JHSF3: Análise de resultado corporativo da JHSF
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JHSF3: Análise de resultado corporativo da JHSF
22 nov 2023•Última atualização: 20 junho 2024

A JHSF (JHSF3), rede de negócios de luxo em imóveis residenciais, shoppings, hotéis e restaurantes, teve lucro líquido consolidado de R$ 79,4 milhões no 3T23, uma queda de 50,3% no, na comparação com o mesmo período de 2022.
Por outro lado, o Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações), recuou 17,4% no período, para R$ 197,9 milhões. Já o Ebitda ajustado (sem eventos não recorrentes e as propriedades para investimento) baixou 47,1%, para R$ 135,7 milhões. A margem Ebitda ajustado teve retração de 10,5 pontos porcentuais, para 38,8%.
“Seguimos com uma posição financeira sólida, estoque de alta qualidade e excelentes produtos para lançar. Continuaremos focados nas vendas, acompanhando o mercado e avançando a cada lançamento, com confiança em nossa capacidade operacional e de gerar negócios imobiliários de alto valor agregado.”
Receita
Além disso, a receita líquida caiu 32,8%, para R$ 350,1 milhões. E as despesas operacionais caíram 1,5%, para R$ 96,6 milhões, devido a reduções nas despesas com vendas e nas administrativas.
Assim, o resultado financeiro (saldo entre receitas e despesas financeiras) gerou uma despesa que foi 61,4% maior na comparação anual, em R$ 59,4 milhões. O imposto de renda e CSLL também pesou, com alta de 62,6%, chegando a R$ 44,7 milhões.
“No 3T23, todos os segmentos de negócios, exceto a incorporação, apresentaram crescimento operacional e financeiro em relação ao 3T22”, diz a empresa em seu release de resultados.
Análise de resultado JHSF3 (3T23)
“O resultado veio mais fraco do que o esperado, especialmente na receita de incorporação. Isso é fruto de uma mudança nas vendas realizadas pela empresa. Antes, as vendas se concentraram em lotes, que possuem receita cotada logo na entrega. Atualmente, as vendas estão focadas em empreendimentos, onde a receita é cotada ao longo da construção. Dessa forma, apesar de uma queda no curto prazo, a receita a performar aumentou de forma relevante”, diz Renato Reis, analista fundamentalista da DVinvest, que faz análises dos resultados corporativos para o It’s Money.
De acordo com ele, os demais setores foram bem, com exceção dos hotéis e do varejo, que ainda seguem com dificuldade para crescer. “A empresa tem muitos projetos para entrar em 2024 então imagino que o papel só vá andar com mais força a partir desse período. Vou reavaliar os números na medida em que forem sendo realizados. Dessa forma, o papel deve ficar parado até 2024.”


Redação It's Money
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