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Taxa de desemprego sobe a 8,6% no trimestre encerrado em fevereiro, diz IBGE

Taxa de desemprego sobe a 8,6% no trimestre encerrado em fevereiro, diz IBGE
  • Publicado em 31 de março de 2023

A taxa média de desemprego no Brasil subiu a 8,6% no trimestre encerrado em fevereiro, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (31). Esse é o menor resultado para o período desde 2015, quando atingiu 7,5%.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).

Indicador/Período Dez-Jan-Fev 2023 Set-Out-Nov 2022 Dez-Jan-Fev 2022
Taxa de desocupação 8,6% 8,1% 11,2%
Taxa de subutilização 18,8% 18,9% 23,5%
Rendimento real habitual R$ 2.853 R$ 2.835 R$ 2.653
Variação do rendimento habitual em relação a: 0,6% 7,5%

A população desocupada (9,2 milhões de pessoas) cresceu 5,5% (mais 483 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e recuou 23,2% (menos 2,8 milhões de pessoas desocupadas) na comparação anual.

O contingente de pessoas ocupadas (98,1 milhões) recuou 1,6% (menos 1,6 milhão de pessoas) ante o trimestre anterior e cresceu 3,0% (mais 2,9 milhões) ante o mesmo trimestre do ano anterior. O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar), estimado em 56,4%, caiu 1,0 p.p. frente ao trimestre anterior (57,4%) e subiu 1,2 p.p. ante igual trimestre do ano anterior (55,2%).

A taxa composta de subutilização (18,8%) ficou estável em relação ao trimestre de setembro a novembro de 2022 (18,9%) e caiu 4,7 p.p. ante o trimestre encerrado em fevereiro de 2022 (23,5%). A população subutilizada (21,6 milhões de pessoas) também ficou estável frente ao trimestre anterior (21,9 milhões) e recuou 20,7% (menos 5,7 milhões) na comparação anual.

A população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas (5,1 milhões) caiu 12,4% (menos 719 mil pessoas) ante o trimestre anterior e 23,7% (menos 1,6 milhão de pessoas) no ano.

A população fora da força de trabalho (66,8 milhões de pessoas) cresceu 2,3% ante o trimestre anterior (mais 1,5 milhão) e 2,2% (mais 1,5 milhão) na comparação anual.

A população desalentada (4,0 milhões de pessoas) ficou estável em relação ao trimestre anterior e caiu 16,0% (menos 754 mil pessoas) na comparação anual. O percentual de desalentados na força de trabalho ou desalentada (3,6%) também ficou estável frente ao trimestre anterior e caiu 0,7 p.p. frente ao mesmo trimestre do ano anterior.

O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 36,8 milhões, ficando estável frente ao trimestre anterior e crescendo 6,4% (mais 2,2 milhões de pessoas) na comparação anual.

O número de empregados sem carteira assinada no setor privado (13,0 milhões de pessoas) caiu 2,6% (menos 349 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior e cresceu 5,5% (678 mil pessoas) no ano.

O número de trabalhadores por conta própria (25,2 milhões de pessoas) caiu 1,2% ante o trimestre encerrado em novembro de 2022 (menos 301 mil pessoas). Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o contingente ficou estável.

O número de trabalhadores domésticos (5,8 milhões de pessoas) ficou estável tanto no confronto com o trimestre anterior quanto com o trimestre encerrado em fevereiro de 2022.

O número de empregadores (4,1 milhões de pessoas) caiu 4,8% (menos 206 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e ficou estável na comparação anual.

O número de empregados no setor público (11,7 milhões de pessoas) caiu 4,3% (menos 529 mil) frente ao trimestre anterior, mas cresceu 3,5% na comparação anual (mais 395 mil).

A taxa de informalidade foi de 38,9% da população ocupada (ou 38,2 milhões de trabalhadores informais) contra 38,9% no trimestre anterior e 40,2% no mesmo trimestre do ano anterior.

O rendimento real habitual (R$ 2.853) ficou estável frente ao trimestre anterior e cresceu 7,5% no ano. A massa de rendimento real habitual (R$ 275,5 bilhões) também ficou estável frente ao trimestre anterior, mas cresceu 11,4% na comparação anual.

Taxa de desocupação – Brasil – 2012/2023

No trimestre móvel de dezembro de 2022 a fevereiro de 2023, a força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas) foi estimada em 107,3 milhões de pessoas, caindo 1,0% (menos 1,1 milhão de pessoas) frente ao trimestre de setembro a novembro de 2022 e ficando estável ante o mesmo trimestre do ano anterior.

Frente ao trimestre móvel anterior, não houve aumento no contingente de ocupados de nenhum dos grupamentos de atividades investigados pela pesquisa. Houve redução nos seguintes grupamentos: Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (-2,3%, ou menos 202 mil pessoas), Indústria Geral (-2,7%, ou menos 343 mil pessoas), Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (-2,7%, ou menos 471 mil pessoas) e Outros serviços (-3,2%, ou menos 171 mil pessoas).

Ante o trimestre encerrado em fevereiro de 2022, houve alta em: Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (3,3%, ou mais 604 mil pessoas), Transporte, armazenagem e correio (10,4%, ou mais 509 mil pessoas), Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (5,2%, ou mais 588 mil pessoas), Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (4,9%, ou mais 802 mil pessoas) e Outros serviços (6,3%, ou mais 313 mil pessoas). Houve redução no grupamento de Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (-4,6%, ou menos 406 mil pessoas).

Taxa composta de subutilização – Trimestres de dezembro a fevereiro – Brasil – 2013 a 2023 (%)

Quanto ao rendimento médio real habitual (R$2.853), frente ao trimestre móvel anterior, houve aumento nas seguintes categorias: Alojamento e alimentação (6,0%, ou mais R$ 107) e Serviços domésticos (2,6%, ou mais R$ 28). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.

Frente ao trimestre encerrado em fevereiro de 2022, houve aumento nas categorias: Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (8,7%, ou mais R$ 147), Construção (5,0%, ou mais R$ 107), Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (7,1%, ou mais R$ 156), Transporte, armazenagem e correio (7,7%, ou mais R$ 192), Alojamento e alimentação (7,6%, ou mais R$ 135), Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (8,1%, ou mais R$ 305), Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (6,5%, ou mais R$ 247), Outros serviços (13,5%, ou mais R$ 271) e Serviços domésticos (5,5%, ou mais R$ 57).

Entre as posições na ocupação, em relação ao trimestre anterior, houve aumento nas seguintes categorias: Trabalhador doméstico (2,6%, ou mais R$ 28) e Empregado no setor público (inclusive servidor estatutário e militar) (2,0%, ou mais R$ 84). As demais categorias não apresentaram variação significativa.

Já na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve aumento em todas as posições: Empregado com carteira de trabalho assinada (5,0%, ou mais R$ 129), Empregado sem carteira de trabalho assinada (11,7%, ou mais R$ 201), Trabalhador doméstico (5,5%, ou mais R$ 57), Empregado no setor público (inclusive servidor estatutário e militar) (5,7%, ou mais R$ 235), Empregador (10,1%, ou mais R$ 642) e Conta-própria (10,0%, ou mais R$ 209).

Fonte: IBGE

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Redação It's Money

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