reforça sua posição como a única ação bancária recomendada na carteira da Empiricus Research atualmente, segundo análise divulgada por Larissa Quaresma.
Para acessar a carteira completa elaborada pela analista, que inclui outros nove ativos além do Itaú, o investimento pode ser conferido gratuitamente, oferecendo acesso às teses e pesos indicados para composição do portfólio.
Fonte:
- Seu Dinheiro

Redação It's Money
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