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Volume de serviços cresce 1,1% em fevereiro, diz IBGE

Volume de serviços cresce 1,1% em fevereiro, diz IBGE
  • Publicado em 27 de abril de 2023

O volume de serviços no Brasil cresceu 1,1% em fevereiro de 2023, frente a janeiro, na série com ajuste sazonal, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com isso, o setor se encontra 11,5% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 2,0% abaixo do ponto mais alto da série histórica (dezembro de 2022).

Período Variação (%)
Volume Receita Nominal
Fevereiro 23 / Janeiro 23* 1,1 2,0
Fevereiro 23 / Fevereiro 22 5,4 11,8
Acumulado Janeiro-Fevereiro 5,7 12,2
Acumulado nos Últimos 12 Meses 7,8 15,2
*série com ajuste sazonal 

Na série sem ajuste sazonal, frente a fevereiro de 2022, o volume de serviços avançou 5,4%, sua 24ª taxa positiva consecutiva. O acumulado no ano foi de 5,7% e o acumulado em doze meses passou de 8,0% em janeiro de 2023 para 7,8% em fevereiro, menor resultado desde setembro de 2021 (6,8%).

A expansão de 1,1% do volume de serviços em fevereiro de 2023, na série com ajuste sazonal, foi acompanhada por três das cinco atividades investigadas, com destaque para o setor de transportes (2,3%), que recuperou parte da perda de 4,4% verificada no mês anterior.

Os demais avanços do mês vieram dos serviços de informação e comunicação (1,6%) e dos outros serviços (0,7%), com o primeiro acumulando um ganho de 2,4% nos dois primeiros meses do ano; e o segundo avançando após ter registrado forte retração em janeiro (-8,6%).

Pesquisa Mensal de Serviços  –  Volume de Serviços, segundo as atividades de divulgação  –  Fevereiro 2023 – Variação (%)
Atividades de Divulgação Mês/Mês anterior (1) Mensal (2) Acumulado no ano (3) Últimos 12 meses (4)
DEZ JAN FEV DEZ JAN FEV JAN-DEZ JAN-JAN JAN-FEV Até DEZ Até JAN Até FEV
Volume de Serviços – Brasil 3,0 -3,0 1,1 6,0 5,9 5,4 8,3 5,9 5,7 8,3 8,0 7,8
1. Serviços prestados às famílias 2,5 1,0 -0,7 9,2 11,4 11,5 24,0 11,4 11,4 24,0 23,1 22,5
1.1 Serviços de alojamento e alimentação 3,1 1,1 0,2 8,8 11,0 12,9 24,4 11,0 11,9 24,4 23,4 22,9
   1.1.1 Alojamento  –  –  –  – 17,1 36,8  – 17,1 24,7  –  –  –
   1.1.2 Alimentação  –  –  –  – 11,2 10,3  – 11,2 10,8  –  –  –
1.2 Outros serviços prestados às famílias 0,8 -0,7 -4,6 12,0 14,1 2,9 21,6 14,1 8,8 21,6 21,3 20,2
2. Serviços de informação e comunicação -2,2 0,8 1,6 0,0 5,6 8,7 3,3 5,6 7,1 3,3 3,4 3,9
2.1 Serviços de tecnologia da informação e comunicação (TIC) -3,2 2,7 0,6 -0,3 6,4 9,5 3,5 6,4 7,9 3,5 3,6 4,2
2.1.1 Telecomunicações -0,7 7,8 0,3 -6,6 2,1 5,3 -6,7 2,1 3,6 -6,7 -6,1 -5,1
2.1.2 Serviços de tecnologia da informação -7,1 3,7 3,0 5,7 11,5 14,4 16,6 11,5 12,9 16,6 16,0 15,8
2.2 Serviços audiovisuais -1,5 -2,8 1,6 1,7 -0,2 2,8 2,2 -0,2 1,2 2,2 1,5 1,2
3. Serviços profissionais, administrativos e complementares 3,6 -2,1 -1,0 7,4 8,1 2,8 7,7 8,1 5,5 7,7 7,7 7,4
3.1 Serviços técnico-profissionais 2,7 0,3 -0,8 7,9 8,7 6,8 7,5 8,7 7,7 7,5 7,3 7,5
3.2 Serviços administrativos e complementares 3,2 -1,0 -0,6 7,3 8,9 2,2 7,8 8,9 5,5 7,8 8,0 7,5
   3.2.1 Aluguéis não imobiliários 6,4 4,1 -3,2 34,8 36,7 23,9 30,0 36,7 30,0 30,0 31,2 31,1
   3.2.2 Serviços de apoio às atividades empresariais 1,1 -1,1 -2,0 0,6 2,1 -3,3 2,8 2,1 -0,6 2,8 2,7 2,0
4. Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio 2,5 -4,4 2,3 10,2 5,5 5,2 13,3 5,5 5,4 13,3 12,5 11,8
4.1 Transporte terrestre 2,9 -1,7 1,3 15,2 14,1 10,7 18,5 14,1 12,4 18,5 18,3 17,9
   4.1.1 Rodoviário de cargas  –  –  –  – 3,0 1,6  – 3,0 2,3  –  –  –
   4.1.2 Rodoviário de passageiros  –  –  –  – 28,6 17,1  – 28,6 22,9  –  –  –
   4.1.3 Outros segmentos do transporte terrestre  –  –  –  – 8,6 8,3  – 8,6 8,5  –  –  –
4.2 Transporte aquaviário -1,9 2,2 -0,8 6,6 11,6 9,3 11,9 11,6 10,5 11,9 11,3 10,7
4.3 Transporte aéreo 7,4 -5,8 4,4 4,4 -8,7 4,2 28,6 -8,7 -3,2 28,6 22,6 19,6
4.4 Armazenagem, serviços auxiliares aos transportes e correio 0,8 -9,5 4,2 4,8 -4,6 -3,8 2,7 -4,6 -4,2 2,7 1,9 1,1
5. Outros serviços 9,6 -8,6 0,7 10,1 0,6 0,6 -2,1 0,6 0,6 -2,1 -2,1 -1,8
    5.1 Esgoto, gestão de resíduos, recuperação de materiais e descontaminação  –  –  –  – 0,5 3,3  – 0,5 1,9  –  –  –
    5.2 Atividades auxiliares dos serviços financeiros  –  –  –  – -1,6 -5,9  – -1,6 -3,7  –  –  –
    5.3 Atividades imobiliárias  –  –  –  – 19,8 11,6  – 19,8 15,6  –  –  –
    5.4 Outros serviços não especificados anteriormente  –  –  –  – 24,2 13,7  – 24,2 18,9  –  –  –
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Estatísticas Conjunturais em Empresas.  (1) Base: mês imediatamente anterior – com ajuste sazonal.  (2) Base: igual mês do ano anterior.  (3) Base: igual período do ano anterior.  (4) Base: 12 meses anteriores.

