Rendimento per capita é recorde e desigualdades caem ao menor nível desde 2012

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Rendimento per capita é recorde e desigualdades caem ao menor nível desde 2012

8 mai 2025•Última atualização: 10 setembro 2025

Redação It's MoneyRedação It's Money
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O rendimento mensal real domiciliar per capita atingiu, em 2024, o maior valor desde o início da série histórica da PNAD Contínua (2012): R$ 2.020. A alta foi de 4,7% frente a 2023 e de 19,1% em relação a 2012 (R$ 1.696). A massa total de rendimento também foi recorde: R$ 438,3 bilhões – um avanço real de 5,4% em relação ao ano anterior e de 15,0% frente a 2019, antes da pandemia.

O rendimento médio de todas as fontes chegou a R$ 3.057, crescimento de 2,9% sobre 2023. O rendimento habitual do trabalho (R$ 3.225) e os ganhos com programas sociais (R$ 836) também alcançaram seus maiores valores reais desde 2012.

Participação do trabalho e programas sociais

A renda do trabalho manteve o maior peso na composição do rendimento domiciliar per capita, passando de 74,2% em 2023 para 74,9% em 2024. Apesar da alta, o índice ainda está abaixo do pico de 76,9% registrado em 2014. Segundo o analista Gustavo Fontes, esse resultado reflete o dinamismo do mercado de trabalho, com crescimento do rendimento médio e aumento da ocupação.

Já a participação dos programas sociais subiu levemente de 3,7% para 3,8%, ainda distante do pico de 5,9% registrado durante a pandemia, em 2020. A proporção de domicílios com beneficiários do Bolsa Família caiu ligeiramente, de 19,0% em 2023 para 18,7% em 2024.

Rendimento por regiões

As desigualdades regionais seguem marcantes. Em 2024, o Sul registrou o maior rendimento per capita (R$ 2.499), e o Nordeste, o menor (R$ 1.319). Entre os estados, o Distrito Federal liderou com R$ 3.276, enquanto o Maranhão teve o menor valor: R$ 1.078.

No rendimento de todas as fontes, as regiões Sul (R$ 3.576), Centro-Oeste (R$ 3.569) e Sudeste (R$ 3.497) apresentaram os maiores valores. O Nordeste teve o menor (R$ 2.080). O destaque do ano foi o avanço no Sul (9,5%) e no Nordeste (6,1%). Em contrapartida, o Norte teve queda de 1,0%.

Mais brasileiros com algum rendimento

A população com algum tipo de rendimento chegou a 143,4 milhões de pessoas, novo recorde. Também cresceram os grupos com renda habitual do trabalho (101,9 milhões) e os que recebem aposentadoria ou pensão (29,2 milhões). Beneficiários de programas sociais passaram de 18,6 milhões para 20,1 milhões, mas ainda abaixo dos 27,5 milhões registrados em 2020.

Aposentadorias ainda lideram entre outras fontes

Aposentadorias e pensões continuaram sendo o principal componente dos rendimentos de outras fontes, com valor médio de R$ 2.528. Apesar do leve crescimento frente a 2023, ainda estão 3,1% abaixo dos níveis de 2019. A participação desse tipo de rendimento caiu de 17,5% para 16,8%, com maior peso no Nordeste (19,9%).

Desigualdade em queda

Três indicadores mostram recuo expressivo na desigualdade. O índice de Gini, que mede a concentração de renda, caiu ao menor patamar da série histórica: 0,506 (em 2018, era 0,545). A razão entre os rendimentos dos 10% mais ricos e os 40% mais pobres caiu para 13,4 vezes – o menor índice desde 2012. Já os 1% mais ricos ganharam 36,2 vezes mais que os 40% com menor renda, também o menor valor da série (que chegou a 48,9 vezes em 2019).

Segundo Gustavo Fontes, “o crescimento mais intenso da renda per capita entre os grupos de menor renda, combinado com reajustes no salário mínimo e benefícios sociais, ajuda a explicar a queda na desigualdade”.

Sobre a pesquisa

A PNAD Contínua: Rendimento de Todas as Fontes 2024 apresenta dados sobre rendimentos do trabalho e de outras fontes (aposentadorias, pensões e programas sociais), com indicadores como massa de rendimento, média per capita, distribuição por região e o índice de Gini. Os dados estão disponíveis para o Brasil, grandes regiões e unidades da federação.

 Foto: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias

Redação It's Money

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