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Real digital: tudo o que você precisa saber

Real digital: tudo o que você precisa saber
  • Publicado em 3 de novembro de 2022

No ano passado vimos as primeiras diretrizes para a criação do Real Digital. 

E na semana passada, o Banco Central brasileiro emitiu os primeiros testes com as moedas digitais, você já sabe como isso vai funcionar?  

De maneira geral,  real digital vai ser uma CBDC (Central Bank Digital Currency), uma moeda digital com o mesmo valor do dinheiro tradicional que levamos na carteira!  

A principal diferença entre dinheiro atual e o real digital é que ele não poderá ser convertido em cédulas, existindo assim apenas no ambiente virtual. 

Portanto, a intenção do governo é que o real digital faça parte do dia a dia da população, podendo ser usado para pagamentos, compras, transações e até mesmo investimentos!  

Como funciona o real digital  

Apesar de usar o sistema de blockchain, vale ressaltar que o real digital é bem diferente de uma criptomoeda.  

Isso porque essa moeda será emitida pelo Banco Central e regulada pelo sistema financeiro brasileiro.  

Por outro lado, as criptomoedas são administradas pelos próprios usuários da rede e não por uma instituição. 

O objetivo central da proposta é promover maior segurança para transações realizadas de maneira digital inibindo a lavagem de dinheiro e estimular a inovação.  

Assim, podemos citar outros tipos de vantagens: 

 Vantagens 

 A primeira vantagem está na rapidez das transações. Diferente do dinheiro físico, o Real Digital estará em uma carteira digital e usará a tecnologia ao seu favor, realizando pagamentos em questões de segundos. 

Além disso, o real digital poderá ser utilizado de qualquer lugar do mundo, sem a necessidade de conversão por meio de bancos. Reduzindo o uso do papel moeda. 

No entanto, a ideia do real digital não é substituir o dinheiro físico. Não, pelo menos por agora.  

Muitas regiões do país ainda utilizam dinheiro físico, por mais que as transações online estejam crescendo. A ideia é utilizar o real digital como um complemento. 

Além do Brasil, outros países estão investindo nessa tecnologia: China, França, Nigéria, Uruguai e Canadá já estão com suas versões na fase piloto.  

Outros países como a Austrália, Rússia, Cazaquistão, Japão e Turquia se encontram logo atrás, testando protótipos. 

Written By
Lucas Moraes

Analista de valores mobiliários (CNPI-T EM-2877) credenciado pela Apimec. Formado em Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), atua no mercado financeiro desde 2018.