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Como diversificar os investimentos? Confira 4 passos!

Como diversificar os investimentos? Confira 4 passos!
  • Publicado em 25 de setembro de 2022

Quem estuda sobre o mercado financeiro e as alternativas de aporte costuma se deparar com conteúdos recomendando a diversificação da carteira. Mas você sabe como diversificar os seus investimentos?

Essa estratégia é realmente relevante, principalmente para quem deseja mitigar os riscos aos quais a carteira está exposta.

No entanto, você deve entender o que é e qual a importância da diversificação para tomar decisões mais conscientes.

Neste conteúdo, você aprenderá mais sobre a diversificação e encontrará 4 passos para aplicar essa estratégia nos seus investimentos. Não perca!

O que é a diversificação de investimentos?

Antes de conhecer alguns passos para diversificar seus investimentos, é preciso entender essa estratégia e sua importância.

Com isso, você poderá avaliar se ela faz sentido para sua situação e saberá como aplicá-la da forma mais adequada.

A diversificação de investimentos é uma estratégia que consiste em expor a carteira de investimentos a diferentes riscos — principalmente utilizando ativos descorrelacionados ou com correlação negativa.

Portanto, a ideia é que os aportes não fiquem atrelados a apenas um mercado, setor, risco ou economia.

Nesse contexto, é preciso entender que a diversificação não se resume à simples escolha de investimentos variados. Para diversificar de verdade, é necessário entender os riscos envolvidos em cada opção.

Afinal, investimentos diferentes podem ser influenciados pelas mesmas questões. Assim, apenas escolher diferentes investimentos para a carteira não garante uma diversificação de fato.

Isso torna fundamental conhecer um passo a passo para diversificar, além de estudar sobre o mercado financeiro para entender o funcionamento das diferentes alternativas disponíveis.

Qual é a importância dessa estratégia?

Sabendo o que é a diversificação, você pode compreender melhor a importância dessa estratégia para a sua carteira de investimentos.

Em um primeiro momento, pode parecer que se expor a diferentes riscos é uma estratégia que traz mais insegurança.

Contudo, na prática, a diversificação tem o objetivo de proteger a carteira. A finalidade é que os seus aportes não oscilem diante das mesmas causas. Logo, eles terão movimentos diferentes.

Ou seja, quando há riscos diferentes envolvidos, seu capital investido não fica atrelado a apenas uma movimentação ou condição do mercado.

Dessa maneira, caso ocorra um movimento de desvalorização em determinado setor, apenas uma parte da sua carteira será afetada.

Enquanto isso, a outra parte pode compensar as perdas. Por outro lado, sem a diversificação, todo o seu patrimônio poderia ser impactado.

Apesar de ser mais presente na renda variável, a diversificação também vale para a renda fixa. Nesse caso, é preciso considerar riscos de crédito diferentes.

Assim, é possível minimizar as chances de prejuízos diante de um problema com um emissor de títulos.

Além do risco de crédito, vale considerar diferentes indexadores para não ficar atrelado a apenas um fator.

Imagine que sua carteira de renda fixa tenha títulos diferentes, porém todos atrelados ao Certificado de Depósitos Interbancários (CDI).

Nesse exemplo, não há uma diversificação real. Afinal, o resultado de todas as aplicações está vinculado às variações de um mesmo indexador. Se ele for reduzido, o portfólio inteiro passará a valer menos.

4 Passos para diversificar os seus investimentos

Após entender o que é a diversificação e qual é sua importância, você deve saber como aplicá-la em seus investimentos.

Para isso, a seguir há 4 passos para aplicar a diversificação de forma consciente e com mais segurança.

Confira como diversificar os seus investimentos!

1. Definir objetivos financeiros

Toda decisão de investimento precisa considerar os seus objetivos financeiros — e com a diversificação não é diferente. Logo, o primeiro passo é pensar no que você deseja alcançar com os aportes.

Não faria sentido diversificar sua carteira escolhendo alternativas que não se adéquam às suas metas, certo?

Por isso, ainda que a ideia seja descorrelacionar os riscos e proteger o patrimônio, os objetivos devem ser sempre o foco.

Então saiba o que você deseja financeiramente e quanto custam os seus sonhos. Com essas informações, você poderá avaliar os ativos, títulos e veículos financeiros para verificar se eles podem ser um meio eficiente de alcançar seus objetivos.

2. Conhecer o perfil de investidor

Além dos objetivos, os investimentos sempre devem estar baseados no seu perfil de investidor. Essa característica pessoal demonstra como você lida com os riscos inerentes aos investimentos.

Os perfis são divididos em conservador, moderado e arrojado — em ordem crescente de tolerância aos riscos. O resultado se relaciona com a sua experiência no mercado, situação financeira, estabilidade e objetivos.

Seguir o perfil de investidor é importante para montar uma carteira que se exponha a riscos suportáveis ou esperados.

Assim, diversificar os investimentos sem considerar essa característica pode trazer mais ansiedade em relação aos aportes ou frustração com os resultados.

3. Entender quais são as alternativas de investimento

Após definir seus objetivos e saber qual é o seu perfil de investidor, você precisa conhecer as alternativas de investimento. Afinal, suas decisões quanto à diversificação devem ser guiadas pelo seu conhecimento sobre elas.

Existem diversas formas de melhorar seu entendimento sobre os investimentos. Você pode ler blogs de empresas do ramo, livros de autores conceituados, contar com o suporte de profissionais do mercado financeiro, etc.

O objetivo é se familiarizar com o funcionamento e as características de cada alternativa que o interessar. Ademais, é essencial que você saiba quais são os riscos envolvidos em cada possibilidade.

Com isso, você pode aprofundar os seus conhecimentos sobre as condições que afetam cada investimento.

Lembre-se de que a diversificação se baseia, principalmente, na descorrelação. Portanto, entender o conceito e como ele se aplica na prática torna sua estratégia mais sólida.

Ele diz respeito a investimentos que variam conforme fatores diferentes — não apresentando correlação entre os riscos.

Por exemplo, as ações de uma empresa do agronegócio e os papéis de uma companhia de vendas no varejo são de setores diferentes.

Dessa forma, uma crise do agronegócio, não afetaria da mesma forma a segunda empresa e vice-versa.

4. Contar com o suporte de uma assessoria de investimentos

Por fim, o suporte de uma assessoria de investimentos é um passo que você precisa considerar ao diversificar a carteira.

Esse serviço é prestado por profissionais certificados do mercado financeiro, que explicam o funcionamento de investimentos e de estratégias ao investidor.

A assessoria não indica aportes nem realiza análises de carteiras para você. Mas ela permite que cada investidor consiga ter o conhecimento suficiente para tomar decisões adequadas ao seu próprio perfil e objetivos de forma autônoma e embasada.

Além disso, os assessores podem esclarecer os riscos de cada investimento, explicar como eles se relacionam e como funciona uma estratégia de diversificação.

Assim, você terá mais informações para conseguir compor uma carteira mais adequada às suas necessidades.

Pronto! Agora você sabe como diversificar investimentos e viu 4 passos para aplicar essa estratégia. Como foi possível perceber, ela busca trazer mais segurança para os seus aportes, mitigando os riscos por meio da seleção de alternativas descorrelacionadas.

 

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Redação It's Money

A redação do portal It’s Money é formada por um time de profissionais com ampla experiência editorial, com acompanhamento e revisão de jornalistas especializados.