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Setor de serviços avança acima do esperado pelo mercado

Setor de serviços avança acima do esperado pelo mercado
  • Publicado em 13 de setembro de 2022

De acordo com dados divulgados nesta terça-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume do setor de serviços avançou 1,1% no pais em julho em relação a junho.

Este é o terceiro resultado positivo consecutivo na série com ajuste sazonal, com ganhos acumulados de 2,4% no período.

Nos primeiros sete meses deste ano, o volume de atendimentos apresentou aumento de 6,3% em relação ao mesmo período de 2021.

Os resultados foram melhores do que o mercado esperava, já que a expectativa Refinitiv era de uma alta de 0,5% na comparação mensal e de 5,8% na comparação anual.

Os dados demostram que o setor de serviços está 8,9% além do patamar pré-pandemia e 1,8% inferior do seu nível mais elevado, alcançado em novembro de 2014.

Segundo comunicado do IBGE, o resultado positivo foi influenciado por três das cinco atividades investigadas pela pesquisa, com destaque para os transportes (2,3%) e informação e comunicação (1,1%), que exerceram as principais influências positivas sobre o índice em julho.

O setor de transportes acumulou ganho de 3,9% nos três últimos meses e, em julho, foi influenciado principalmente pelos bons resultados de atividades como gestão de portos e terminais e concessionárias de rodovias. O transporte de cargas, que acumula alta de 19,7% desde outubro do ano passado, avançou 1,2% em julho.

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“Com esse crescimento de julho, o setor de serviços chega ao ponto mais alto desde novembro de 2014, ou seja, do maior patamar da série. Essa retomada de crescimento é bastante significativa e é ligada aos serviços voltados às empresas, como os de tecnologia da informação e o de transporte de cargas, que têm um crescimento expressivo e alcançam, em julho, os pontos mais altos das suas respectivas séries. Então o que traz o setor de serviços a esse patamar é o dinamismo desses dois segmentos”, explica o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

Lobo ainda observa que “naquela fase mais aguda da pandemia, a partir do segundo semestre de 2020 até meados do ano passado, os serviços financeiros auxiliares cresceram de maneira significativa. Nesse momento, havia um aumento da poupança das famílias de renda média e renda média alta, tendo em vista que elas diminuíam o consumo em decorrência das restrições existentes durante a pandemia. Com a flexibilização das restrições, essas famílias passaram a utilizar uma parcela maior de sua renda no consumo de bens e serviços e uma muito menor na poupança. Nesse sentido, a destinação desse recurso para o mercado financeiro já sofre redução na comparação com aqueles períodos de 2020 e 2021, quando houve um crescimento importante”.

 

 

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Redação It's Money

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