Em sentido oposto, serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,0%) e serviços prestados às famílias (-0,7%) exerceram as influências negativas do mês, com o primeiro setor alcançando o segundo revés seguido, com perda acumulada de 3,1%; e o último eliminando parte do ganho (3,5%) observado em dezembro e janeiro últimos.

média móvel trimestral foi de 0,3% no trimestre encerrado em fevereiro de 2023 frente ao mês anterior. Entre os setores, ainda na série com ajuste sazonal, todas as cinco atividades avançaram frente ao nível do trimestre encerrado em janeiro: serviços prestados às famílias (0,9%); outros serviços (0,3%); transportes (0,1%); informação e comunicação (0,1%); e profissionais, administrativos e complementares (0,1%).

Ante fevereiro de 2022, o volume de serviços avançou 5,4%, sua vigésima quarta taxa positiva seguida. O resultado deste mês trouxe expansão em todas as cinco atividades de divulgação e contou ainda com crescimento em 55,4% dos 166 tipos de serviços investigados.

Entre os setores, os de informação e comunicação (8,7%) e de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (5,2%) exerceram as principais contribuições positivas sobre o volume serviços, impulsionados pelo aumento de receita das empresas pertencentes aos ramos de telecomunicações; desenvolvimento e licenciamento de softwares; tratamentos de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na Internet; desenvolvimento de programas de computador sob encomenda; e suporte técnico, manutenção e outros serviços em tecnologia da informação, no primeiro setor; e de transporte rodoviário coletivo de passageiros; aéreo de passageiros; rodoviário de cargas; estacionamento de veículos; gestão de portos e terminais; ferroviário de cargas; e transporte dutoviário, no último.

Os demais avanços vieram dos serviços prestados às famílias (11,5%); dos serviços profissionais, administrativos e complementares (2,8%); e de outros serviços (0,6%), que apresentaram incrementos de receita em: hotéis; restaurantes; serviços de bufê; e atividades de condicionamento físico, no primeiro ramo; locação de automóveis; atividades de intermediação de negócios em geral; atividades jurídicas; locação de mão de obra temporária; e serviços de engenharia, no segundo; e atividades imobiliárias; corretores e agentes de seguros, de previdência complementar e de saúde; corretoras de títulos e valores mobiliários; e atividades de administração de fundos por contrato ou comissão, no último.

O acumulado do ano, frente a igual período do ano anterior, foi a 5,7%, com taxas positivas em todas as cinco atividades de divulgação e em 60,8% dos 166 tipos de serviços investigados. Entre os setores, a contribuição positiva mais importante ficou com o ramo de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (5,4%), impulsionado, em grande parte, pelo aumento das receitas das empresas que atuam nos segmentos de transporte rodoviário coletivo de passageiros; transporte aéreo de passageiros; rodoviário de cargas; estacionamento de veículos; gestão de portos e terminais; e ferroviário de cargas.

