Ações da TIM e Telefônica caem apesar de lucro crescente no 2º trimestre
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Ações da TIM e Telefônica caem apesar de lucro crescente no 2º trimestre
28 jul 2026

As ações da TIM (TIMS3) e da Telefônica (VIVT3) sofreram queda significativa na primeira sessão após a divulgação dos resultados do segundo trimestre, mesmo com o aumento nos lucros líquidos das empresas, as únicas do setor de telecomunicações no Ibovespa.
No caso da Telefônica, o lucro líquido atingiu R$ 1,6 bilhão, um crescimento anual de 17%. O desempenho foi impulsionado pelas receitas dos serviços pós-pagos, fibra ótica e serviços digitais, indicando uma forte estratégia premium. Contudo, apesar dessa evolução, as ações caíram, refletindo preocupações quanto a despesas elevadas, principalmente com depreciação e amortização, que superaram as projeções em 7%, segundo análise do Itaú BBA.
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Resultados e análises das operadoras de telecomunicações
Para a TIM, o lucro líquido alcançou R$ 1 bilhão, alta de 6,2% em relação ao mesmo período de 2022. Enquanto Itaú BBA e BTG Pactual consideraram os números em linha com as expectativas, o Citi e a XP demonstraram cautela. O Citi destacou uma desaceleração nas tendências operacionais, notando que o lucro ajustado ficou abaixo do previsto, apesar da receita estar conforme o esperado.
A desaceleração na captação de clientes pós-pagos e a receita com serviços móveis insuficiente preocupam os analistas. A XP, especificamente, apontou que a menor velocidade de crescimento da receita com serviços móveis é um dos principais sinais negativos para a TIM. Ainda assim, a operadora mantém forte geração de caixa, fator positivo para a companhia.
Impacto no mercado e percepções dos analistas
Apesar dos lucros positivos, o mercado reagiu desfavoravelmente diante do quadro operacional das duas empresas. As despesas inesperadamente altas da Telefônica e a desaceleração da TIM no segmento pós-pago contrabalançam os resultados financeiros positivos e pressionam as ações para baixo.
A disparidade nas avaliações dos bancos e corretoras reflete a complexidade do cenário para as telecomunicações brasileiras, onde a competição e as mudanças no comportamento dos consumidores influenciam os resultados.
As informações mencionadas são provenientes do Valor PRO, serviço de notícias em tempo real do Valor Econômico.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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