Taxas do Tesouro Direto sobem com alta nos juros dos títulos americanos
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Taxas do Tesouro Direto sobem com alta nos juros dos títulos americanos
20 ago 2026

As taxas dos títulos do Tesouro Direto apresentaram alta generalizada nesta quinta-feira (2), refletindo a elevação dos juros dos títulos públicos americanos. Ontem, o governo dos EUA anunciou aumento no volume de recompras de títulos, o que derrubou temporariamente as taxas no mercado americano. Entretanto, essa redução foi parcialmente revertida hoje, repercutindo nas taxas domésticas.
O rendimento do título americano de 30 anos, que atingiu o maior patamar desde junho de 2007 na terça-feira, passou de 5,237% ao ano no fechamento de ontem para 5,251% ao ano na manhã desta quinta, por volta das 10h02. Antes do anúncio, a taxa estava em 5,332%.
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Impactos no mercado de títulos públicos brasileiros
Especialistas consultados pelo Valor Investe afirmam que o programa de recompra americano é um "jogo de soma zero", que não resolve as causas fundamentais do aumento das taxas no longo prazo, relacionadas principalmente ao crescimento dos gastos fiscais, especialmente em defesa, e à inflação persistente. Além disso, a alta de 3% no preço do petróleo intensifica as expectativas de pressões inflacionárias, impactadas pela guerra entre o Irã e os Estados Unidos no Oriente Médio.
Desde o mês passado, o Tesouro IPCA+ 2032 vem sendo apontado como um dos títulos públicos mais recomendados para investimento, por oferecer retorno real elevado se comparado internacionalmente. Contudo, vale destacar que uma queda na inflação também reduz o ganho nominal desse título.
Opções recomendadas para investidores
Para investidores com carteira já voltada ao Tesouro Selic, o Tesouro Prefixado 2029 surge como alternativa atrativa. Segundo João Aboudni, analista de renda fixa da EQI Research, essa opção pode render aproximadamente 112% do CDI até o vencimento, oferecendo proteção contra a expectativa inflacionária, que atualmente gira em torno de 5,4%, acima do centro da meta do Banco Central.
O Banco Central já reduziu a Selic de 15% para 14% em quatro cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual, com inflação desacelerando e atividade econômica da mesma forma. Caso o ciclo de redução continue, investidores que fixaram a taxa hoje tendem a se beneficiar.
Variação diária e liquidez dos títulos
Tanto os títulos indexados ao IPCA quanto os prefixados apresentam variação diária de preço, denominada marcação a mercado. Isso pode gerar descontos ou bônus para o investidor que resgatar o título antes do vencimento. Se a taxa sobe, o preço do título cai, causando desconto na venda, e vice-versa.
Já o Tesouro Selic é recomendado para quem pretende construir reserva com menor preocupação com a valorização diária, devido à sua variação praticamente insignificante e maior liquidez no mercado.
Essas informações são fundamentais para orientar investidores no momento de escolher os títulos públicos mais adequados ao perfil e cenário econômico atual, considerando riscos, expectativas de inflação e o ciclo de juros no Brasil e no exterior.
As fontes das informações utilizadas incluem análises do Valor Investe e dados do mercado americano de títulos públicos.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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