Tesouro Direto tem queda nas taxas com hiato na guerra entre Irã e EUA

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Tesouro Direto tem queda nas taxas com hiato na guerra entre Irã e EUA

27 jul 2026

Redação It's MoneyRedação It's Money

As taxas dos títulos do Tesouro Direto recuaram de forma generalizada nesta segunda-feira (27) após uma pausa de três dias nos ataques entre Irã e Estados Unidos. Essa trégua temporária reduziu as preocupações dos mercados sobre um possível choque nos preços do petróleo, já que a região é a maior produtora mundial do combustível.

Com o hiato nos confrontos, o prêmio embutido nas taxas por risco geopolítico diminuiu, o que elevou o preço dos títulos públicos. Este aumento é mais acentuado nos papéis com vencimentos mais longos, que apresentam maior sensibilidade às variações na taxa de juros.

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Contexto dos juros futuros e impactos fiscais

Os juros futuros dos contratos negociados no mercado de derivativos — a curva DI — apresentaram recuo nos prazos curtos e intermediários, conforme análise de Gustavo Danilo Guimarães, especialista em renda fixa da Manchester Investimentos. Porém, o segmento de vencimentos longos mostrou resistência maior, influenciado principalmente por temores fiscais e cenário eleitoral brasileiro.

Guimarães destaca que o risco fiscal e as incertezas no panorama político têm mantido pressões sobre os prazos mais longos, que refletem a trajetória da dívida pública do Brasil.

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Decisão do Federal Reserve no radar dos mercados

Apesar do alívio gerado pela trégua, a atenção dos investidores está voltada para a reunião do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, marcada para quarta-feira (29). Matthew Ryan, estrategista de mercados globais da Ebury, comenta que a maior parte do mercado espera estabilidade nas taxas de juros do Fed, mas mantém aberta a possibilidade de um aperto nesta reunião ou em setembro.

Paralelamente, os títulos do Tesouro americano, conhecidos como Treasuries, também apresentaram queda. Já o ouro exibiu valorização, mantendo a tradicional correlação inversa que possui com as taxas de juros da dívida dos EUA.

Esses movimentos refletem o ajuste dos investidores a um cenário menos tenso na geopolítica e as expectativas sobre decisões monetárias futuras, que influenciam diretamente os custos de financiamento global.

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Fonte:

  • Valor Invest
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