Os demais avanços vieram de informação e comunicação (7,1%); de serviços profissionais, administrativos e complementares (5,5%); de serviços prestados às famílias (11,4%); e de outros serviços (0,6%), explicados, principalmente, pelo aumento na receita das empresas de telecomunicações; desenvolvimento e licenciamento de softwares; consultoria em tecnologia da informação; desenvolvimento de programas de computador sob encomenda; e tratamentos de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na Internet, no primeiro ramo; de serviços de engenharia; locação de automóveis; agências de viagens; atividades de cobranças e informações cadastrais; e consultoria em gestão empresarial, no segundo; de restaurantes; hotéis; serviços de bufê; atividades teatrais e de espetáculos; e atividades de condicionamento físico, no terceiro; e de atividades auxiliares dos seguros, da previdência complementar e dos planos de saúde; reparação e manutenção de computadores e de equipamentos periféricos; administração de condomínios e de shopping centers; e atividades de apoio à produção florestal, no último.

Serviços crescem em 20 das 27 unidades da federação em fevereiro 

Regionalmente, a maior parte (20) das 27 unidades da federação assinalou expansão no volume de serviços em fevereiro de 2023, na comparação com o mês imediatamente anterior, acompanhando o avanço observado no resultado do Brasil (1,1%).

Os maiores impactos positivos vieram de Mato Grosso (7,7%) e Pernambuco (6,1%), seguidos por Pará (7,2%), Minas Gerais (0,8%) e Paraná (0,8%). Já as principais influências negativas vieram de São Paulo (-0,1%), Distrito Federal (-1,7%) e Rio Grande do Sul (-0,8%).

Frente a fevereiro de 2022, o avanço do volume de serviços no Brasil (5,4%) foi acompanhado por 26 das 27 unidades da federação. A principal contribuição positiva ficou com São Paulo (2,9%), seguido por Rio de Janeiro (6,1%), Minas Gerais (8,7%), Paraná (9,9%) e Santa Catarina (9,7%). A única queda foi em Mato Grosso do Sul (-0,3%).

No acumulado do ano, frente a igual período de 2022, o avanço do volume de serviços no Brasil (5,7%) se deu em 25 das 27 UFs. O principal impacto positivo veio de São Paulo (3,4%), seguido por Rio de Janeiro (7,2%), Minas Gerais (9,9%), Paraná (11,0%) e Rio Grande do Sul (8,9%). Já as influências negativas vieram de Mato Grosso do Sul (-3,5%) e Acre (-0,2%).

Atividades turísticas recuam 0,7% em fevereiro

Em fevereiro de 2023, o índice de atividades turísticas caiu 0,7% frente ao mês imediatamente anterior, após ter avançado por dois meses seguidos, período em que acumulou um ganho de 5,5%. Com isso, o segmento de turismo se encontra 1,9% acima do patamar de fevereiro de 2020 e 5,2% abaixo do ponto mais alto da série, alcançado em fevereiro de 2014.

Na comparação fevereiro de 2023 / fevereiro de 2022, o índice de volume de atividades turísticas no Brasil apresentou expansão de 14,8%, vigésima terceira taxa positiva seguida, sendo impulsionado, principalmente, pelo aumento na receita de empresas que atuam nos ramos de locação de automóveis; hotéis; restaurantes; transporte aéreo; rodoviário coletivo de passageiros; serviços de bufê; e agências de viagens.

Todas as doze unidades da federação onde o indicador é investigado mostraram avanço nos serviços voltados ao turismo, com destaque para São Paulo (12,5%), seguido por Minas Gerais (25,2%), Rio de Janeiro (12,4%), Bahia (20,2%), Paraná (23,0%) e Santa Catarina (23,9%).

No acumulado do ano, o agregado especial de atividades turísticas subiu 13,8% frente a igual período de 2022, impulsionado, sobretudo, pelos aumentos de receita nos ramos de locação de automóveis; restaurantes; hotéis; agências de viagens; transporte rodoviário coletivo de passageiros; e serviços de bufê. Os doze locais investigados registraram taxas positivas, com destaque para São Paulo (14,6%), seguido por Minas Gerais (25,0%), Rio de Janeiro (9,6%), Bahia (16,9%), Paraná (18,0%) e Santa Catarina (20,1%).

Transportes de passageiros (2,6%) e de cargas (2,0%) apresentam crescimento

Em fevereiro de 2023, o volume de transporte de passageiros no Brasil registrou expansão de 2,6% frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, após ter recuado 3,4% em janeiro último. Dessa forma, o segmento se encontra, nesse mês de referência, 5,0% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 18,6% abaixo de fevereiro de 2014, ponto mais alto da série histórica.

Por sua vez, o volume do transporte de cargas subiu 2,0% em fevereiro de 2023, recuperando boa parte da perda de 2,3% verificada no primeiro mês deste ano. Dessa forma, o segmento se situa 1,3% abaixo do ponto mais alto de sua série, alcançado em agosto de 2022. Com relação ao nível pré-pandemia, o transporte de cargas está 32,2% acima de fevereiro de 2020.

Na comparação com fevereiro de 2022, o transporte de passageiros teve a 23ª taxa positiva seguida (10,7%) e o transporte de cargas cresceu 9,2%, sua 30ª alta consecutiva.

No acumulado do ano, o transporte de passageiros cresceu 9,0% frente a igual período de 2022, enquanto o de cargas avançou 9,8% no mesmo período.

Fonte: IBGE

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Redação It's Money

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