Tesouro Direto: prefixados sobem e IPCA+ recuam com inflação estável nos EUA
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Tesouro Direto: prefixados sobem e IPCA+ recuam com inflação estável nos EUA
12 ago 2026

As taxas dos títulos do Tesouro Direto apresentaram comportamentos distintos nesta quarta-feira (12) após a divulgação dos dados de inflação nos Estados Unidos, que ficaram dentro do esperado. O índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA subiu 0,01%, mantendo a inflação fora da meta do Federal Reserve (Fed). Entretanto, a estabilidade da inflação aponta para uma desaceleração e um menor impulso para um aumento de juros pelo Fed na próxima reunião de setembro.
Paralelamente, o Brasil divulgou dados do setor de serviços referentes a junho, que indicaram estabilidade em relação a maio, superando a expectativa de queda de 0,2% segundo economistas consultados pelo Valor Data. Mesmo assim, essa surpresa não foi suficiente para reverter a tendência de queda das taxas observada desde o início do dia.
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Movimentação das taxas no Tesouro Direto
Diante desse cenário, as taxas dos títulos prefixados do Tesouro Direto subiram, enquanto as dos títulos atrelados ao IPCA (IPCA+) recuaram. Essa dinâmica aumentou a distância entre os dois tipos de títulos, resultando em maior inflação implícita — indicador que mostra a inflação média anual necessária para que a rentabilidade dos títulos IPCA+ seja igual à dos prefixados.
No vencimento para 2032, essa inflação implícita alcançou 6,5% ao ano. Isso significa que, para o título IPCA+ 2032 pagar o mesmo que o prefixado de mesmo prazo, o IPCA precisaria crescer em média nesse ritmo nos próximos seis anos.
Implicações para investidores
Se a inflação efetivamente avançar abaixo desse patamar, o rendimento do prefixado será superior. Por outro lado, caso a inflação ultrapasse essa previsão, o rendimento do título IPCA+ será maior. Essa incerteza torna ambos considerados investimentos de maior risco em comparação ao Tesouro Selic.
Por sua vez, o Tesouro Selic apresenta menor risco de oscilação, mas seu rendimento acompanha as decisões do Banco Central. Caso haja cortes na taxa Selic, como registrado na última reunião, o retorno desses títulos também diminui.
Esses movimentos acontecem em um contexto global de observação cuidadosa sobre a inflação e política monetária, refletindo o impacto das expectativas econômicas nos investimentos de renda fixa no Brasil.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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