Levar o filho ao trabalho pode significar falta de estrutura para as mulheres
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Levar o filho ao trabalho pode significar falta de estrutura para as mulheres
19 ago 2026

A ministra do Clima e Meio Ambiente da Suécia, Romina Pourmokhtari, chamou atenção ao participar de uma reunião do Conselho da União Europeia, em reunião com o filho de três meses em um canguru. A imagem simboliza a possibilidade de conciliar maternidade e carreira. No entanto, essa prática também levanta questionamentos importantes sobre a estrutura de apoio para mães trabalhadoras.
Levar o filho para o trabalho pode representar um avanço cultural para a inclusão das mães no ambiente corporativo. Porém, para muitas mulheres, essa prática não é uma escolha, mas uma necessidade devido à falta de creches e rede de apoio adequadas. Isso pode resultar no acúmulo de responsabilidades entre trabalho e cuidado, com impactos na produtividade e no bem-estar das mães.
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Falta de creches e divisão desigual de responsabilidades
A ausência de infraestrutura adequada para cuidados infantis agrava a situação para as profissionais que retornam da licença-maternidade. Muitas vezes, a possibilidade de levar o filho ao trabalho é uma solução emergencial para enfrentar essa lacuna. Além disso, a divisão desigual das tarefas de cuidado entre homens e mulheres mantém a responsabilidade principal sobre as mães.
O tema também envolve o papel dos homens na licença-paternidade, geralmente mais curta, o que perpetua a visão do cuidado como atribuição feminina. Para uma mudança efetiva, é necessária a ampliação das políticas de licença e a oferta de serviços de cuidado infantil.
Flexibilidade ou sobrecarga para as mulheres?
Enquanto a flexibilidade para levar filhos ao trabalho pode parecer uma conquista, ela pode refleter um cenário onde as mulheres assumem mais responsabilidades em casa e no trabalho. Essa dinâmica coloca em evidência a necessidade de estruturação adequada para o cuidado infantil e maior participação masculina.
O debate sobre flexibilização no ambiente profissional precisa, portanto, considerar essas questões para evitar que a medida se traduza apenas em uma carga adicional para as mulheres, em vez de proporcionar liberdade de escolha e inclusão.
Essas observações reforçam que levar filhos ao trabalho não deve ser a única alternativa para mães que atuam no mercado. É fundamental avançar em políticas públicas e corporativas que favoreçam uma divisão de responsabilidades mais equilibrada e a oferta de suporte efetivo às famílias.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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