Tesouro Direto: juros recuam após leilão e ajuste no petróleo
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Tesouro Direto: juros recuam após leilão e ajuste no petróleo
11 jun 2026

Os juros dos títulos públicos federais recuaram nesta quinta-feira (11), após terem subido até um ponto percentual em dez dias. A alta das taxas foi motivada pela expectativa de inflação e da taxa Selic mais elevadas, o que levou investidores a adotar uma postura defensiva.
Na abertura desta quinta, o Tesouro Nacional realizou um leilão que contribuiu para o alívio dos juros. Além disso, houve ajuste para baixo no preço do petróleo no curto prazo, com os contratos do tipo Brent para agosto caindo 0,2%, mesmo após declarações intensas do ex-presidente dos EUA em relação ao Irã. Dados indicam que os estoques globais de petróleo seguem no caminho do pior cenário desde 2003.
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Impactos dos fatores econômicos e fiscais
Nos últimos quinze dias, o mercado de juros passou por uma correção para cima, refletindo maior percepção de inflação e riscos fiscais. Após dados de criação de empregos nos EUA acima do esperado, a expectativa de alta nos juros americanos até dezembro aumentou, influenciando a percepção global.
No Brasil, não há expectativa de cortes na Selic nas próximas reuniões do Copom, devido ao aumento dos gastos públicos, déficits recorrentes e eventos climáticos que adicionam incerteza no curto prazo. A projeção para o IPCA em 2026 foi revisada para 5,1%, acima do teto da meta do Banco Central, restringindo espaço para queda dos juros de longo prazo.
Reação do mercado de títulos públicos
Títulos prefixados e atrelados à inflação registraram taxas recordes, com prefixados atingindo 15% de retorno e os indexados ao IPCA em torno de 8,5%. Mesmo com a alta, esses títulos tiveram menor liquidez, pois investidores se mostraram receosos diante da volatilidade.
Conforme especialista Abdouni, o principal fator para a elevação dos juros no longo prazo é a preocupação com a sustentabilidade das contas públicas, que acaba pressionando a inflação e, consequentemente, os juros.
O cenário atual limita a possibilidade de cortes na Selic pelo Banco Central, o que mantém as taxas elevadas e demanda cautela dos investidores ao montar suas estratégias nos títulos públicos.
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Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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