Tesouro Direto IPCA+ 2040 alcança máxima histórica em meio a incertezas sobre bancos centrais
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Tesouro Direto IPCA+ 2040 alcança máxima histórica em meio a incertezas sobre bancos centrais
30 jul 2026

Os títulos do Tesouro Direto ligados à inflação, especialmente os com vencimento em 2040 e 2050, atingiram nesta quinta-feira (30) as máximas da série histórica desde 2010. Esse movimento ocorreu após o Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, decidir manter a taxa de juros inalterada, o que gerou questionamentos sobre a credibilidade da nova presidência de Kevin Warsh.
Ian Lima, gestor de renda fixa da Inter Asset, explica que o comportamento dos títulos reflete uma percepção de menor rigor dos bancos centrais em relação à inflação. Os aumentos nas taxas dos títulos americanos com vencimentos mais longos influenciaram as altas observadas também nos papéis brasileiros. Entretanto, ele ressalta que ainda é cedo para confirmar essa tendência no Fed.
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Reação do mercado diante da decisão do Fed
A inflação americana está acima da meta há cinco anos consecutivos. Havia expectativa de que Warsh adotasse uma postura mais contracionista, o que não se confirmou na última reunião do Fed. Apesar dos sinais de confiança abalada, o mercado projeta uma ou duas elevações de 0,25 ponto percentual nos juros dos EUA até o fim do ano, conforme a ferramenta CME FedWatch.
Normalmente, aumentos nas taxas americanas elevam as taxas dos títulos soberanos de outros países, o que explica a forte alta dos papéis de 30 anos do Tesouro americano. No entanto, no mercado brasileiro, o movimento em títulos prefixados foi limitado pelo leilão do Tesouro Nacional, que não ofertou títulos com vencimento após 2033 e não vendeu todos os lotes ofertados.
Estratégias do Tesouro Nacional e impacto na dívida pública
Tem sido comum o aumento na oferta de títulos atrelados à taxa Selic, ao passo que os papéis atrelados à inflação ou prefixados são menos emitidos ou até suspensos. Essa medida visa evitar o aumento das taxas de juros causado pela falta de compradores, o que elevaria o custo da dívida pública.
O gestor Ian Lima também observa esse comportamento nos títulos de vencimentos longos negociados no mercado secundário, fora do Tesouro Direto. Segundo ele, o Fed sinalizou um compromisso inicial baixo, indicando que, ao menos por enquanto, adotará uma política mais leniente contra a inflação e esperará para agir.
Essa postura é reforçada pelo uso de métricas alternativas ao PCE, principal índice que mede os preços ao consumidor nos EUA. Além disso, o mercado de trabalho americano continua forte, o que torna a inflação o principal desafio, ainda persistente, para a autoridade monetária, sem pressa para novos aumentos dos juros.
Essas movimentações no mercado dos EUA influenciam diretamente o mercado brasileiro e global de títulos, destacando a importância dos bancos centrais na manutenção da credibilidade e estabilidade econômica.
Fonte: Valor One
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- Valor Invest

Redação It's Money
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