Ações de Consumo Cíclico em Alta: Análise do BTG Pactual
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Ações de Consumo Cíclico em Alta: Análise do BTG Pactual
6 out 2026

Ações de consumo cíclico superam expectativas
No dia 6 de novembro, as ações do grupo de empresas de consumo cíclico, que inclui setores como varejo e construção civil, tiveram um desempenho excepcional no Ibovespa, que subiu 7,7%, ultrapassando pela primeira vez a marca de 200 mil pontos. Mesmo na terça-feira, durante uma correção do índice, os papéis desses setores continuaram a avançar.
Fatores que impulsionam o setor
Os analistas do BTG Pactual explicam que os elevados índices de desempenho se devem a um cenário fiscal mais favorável, com juros e crescimento projetados em alta. Os múltiplos comprimidos e a sensibilidade das empresas às variações de mercado contribuem para esse crescimento significativo, destacando ações como:
- C&A Modas (CEAB3)
- Renner (LREN3)
- Grupo SBF (SBFG3)
- Smart Fit (SMFT3)
- Assaí Atacadista (ASAI3)
Aumento no P/L e destaque do dia
Antes da sessão de segunda-feira, a média de preço sobre lucro (P/L) das ações de varejo e consumo acompanhadas pelos analistas do BTG estava em torno de 8 vezes. Após o desempenho do dia anterior, esse índice subiu 12%, atingindo uma média de 9,4 vezes.
A maior alta do dia até agora foi das ações ordinárias da Azzas 2154 (AZZA3), que registraram 6,72% de aumento, sendo cotadas a R$ 23,66 ao meio-dia. A empresa está passando por um processo de reestruturação após a fusão com os grupos Arezzo&Co e Grupo Soma, e possui entre seus ativos a marca Farm Rio, o que impulsionou a valorização dos papéis.
Condições desafiadoras ainda persistem
Ainda que o desempenho das ações de consumo cíclico seja positivo, o cenário econômico apresenta desafios, com altas taxas de juros e um elevado endividamento familiar, afetado pela inflação. A concessão de crédito continua restrita, conforme apontam os analistas Luiz Guanais, Yan Cesquim e Beatriz Cendon.
Perspectivas futuras para o varejo
O relatório do BTG Pactual sugere duas abordagens para o varejo brasileiro nos próximos meses. A primeira é reduzir a dependência do cenário macroeconômico, focando em empresas com crescimento estrutural, como RD Saúde (RADL3), Smart Fit (SMFT3) e Panvel (PNVL3). A segunda é investir em empresas que são afetadas pelo ciclo econômico, como Assaí (ASAI3), Magazine Luiza (MGLU3), C&A (CEAB3) e Renner (LREN3). O resultado do primeiro turno das eleições torna a segunda opção mais atrativa no curto prazo, considerando a expectativa de queda nos prêmios de risco e uma curva de juros mais favorável.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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