XP Suspende Novas Aplicações em ETFs de Renda Fixa Devido a Dúvidas sobre Imposto de Renda
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XP Suspende Novas Aplicações em ETFs de Renda Fixa Devido a Dúvidas sobre Imposto de Renda
21 set 2026

XP Suspende Novos Aportes em ETFs de Renda Fixa
A plataforma de investimentos XP anunciou que, a partir de 21 de outubro, suspendeu temporariamente novos investimentos em seis ETFs de renda fixa de gestoras concorrentes. A decisão foi tomada em meio a incertezas sobre a alíquota do Imposto de Renda aplicável a alguns fundos negociados na bolsa, cuja taxa pode ser de 15% ou 25% sobre o lucro na venda.
Fundos Suspensos
Os ETFs afetados pertencem às gestoras BTG Pactual, Genial Investimentos e Nubank. A XP explicou que a suspensão se deve ao fato de que esses produtos investem majoritariamente em títulos de crédito privado, cuja remuneração é atrelada ao CDI e a uma taxa adicional. No comunicado enviado aos investidores, a XP destacou a falta de consenso sobre a metodologia para calcular Imposto de Renda devido.
Posição da XP
“Como não há, até o momento, um entendimento definitivo sobre o tema, a XP decidiu pausar novas aplicações nesses ativos até que haja maior clareza regulatória e tributária”, afirmou a plataforma.
Impacto aos Investidores
Os clientes que já possuem cotas desses ETFs não serão afetados pela suspensão. A medida se aplica apenas a novas compras e portabilidades. A XP reforçou que essa é uma ação temporária e será reavaliada assim que mais informações sobre o assunto estiverem disponíveis.
Repercussão no Mercado
A decisão gerou discussões entre os gestores de investimentos. Enquanto alguns acreditam que a tributação deve ser de 15%, outros concordam que ainda não há clareza nas normas tributárias. A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) indicou que a tributação pode ser de 15% desde que os títulos nas carteiras dos ETFs tenham prazos superiores a 720 dias.
Análise dos Especialistas
Especialistas como Bruno Stein, da Galapagos Capital, apoiam a decisão da XP: “A corretora tem todo o direito de decidir dessa forma, uma vez que ela é a responsável pela cobrança do Imposto de Renda.” Contudo, a clara ausência de informação sobre a real alíquota aplicável gera insegurança entre investidores, como ressaltou Fernando Kobuti, da Blue3 Investimentos.
Conclusão
Com a falta de informações definitivas sobre a tributação, o ambiente para investimentos em ETFs de renda fixa continua conturbado. O futuro desses produtos dependerá da evolução das discussões regulatórias e tributárias, as quais ainda permanecem em aberto.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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