Ouro salta 3% após Tesouro dos EUA anunciar recompra de títulos de longo prazo
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Ouro salta 3% após Tesouro dos EUA anunciar recompra de títulos de longo prazo
19 ago 2026

Na quarta-feira (19), o ouro registrou alta de 3%, chegando a US$ 4,5 mil, seu maior valor em dois meses e meio. A movimentação ocorre após o Tesouro dos Estados Unidos anunciar a ampliação das recompras de títulos com vencimento superior a 10 anos, a partir de setembro.
O aumento das recompras deve reduzir as taxas de juros dos títulos do Tesouro, tornando-os menos atrativos em termos de rendimento. Como consequência, o ouro volta a ganhar apelo diante dos investidores que buscam ativos seguros em meio a esse cenário.
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Tesouro e impacto nos juros e dólar
A alta do ouro ocorre em meio à recalibragem dos fluxos financeiros influenciada pela guerra no Oriente Médio, que anteriormente favoreceu a combinação alta do petróleo e juros mais elevados nos EUA, reduzindo a atratividade do metal precioso. Com a nova estratégia do Tesouro, a tendência é que os juros reais fiquem mais baixos.
Além disso, a decisão pode ajudar a desvalorizar o dólar, outro fator positivo para o ouro, que é cotado na moeda americana. Robert Gottlieb, especialista do setor e ex-chefe de metais preciosos da Koch Supply and Trading, comentou à CNBC que "essa notícia foi totalmente inesperada e muito favorável para o ouro devido aos menores rendimentos dos títulos de longo prazo e o potencial impacto no dólar".
Perspectivas para o mercado de ouro
Segundo análise da TD Securities citada pela CNBC, a liquidez proporcionada pelo Tesouro e a postura do FED diante do choque energético podem estimular a volta dos investimentos em ouro. Essa conjuntura sugere um cenário que levará a taxas de juros reais menores, favorecendo a retomada da demanda pelo metal.
Desde o pico do rali do ouro nos últimos dois anos, impulsionado por instabilidades globais, o metal havia perdido atratividade frente aos títulos americanos com rendimentos mais altos. Agora, a nova política de recompras deve inverter essa tendência.
Fontes: CNBC, Valor Econômico
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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