Taxas do Tesouro Direto Registram Alta Após Anúncio de Reajuste do Bolsa Família
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Taxas do Tesouro Direto Registram Alta Após Anúncio de Reajuste do Bolsa Família
17 set 2026

Movimento das Taxas do Tesouro Direto
Nesta quinta-feira (17), os rendimentos dos títulos do Tesouro Direto apresentaram uma leve alta ou se mantiveram estáveis, após começarem o dia em queda. Essa mudança ocorreu após o governo federal anunciar um reajuste de 15% nos benefícios do Bolsa Família.
Impacto do Reajuste nas Contas Públicas
O impacto estimado desse reajuste nas contas públicas é significativo, alcançando R$ 5,8 bilhões neste ano e projetados R$ 22 bilhões até 2027. Atualmente, 49,7 milhões de pessoas recebem benefícios do programa, conforme dados do governo federal de agosto.
Destaques no Leilão de Títulos
Entre os títulos do Tesouro Direto, as maiores altas foram observadas no Tesouro Prefixado com vencimentos em 2029 e 2032. O Tesouro Nacional realizou um leilão tradicional de títulos prefixados, ofertando 9 milhões de Notas do Tesouro Nacional série F (NTN-F) em três vencimentos, totalizando cerca de R$ 7,8 bilhões. Essa oferta excepcional foi um fator que contribuiu para a alta das taxas.
Cenário Monetário e Expectativas Futuras
Na reunião mais recente do Comitê de Política Monetária (Copom), o Banco Central optou por cortar a taxa Selic, passando de 14% para 13,75% ao ano. Esse movimento levou investidores a recalibrar suas expectativas para futuras políticas monetárias, com as chances de um novo corte de 0,25 ponto percentual em novembro subindo de 50% para 60%.
Impacto Externo e Juros Futuros
No cenário externo, os juros futuros apresentaram recuo firme. Isso ocorreu após o Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, retomar a confiança do mercado ao elevar a taxa básica de juros pela primeira vez em três anos. Os títulos do Tesouro americano, conhecidos como Treasuries, alcançaram os maiores níveis desde julho de 2007 antes da decisão do Fed.
Recomendações de Especialistas
- Analistas de investimentos destacam o Tesouro IPCA+ 2032 como uma das principais recomendações. Apesar de seu retorno real ser considerável em termos históricos, a queda nas últimas semanas pode impactar a comparação com os ganhos de títulos atrelados à taxa Selic ou prefixados.
- João Aboudni, analista de renda fixa da EQI Research, sugere que investidores diversifiquem suas carteiras com prefixados, ajustando a exposição conforme seu apetite por risco.
Considerações Finais sobre Títulos Públicos
seja o Tesouro IPCA+ ou o Prefixado, a variação diária de preço dos títulos ocorre conforme as taxas são negociadas. Essa variação é relevante apenas para resgates antes do vencimento, causando descontos ou bônus ao investidor dependendo das taxas.
O Banco Central já diminuiu a Selic de 15% para 14%, em um cenário de inflação desacelerada e atividade econômica mais fraca. Cortes adicionais podem beneficiar quem hoje fixa a taxa.
Para investidores que buscam uma reserva sem preocupações com variações, o Tesouro Selic 2031 é recomendável, devido à sua maior liquidez e variação diária quase insignificante.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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