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Olho no lance!

Olho no lance!
  • Publicado em 2 de dezembro de 2022

Apesar de uma agenda esvaziada hoje, os mercados começam essa manhã de sexta-feira em clima de expectativa para o payroll nos Estados Unidos, um dos mais importantes indicadores, que irá servir como ferramenta para calibrar as apostas no FED.

O esperado pelo mercado é uma desaceleração a 200 mil vs 236 mil postos anteriormente. Um indicador mais fraco pode dar suporte ao discurso mais baixista do FED. Operadores também monitoram o risco de uma eventual recessão a partir do dado.

Na China, as restrições mais brandas por parte do governo ao surto recente de coronavírus tem sustentado um leve rali no minério de ferro com melhoras na perspectiva de demanda.

Pesa-se nesse ponto o apoio do país para o setor imobiliário, que tem ajudado na recuperação da demanda. Na bolsa de Singapura, o minério tem sustentado na faixa dos USD 100.

Aqui no Brasil, em dia de jogo da seleção, os juros abrem a sessão em queda, refletindo dados da semana que começam a demonstrar o efeito de juros mais elevados no PIB, que veio abaixo do previsto e o IPC-Fipe que fechou o novembro em 0,47 abaixo das estimativas.

Em Brasília, a PEC de Transição começou a ser diluída para que se tenha alguma chance de aprovação, em um congresso de oposição ao presidente eleito.

Membros do governo tem admitido um impacto menor, entre 140 bi e 150 bi. Alguns membros da equipe de transição começam a falar em âncora fiscal sendo formada, o que não deixa de ser uma sinalização muito positiva para o mercado de juros.

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Análise técnica Ibovespa

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O Ibovespa nesta quinta-feira finalizou o pregão com uma baixa de 1,39% aos 110.925 pontos, devolvendo toda a alta apresentada na quarta-feira.

Apesar da baixa, o ativo conseguiu se manter acima da média móvel mais curta, porém ainda dentro de uma região mais lateralizada.

Dessa forma, o índice continua entre os 108.780 pontos e os 112.610 pontos. Posto isso, o ideal seria aguardar o ativo sair dessa zona mais travada de preço para a abertura de posições, já que está sem uma tendência definida no curto prazo.

Para a retomada de um viés mais positivo, o primeiro sinal seria a superação dos 112.610 pontos, dando continuidade ao movimento de alta dos últimos dois pregões.

Análise técnica S&P500

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O S&P500 fechou essa quinta-feira com uma leve queda de 0,39% aos 4.073 pontos. Após um movimento forte de alta na quarta, é mais provável um dia sem grandes oscilações.

Dessa forma, o índice segue com uma expectativa mais positiva no curto prazo, em que a superação dos 4.103 pontos indica que o S&P tem potencial de continuar o movimento de alta, onde pode voltar a ser negociado nos 4.118 pontos (primeiro nível importante acima).

Commodities

O minério de ferro e petróleo tem dia de alta, puxando um pequeno rali, impulsionados pelas melhoras nas perspectivas da China.

No início dessa semana, a repercussão de protestos por lá e a possibilidade de novas restrições impostas pelo coronavírus assustou muito o mercado, situação que mostrou grandes melhoras ao longo da semana.

Vimos em novembro o minério de ferro em um dos seus maiores ralis, subindo mais de 20% nas cotações dos futuros.

O petróleo tem seguido para seu maior ganho semanal em quase dois meses com essas mesmas melhoras.

Análise técnica petróleo

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O petróleo fechou essa quinta-feira com uma leve alta de 0,37% aos USD 87,02/barril, com o quarto dia consecutivo no campo positivo.

Apesar da alta, o ativo não anulou a tendência de baixa que se encontra no curto prazo, e o movimento de alta pode ser considerado como uma correção, ou seja, um repique de alta.

Vale salientar também que o fato de não ter conseguido fechar acima da média móvel, aumenta o viés negativo. Em que a perda dos USD 86,22/barril indica que o ativo pode dar continuidade na tendência de baixa.

Dessa forma, para anular completamente a tendência de baixa que se encontra no curto prazo, o ativo precisa voltar a ser negociado nos USD 96,12/barril.

Porém, o primeiro sinal positivo, mostrando uma possível mudança de tendência, seria a superação dos USD 89,26/barril.

Analistas responsáveis

Dalton Vieira – Analista CNPI-T

  • + 15 anos de experiência no mercado financeiro;
  • Analista de valores mobiliários (CNPI-TEM 910);
  • Credenciado pela Apimec desde 2010;
    Desenvolvedor do método DV de investimentos.

Leonardo Gibelli – Analista CNPI-T

  • Analista CNPI-T;
  • Analista CNPI-T EM-3376 credenciado pela Apimec;
  • Formado em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

Erik Sala – Especialista Em FIIs E Renda Fixa

Graduando em Economia pela UFG e especialista em Fundos Imobiliários. Assistente de análise responsável pela carteira DV Renda Imobiliária.

Disclaimer

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DVinvest

A DVinvest é a casa de análise fundada pelo renomado analista Dalton Vieira, que possui em sua equipe profissionais altamente especializados em análise fundamentalista e técnica de ações.